sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Lula cresce nas pesquisas, mas não subestimem Bolsonaro! - Marcos Doniseti!

Lula cresce nas pesquisas, mas não subestimem Bolsonaro! - Marcos Doniseti!
Lula e o Povo brasileiro: Onde começa um e termina o outro? 
Já li vários comentários de um pessoal por aí dando pouca importância à ascensão do Bolsonaro nas mais recentes pesquisas eleitorais para a eleição presidencial de 2018.

Muitos não dão valor às pesquisas, pois elas seriam manipuladas.

De fato, essa manipulação acontece, sim. 

Independente disso, as pesquisas eleitorais servem para apontar tendências, o que é o seu aspecto principal, aliás. 

Pesquisas eleitorais não são feitas para acertar os resultados das eleições, mas para apontar as tendências, indicando quem está subindo ou caindo nas intenções de voto dos eleitores. 

Um dos grandes problemas das pesquisas é que a divulgação das mesmas também é fortemente manipulada, pois isso visa produzir certos resultados eleitorais que interessam a determinados grupos políticos e empresariais que apoiam algum candidato. 

E os próprios institutos de pesquisas contribuem para isso, na medida em que eles divulgam os resultados das mesmas como se elas fossem infalíveis e, logo acertassem sempre, o que não é verdade. 
As reservas internacionais líquidas do Brasil tiveram um crescimento expressivo durante os governos Lula e Dilma, passando de US$ 16 bilhões para US$ 376 bilhões. 
O fato concreto é que as pesquisas eleitorais mais recentes mostram algumas tendências que são bem nítidas. Elas mostram o crescimento das candidaturas do ex-Presidente Lula (Social-Democrata), bem como de Jair Bolsonaro (de Extrema-Direita). 

Lula, muito provavelmente, está atraindo de volta um eleitorado que já votou nele em 2002, 2006 e que votou em Dilma em 2010 e em 2014 muito em função do apoio do próprio Lula, mas que havia se decepcionado com segundo mandato de Dilma. Este eleitorado nutria uma certa expectativa, mesmo que limitada, de que a sua vida poderia melhorar no governo Temer, mas isso não aconteceu. Com isso, esses eleitorados estão retornando para Lula. 

E Bolsonaro está conquistando um eleitorado de perfil bastante conservador e direitista, mas que está decepcionado com os rumos do governo Temer, que é controlado pela trinca PMDB/PSDB/DEM.

O agravamento da crise econômica, após a derrubada de Dilma e a ascensão de Temer, e a percepção de que o combate à corrupção está sendo deixando em segundo plano no governo deste estão contribuindo para o grande aumento da impopularidade de Temer, o que afeta os partidos que o comandam, é claro, o que é o caso do PMDB, PSDB e DEM. Estes três partidos ocuparam os cargos principais do governo Temer e no Congresso Nacional.

Assim, eles sofrem a maior parte do desgaste que o governo de Temer está sofrendo. E este desgaste está sendo o grande responsável pelo forte crescimento de Lula e Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, como ficou claramente demonstrado na pesquisa MDA que foi realizada e divulgada em Fevereiro deste ano. 
Hitler e Mussolini: Eles também não foram levados a sério no início. Deu no que deu... 

Porque Bolsonaro deve ser levado a sério!
 

Entendo que não levar Bolsonaro a sério é um erro muito grave que muitas pessoas estão cometendo. Eu não desprezaria o Bolsonaro dessa forma, não, como muitos já estão fazendo.

A história está repleta de exemplos de que quando a Direita tradicional e conservadora se enfraquece eleitoralmente e um candidato identificado com ideias de Esquerda se fortalece, que é o que está acontecendo agora no Brasil, o eleitorado mais conservador e direitista cai, na sua imensa maioria, no colo da Extrema-Direita.

Aconteceu isso na Itália e na Alemanha na época de ascensão do Nazi-Fascismo.

Na Alemanha, por exemplo, a maior parte da classe média tradicional e da burguesia não simpatizava com os nazistas, aos quais viam como um bando de arruaceiros incultos.

Mas quando o Partido Comunista Alemão começou a se fortalecer (o que aconteceu principalmente na eleição para o Parlamento alemão realizada em Novembro de 1932), a burguesia e a classe média aceitaram fazer uma aliança com os Nazistas (NSDAP), pois entendiam que eles eram os únicos que poderiam barrar a ascensão dos Comunistas (KPD) no país. 

E os Social-Democratas (SPD) também eram odiados pela burguesia e pela classe média da Alemanha, pois apesar de não ser um partido revolucionário, ele também se considerava um partido marxista. 
Estas são algumas das frases ditas por Bolsonaro. E aí, você gostou? 
A burguesia e a classe média tradicional alemã pensavam que poderiam controlar Hitler e os Nazistas, mantendo-os dentro de certos limites e se aliaram aos mesmos, apoiando a sua eleição para o cargo de Chanceler. A ideia deles era usar Hitler e os Nazistas para massacrar os comunistas e social-democratas e, depois, se livrar dos seus incômodos aliados.

Mas como perguntou o genial Mané Garrincha: Já combinou tudo isso com os russos? Não? Então, você se deu mal. E foi isso que aconteceu com a burguesia e com a classe média da Alemanha. 

O fato é que a burguesia e a classe média alemã não combinaram nada disso com Hitler e com os Nazistas. E o resultado é que foram varridos por eles, não enquanto classe social, mas no aspecto do poder político, que passou inteiramente para as mãos dos Nazistas, cuja base eleitoral se situava na classe média baixa alemã (pequenos agricultores, pequenos empresários) e entre veteranos de guerra, grupos paramilitares e membros de segmentos marginalizados da sociedade, mas que não se organizavam politicamente (são os membros do lumpemproletariado).

No Brasil, desde 2016 que as pesquisas eleitorais apontam para uma mesma tendência, que é a do enfraquecimento das candidaturas que são representantes da Direita tradicional e o fortalecimento da Extrema-Direita (representada pela candidatura de Jair Bolsonaro).

Assim, existe uma grande possibilidade de que Bolsonaro continue crescendo, até a eleição presidencial de 2018, devido ao enfraquecimento das candidaturas tradicionais da Direita, atraindo o eleitorado que se desiludiu com os rumos tomados pelo PMDB, PSDB e DEM, principalmente, que são os partidos que comandam o governo Temer. 
Lula está crescendo rapidamente nas pesquisas eleitorais, como demonstra a mais recente pesquisa MDA, realizada em Fevereiro deste ano.

E como o governo Temer
 está ficando cada vez mais impopular, a consequência é o crescimento de Lula (devido à saudade que a população sente do seu ótimo governo) e de Bolsonaro, que atrai cada vez mais o eleitorado conservador e direitista, pois este acreditava que o governo Temer iria colocar o país novamente na rota do crescimento econômico e que nada faria para prejudicar a operação Lava Jato, permitindo que as investigações continuassem sendo realizadas livremente. 

Portanto, é muito provável que, mantida a trajetória atual, o segundo turno da eleição presidencial de 2018 venha a ser disputado entre Lula e Bolsonaro.

Resultados das Pesquisas MDA entre Junho de 2016 e Fevereiro de 2017!

Fevereiro de 2017

Cenário 1

Lula 30,5% (24,8% em Outubro e 22% em Junho/2016);
Marina 11,8% (13,3% em Outubro e 14,8% em Junho/2016);
Bolsonaro 11,3% (6,5% em Outubro e 5,8% em Junho/2016);
Aécio 10,1% (15,7% em Outubro e 15,9% em Junho/2016);
Ciro 5% (7,4% em Outubro e 6% em Junho/2016);
Temer 3,7% (6,2% em Outubro e 5,4% em Junho/2016);
BR/NU 16,3% (16,9% em Outubro e 21,2% em Junho/2016);
Indeciso 11,3% (9,2% em Outubro e 8,9% em Junho/2016).

Cenário 2

Lula 31,8% (25,3% em Outubro e 21,3% em Junho/2016);
Marina 12,1% (14% em Outubro e 16,6% em Junho/2016);
Bolsonaro 11,7% (6,9% em Outubro e 6,2% em Junho/2016);
Alckmin 9,1% (13,4% em Outubro e 9,6% em Junho/2016);
Ciro 5,3% (8,4% em Outubro e 6,3% em Junho/2016);
Josué Alencar 1%;
BR/NU 17,1% (16,1% em Outubro e 24% em Junho/2016);
Indeciso 11,9% (9,8% em Outubro e 8,8% em Junho/2016);

Cenário 3

Lula 32,8% (27,6% em Outubro);
Marina 13,9% (16,5% em Outubro);
Aécio 12,1% (18,9% em Outubro)
Bolsonaro 12% (7,9% em Outubro);
BR/NU 18,6% (19,6% em Outubro);
Indeciso 10,6% (9,5% em Outubro).
A Dívida Pública Líquida brasileira despencou de 60,4% para 35% do PIB no final de 2014. E mesmo assim a Grande Mídia inventou a deslavada mentira de que 'o PT quebrou o Brasil'. 

Cenários - 2o. Turno

Cenário 1

Lula 39,7% (33,8% em Outubro e 29,9% em Junho/2016);
Aécio 27,5% (37,1% em Outubro e 34,3% em Junho/2016).

Cenário 2

Lula 38,9%  (33,2% em Outubro e 28,9% em Junho);
Marina 27,4% (35,8% em Outubro e 35% em Junho).

Cenário 3

Lula 42,9% (37,3% em Outubro e 31,7% em Junho/2016);
Temer 19% (28,5% em Outubro e 27,3% em Junho/2016).

Assim, resumidamente, o que temos?

1) Lula cresce;
2) Bolsonaro cresce;
3) Aécio cai;
4) Marina cai;
5) Ciro cai.
As vendas de veículos zero km no Brasil bateram recordes históricos durante os governos Lula e Dilma. Com o início do movimento golpista as vendas começaram a desabar, processo que teve continuidade em 2016. Em janeiro de 2017 as vendas de veículos zero km caíram mais de 5% em relação ao mesmo mês de 2016. 

Links:

domingo, 5 de fevereiro de 2017

França: Eleição Presidencial - Mélenchon aceita dialogar com Benoit Hamon e forças progressistas podem se unir já no primeiro turno! - Marcos Doniseti!

França: Eleição Presidencial - Mélenchon aceita dialogar com Benoit Hamon e forças progressistas podem se unir já no primeiro turno! - Marcos Doniseti! 
Benoit Hamon venceu, de forma surpreendente, as primárias do Partidos Socialista Francês e chegou a 16% das intenções de voto. Se ele tiver o apoio de Mélenchon ele terá grandes chances de ir ao segundo turno, onde derrotaria Marine Le Pen.
O cenário da eleição presidencial que irá se realizar na França (primeiro turno será em 23 de Abril e o segundo turno acontecerá em 07 de Maio) está passando por significativas mudanças.

Em primeiro lugar, a candidatura daquele que era considerado o favorito, François Fillon (Direita Neoliberal), está naufragando devido a um escândalo que envolve o candidato e, também, a sua esposa (Penelope). Fillon indicou a esposa para ocupar empregos públicos aos quais ela nunca compareceu e nos quais ela recebeu cerca de 900 mil Euros. Nada mal...

Com isso, a candidatura de Fillon está passando por uma queda significativa nas pesquisas e ele sofre fortes pressões para renunciar à mesma, mas está resistindo. E quanto mais ele resiste, maior é o desgaste que a Direita tradicional da França sofre junto ao eleitorado. 

Além disso, as primárias do Partido Socialista Francês (PSF) terminaram com a surpreendente vitória de Benoit Hamon, candidato da ala mais esquerdista da legenda, que derrotou o favorito (Manuel Valls, ex-Primeiro-Ministro do governo de François Hollande e defensor de um programa de governo neoliberal) por 59% X 41%. 
Jean-Luc Mélenchon lidera a 'Frente de Esquerda' e chega a 11% das intenções de votos. Uma eventual aliança dele com Benoit Hamon (PSF) poderá levar este ao segundo turno, onde a vitória seria alcançada devido à imensa rejeição de Marine Le Pen. 
Desta maneira, muitos estão defendendo que se faça uma aliança entre os dois candidatos progressistas mais fortes, que são Hamon e Jean-Luc Mélenchon. Afinal, a soma das intenções de votos dos dois candidatos seria suficiente para que um deles fosse ao segundo turno, onde enfrentaria Marine Le Pen com grandes possibilidades de vitória. 

Marine Le Pen deverá ser a mais votada no primeiro turno, com cerca de 25% dos votos, mas a sua imensa rejeição fará com que o seu adversário (não importando quem será o mesmo) vença a eleição. As pesquisas mostram que qualquer adversário de Le Pen terá entre 60% e 65% dos votos. 

As pesquisas mais recentes mostram os seguintes resultados:

Marine Le Pen (Extrema-Direita) 25%;
Emmanuel Macron (Direita Moderada) 21%;
François Fillon (Direita Neoliberal) 18%;
Benoit Hamon (Socialista) 16%;
Jean Luc Mélenchon (Frente de Esquerda) 11%.

Neste final de semana, Mélenchon declarou que aceita dialogar com Benoit Hamon, o que poderá levar a formação de uma aliança entre os dois já no primeiro turno, mas que isso irá depender de algumas condições. 
Marine Le Pen defende fechar a França para a imigração, retirar o país da Zona do Euro, da União Europeia e da OTAN. Com uma plataforma tão radical será muito difícil que ela vença a eleição presidencial. 
Caso esta aliança venha a se concretizar, tudo aponta para o fato de que Mélenchon irá abrir mão da sua candidatura e irá apoiar Hamon. 

Com isso, as chances do candidato do PSF chegar ao 2o. turno irão aumentar bastante.

Sem essa união, já no primeiro turno, as forças progressistas ficarão de fora do segundo turno da eleição presidencial, o que seria um imenso retrocesso, pois neste caso o segundo turno seria disputado entre um candidato de Direita (Macron) e uma de Extrema-Direita (Marine Le Pen). 

Assim, será muito bom que Mélenchon e Hamon conseguissem se entender e elaborassem um programa de governo comum, que reforce as políticas progressistas (de distribuição de renda, de fortalecimento da Democracia e do respeito aos direitos humanos) na França.

E com a França passando a ter a um governo com um perfil claramente progressista, isso também contribuiria para que outras forças das Esquerdas democráticas, em outros países europeus, também se fortalecessem. Afinal, a França possui o segundo maior PIB da Europa e o quinto maior do Mundo e é um país que tem uma grande importância política e cultural no cenário internacional, principalmente na Europa. 
Emmanuel Macron foi ministro do governo de François Hollande e defende as mesmas políticas neoliberais que o atual Presidente francês colocou em prática. 
Do Le Parisien:

Jean-Luc Mélenchon aceita dialogar com Benoit Hamon:

Link:

http://www.leparisien.fr/elections/presidentielle/candidats-et-programmes/jean-luc-melenchon-se-dit-pret-a-travailler-avec-benoit-hamon-05-02-2017-6655962.php

Programa de governo de Marine Le Pen defende retirada do país da UE, Zona do Euro e da OTAN:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/geral/46317/marine+le+pen+lanca+campanha+presidencial.shtml

O momento de Emmanuel Macron:

http://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/o-momento-de-emmanuel-macron.html

François Fillon desaba nas pesquisas após divulgação de escândalo:

http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-02-02-O-escandalo-Fillon-e-a-orquestra-da-direita-que-podera-ver-o-Titanic-a-afundar-se

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Partidos Social-Democratas europeus que adotaram a Terceira Via Neoliberal estão rachando e se enfraquecendo! - Marcos Doniseti!

Partidos Social-Democratas europeus que adotaram a Terceira Via Neoliberal estão rachando e se enfraquecendo! - Marcos Doniseti!
Pedro Sánchez defende reformas moderadas para promover mudanças na economia e na sociedade espanholas. Mas ele foi derrubado do cargo de Secretário-Geral do PSOE pelas lideranças mais conservadoras do partido. Agora, ele disputará as eleições primárias que o PSOE convocou para este ano e tentará voltar ao cargo, com o apoio dos eleitores do partido.

As velhas e tradicionais legendas social-democratas europeias que aderiram à Terceira Via Neoliberal de Tony Blair e Anthony Giddens estão rachando e se enfraquecendo cada vez mais.

Estes são os casos do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), do PSF (Partido Socialista Francês), do Partido Trabalhista britânico e do Partido Democrático italiano.

A única exceção a este processo é o PSP (Partido Socialista Português), que lidera um governo progressista moderado de coalizão bem sucedido em Portugal.

1) Espanha - PSOE: O partido, liderado por Felipe González, foi o segundo mais votado na eleição para o Parlamento espanhol e acabou permitindo que o Partido Popular (Direita neoliberal), vencedor da eleição, mas que não conseguiu a maioria absoluta, continuasse governando a Espanha.

Assim, o PSOE acabou abrindo mão de fazer uma aliança com o Podemos, liderado por Pablo Iglesias, que conquistou uma votação muito próxima à do PSOE na eleição para o Parlamento espanhol.
Felipe González fez o tradicional PSOE adotar as políticas neoliberais da Terceira Via e ajudou na manutenção do governo do PP (liderado por Mariano Rajoy), o que provocou grandes divisões e conflitos no partido. 
Isso gerou uma grande crise no PSOE, que levou à renúncia de Pedro Sánchez do cargo de Secretário-Geral depois que a maioria dos líderes da legenda ficaram contra a sua liderança. 

Com isso, o PSOE está cada vez mais dividido entre suas alas mais conservadoras (liderada por Felipe González) e as mais progressistas (lideradas por Pedro Sanchéz). 

Em algum momento esta divisão poderá levar a um racha ou a um brutal enfraquecimento do partido, que poderá perder seus eleitores mais conservadores para o PP ou para o Ciudadanos, e os seus eleitores mais progressistas poderão debandar para o Podemos.

E este racha poderá acontecer ainda em 2017, quando o PSOE irá realizar eleições primárias para escolher o seu novo líder. 

2) França - PSF: Já o segundo (o PSF) governa a França, mas tem um Presidente da República (François Hollande) que fez um governo totalmente neoliberal e que é tão impopular que sequer tentou a reeleição. A reforma trabalhista, extremamente impopular, que Hollande impôs acabou sendo rejeitada pela maioria dos deputados do próprio PSF.
François Hollande fez um governo neoliberal e impôs uma reforma trabalhista extremamente impopular. Seus baixos índices de aprovação levaram-no a desistir da reeleição. No entanto, o seu ex-ministro da Economia (Emmanuel Macron) é o favorito para vencer a eleição presidencial.  
E agora, nas primárias do partido, os eleitores do PSF literalmente se rebelaram contra as políticas neoliberais de Hollande e escolheram Benoît Hamon, da ala mais esquerdista da legenda e que é um forte crítico do governo francês, para ser o candidato à Presidente da República.

Isso fez com que uma parte dos eleitores de Manuel Valls, ligado a Hollande e que é um defensor das políticas deste, se disponha a votar em Emmanuel Macron, candidato independente e de perfil mais moderado e centrista, abandonando a candidatura de Hamon.

Assim, existe o risco de Hamon (que tem 16% nas pesquisas) não passar para o 2o. turno (que contará com a presença mais do que certa de Marine Le Pen, que lidera as pesquisas com 26% das intenções d voto) pois também temos a presença de um candidato mais à Esquerda, que é Jean-Luc Mélenchon (líder da Frente de Esquerda), obtém 10% dos votos.

Assim, a divisão entre as duas candidaturas mais progressistas poderá fazer com que o 2o. turno seja disputado entre a Extrema-Direita (Marine Le Pen) e um direitista (o neoliberal Fillon ou o moderado Macron).
Emmanuel Macron (ex-ministro da Economia do governo de Hollande e que saiu do Partido Socialista) foi o maior beneficiado pelo escândalo que atingiu fortemente a campanha do direitista Fillon e tornou-se o favorito para vencer a eleição presidencial francesa. 
Somente uma eventual união, já no 1o. turno, entre Hamon e Melenchon é que poderia evitar esse desastre histórico para as forças mais progressistas da França de ficar de fora do 2o. turno da eleição presidencial.

3) Reino Unido - Partido Trabalhista: Já no Reino Unido, o novo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, enfrenta as fortes resistências dos deputados da legenda, quase todos comprometidos com as políticas Neoliberais da Terceira Via de Tony Blair, enquanto que a base política e eleitoral trabalhista, na sua maioria, rejeita tais políticas.

Inclusive, a maior parte do eleitorado trabalhista votou a favor do Brexit, contrariando totalmente a posição dos deputados da legenda, favoráveis à manutenção do Reino Unido na União Europeia.

Assim, Corbyn fica numa corda bamba, tendo grandes dificuldades para liderar um partido tão dividido.

Somente uma nova eleição para o Parlamento britânico, que levasse o eleitorado trabalhista a renovar inteiramente o seu quadro de deputados, com a eleição de parlamentares comprometidos com as políticas progressistas e keynesianas preconizadas por Corbyn, é que poderiam resolver esse impasse.
Benoit Hamon (à direita) derrotou Manuel Valls nas primárias do Partido Socialista Francês, defendendo propostas como a criação de uma Renda Básica Universal e a taxação das riquezas geradas pelos robôs da 4a. Revolução Industrial. 
Mas elas não acontecerão tão cedo e, enquanto isso, Corbyn e os deputados trabalhistas vão intensificando os conflitos, agravando o racha interno.

O fato do Partido Conservador ter uma Primeira-Ministra, Theresa May, que adotou uma política mais nacionalista e que é bastante dura nas críticas ao Neoliberalismo, poderá levar os divididos e rachados trabalhistas a sofrer uma nova derrota na próxima eleição para o Parlamento, que irá acontecer apenas em 2020;

4) Itália - Partido Democrático: Governa a Itália atualmente, mas o então Primeiro-Ministro, Matteo Renzi, foi derrotado em um referendo a respeito de propostas de mudanças no sistema político do país, no qual 60% dos eleitores votaram contrários às mesmas. Isso provocou a renúncia de Renzi que, no entanto, continua sendo uma importante liderança do partido. 

O governo Renzi também promoveu a adoção de reformas neoliberais, bastante impopulares, e o PD também está dividido sobre as políticas que deveria adotar. 

Além disso, o partido que mais cresce na Itália e que lidera as pesquisas mais recentes, neste momento, é o 'Movimento 5 Estrelas' (liderado pelo humorista Beppe Grillo) e que combina, em seu programa, propostas mais progressistas (fim das políticas neoliberais e de arrocho), com outras mais conservadoras, fazendo ainda duras críticas à União Europeia. 

Assim, o 'M5S' tem grandes chances de vir a liderar um futuro governo na Itália. 
Matteo Renzi (à esquerda) foi derrotado no referendo italiano, onde o 'Não' para as suas propostas de reforma constitucional foi vitorioso 60% dos votos, provocando a sua renúncia. O 'M5S' (liderado por Beppe Grillo) condena as políticas neoliberais (adotadas por Renzi) e é o partido que mais cresce na Itália. 
5) Portugal - PSP (Partido Socialista Português): Este foi o único caso de recuperação vitoriosa por parte de um tradicional Partido Socialista europeu que tivemos nos últimos anos.

Na eleição para o Parlamento português que se realizou no final de 2015, as forças políticas mais progressistas acabaram conquistando a maioria absoluta.

Apesar da divisão dos deputados entre quatro partidos (Socialista, Comunista, Verdes e Bloco de Esquerda) os mesmos conseguiram fechar um acordo e elegeram Antonio Costa (PSP) para Primeiro-Ministro.

Com isso, as políticas neoliberais e de arrocho foram enterradas e o salário mínimo voltou a ter aumentos reais.

Desta maneira, Portugal retomou o crescimento econômico e está conseguindo reduzir o desemprego.

Por isso mesmo é que, segundo uma pesquisa divulgada em Janeiro deste ano, mostra que se a eleição para o Parlamento português fosse realizada neste momento, os quatro partidos progressistas (Socialista, Comunista, Verdes, Bloco de Esquerda) que governam o país teriam, no total, 54,6% dos votos (conquistaram 50,75% dos votos em 2015), contra apenas 36,9% da oposição formada pelos partidos PSD/CDS-PP (Direita Neoliberal; conquistaram 38,4% dos votos em 2015). 

Assim, a maioria parlamentar dos partidos progressistas ficaria maior caso a nova eleição fosse realizada agora. 

Como se percebe, a defesa ou a rejeição de políticas neoliberais está dividindo, rachando e enfraquecendo os principais e tradicionais partidos da Social-Democracia europeus. A única exceção entre os mesmos é o do PSP, pelas razões que apontei.

Tais partidos enfrentam um dilema: Eles deverão manter o seu apoio às políticas neoliberais, que são cada vez mais impopulares na União Europeia e que estão provocando sucessivas derrotas eleitorais para tais legendas? 

Ou então eles devem retomar projetos e ideias mais progressistas, de perfil keynesiano, tal como fizeram em suas origens (quando eles foram fundamentais na construção do Welfare State na Europa Ocidental no Pós-Guerra), como desejam promover, por exemplo, Jeremy Corbyn, Benoit Hamon e, em menor grau, Pedro Sánchez?
Jeremy Corbyn foi eleito o líder do tradicional Partido Trabalhista britânico (Labour Party), mas as suas propostas social-democratas e keynesianas enfrentam uma forte resistência dos deputados da legenda, que são defensores da Terceira Via Neoliberal de Tony Blair e Anthony Giddens, provocando fortes divisões entre os Trabalhistas. 

Links:

Benoit Hamon recupera propostas progressistas para o Partido Socialista Francês:


A fratura da Esquerda europeia:


Direção do PSOE entrega o governo espanhol para o PP:


Pedro Sanchéz lança candidatura para liderar novamente o PSOE:


O momento de Emmanuel Macron:


Portugal: Partidos que apoiam Antonio Costa teriam 54,6% dos votos em eleição para o Parlamento, contra apenas 36,9% da oposição (Direita Neoliberal):


Portugal: Taxa de Desemprego diminui para 10,2% com o fim das políticas neoliberais e de arrocho:


Portugal: Taxa de Desemprego era de 12,2% no final de 2015:


Emmanuel Macron ultrapassa Fillon no 1o. turno e derrotaria Marine Le Pen, no 2o. turno, com 65% dos votos:

sábado, 28 de janeiro de 2017

O Brasil do governo neoliberal de Temer: 30 notícias que provam que país caminha para um Desastre! - Marcos Doniseti!

O Brasil do governo neoliberal de Temer: 30 notícias que provam que país caminha para um Desastre! - Marcos Doniseti!
Durante os governos Lula e Dilma, a indústria de construção naval do Brasil tornou-se a 4a. maior do Mundo. Agora, no governo Temer, ela está sendo desmantelada e a Transpetro já cancelou a construção de 17 navios que estavam contratados. 

1) As empresas que eram responsáveis por metade dos investimentos produtivos no Brasil (Petrobras e Empreiteiras) estão sendo desmanteladas pelo governo ilegítimo de Temer;


2) A indústria brasileira está com uma capacidade ociosa de 35% e, logo, não voltará a fazer novos investimentos tão cedo;

3) Além de não termos mais investimentos produtivos, os investimentos na área social ficarão congelados por 20 anos, devido à aprovação da PEC 55;

4) E ainda teremos reformas trabalhista e previdenciária que irão empobrecer ainda mais a população;

5) Os investimentos em pesquisa foram cortados em 90% pelo governo Temer, provocando uma gigantesca fuga de cérebros do país (pesquisadores);

6) A oferta de crédito no país caiu 3,5% em 2016, a primeira queda da série histórica, iniciada em 2007;

7) A taxa real de juros dobrou no governo Temer, passando de 3,5% para 7% ao ano;
Petróleo do pré-sal vale dezenas de trilhões de dólares, mas as suas reservas estão sendo virtualmente doadas para o capital estrangeiro. Empresa de petróleo francesa (Total) pagou tão barato por participações da Petrobras no pré-sal que a imprensa francesa deu risada. Governo ilegítimo de Temer transformou o Brasil em motivo de piada para o mundo inteiro. 
8) Salários estão sendo reajustados abaixo da inflação;

9) Governo Temer destruiu política de conteúdo nacional, desmantelando a indústria de construção naval do país, que havia se tornado a 4a. maior do Mundo durante os governos Lula e Dilma;


10) Pedidos de recuperação judicial cresceram 44,8% em 2016 e bateram recorde histórico;

11) PIB brasileiro desabou 4% entre Janeiro e Setembro de 2016;

12) Dívida Pública Líquida aumentou de 35% do PIB (2015) para 43,8% do PIB (2016); Em valores nominais o crescimento foi de R$ 512,5 bilhões);

13) Déficit Público Nominal (inclui despesas com pagamento de juros da dívida pública) está em 9,3% do PIB (R$ 581 bilhões);

14) O pré-sal está sendo doado tão barato para o capital estrangeiro que até os compradores e a imprensa estrangeira dão risada do Brasil;
Reforma da Previdência de Temer irá impedir que milhões de trabalhadores desfrutem da aposentadoria, mesmo tendo contribuído durante décadas para o INSS. Além disso, a Seguridade Social arrecada mais do que gasta. Entre 2011-2015 o superávit dela foi de R$ 311 bilhões.

15) Se fizermos a soma dos trabalhadores que estão desempregados, independente de terem procurado emprego ou não, a taxa de desemprego já está perto de 20%;


16) Arrecadação de impostos federais teve queda real (acima da inflação) de 3% em 2016, mesmo com a repatriação de recursos que estavam no exterior;

17) Nível de confiança do consumidor despencou 7,7% em Janeiro deste ano;

18) Reservas de petróleo da Petrobras caíram para o menor nível em 15 anos;

19) Receita Líquida da indústria de máquinas e equipamentos despencou 24,3% em 
2016, caindo para um nível inferior ao de 2003;

20) Número de passageiros transportados pelas empresas aéreas desabou 7,8% em 2016, a primeira queda em 10 anos;

21) Quase duas cidades decretam calamidade financeira em 2017
Investimentos públicos tiveram um crescimento expressivo no Brasil entre 2003-2013, passando de 2,6% do PIB (2003) para 4,4% do PIB (2013), crescendo 69,2%. Este aumento foi o grande responsável pelo forte crescimento do PIB brasileiro no período. Durante os governos Lula e Dilma, o PIB brasileiro passou de US$ 500 bilhões (2002) para US$ 2,4 trilhões (2014), tornando-se o 7o. Maior do Mundo.

22) Taxa de desemprego em São Paulo dispara e termina 2016 em 16,8%;


23) Investimentos produtivos (FBCF) despencaram 11,4% em Novembro (comparado com o mesmo mês de 2015);

24) Vendas de veículos zero km desabaram 20,1% em 2016;

25) Taxa de investimento na economia em 2016 (16,5% do PIB) é a menor desde 2003;

26) Brasil fechou 1,3 milhão de empregos formais apenas em 2016;

27)  OIT: Aumento do desemprego no Brasil em 2017 representará 35% do crescimento mundial;

28) FMI prevê que economia do Brasil ficará estagnada em 2017 (expansão de 0,2%, abaixo do crescimento demográfico, de 1,2% ao ano);

29) Vendas do comércio varejista brasileiro diminuíram 4,1% em 2016;

30) Taxa de desemprego ampliado no Brasil é de 21,2%:

Some tudo isso com as políticas nacionalistas e protecionistas de Trump, que fechará o mercado dos EUA para importações (a Embraer, por exemplo, será violentamente prejudicada com isso) e o resultado é que o Brasil irá regredir violentamente nos próximos anos.

O fato inegável é que estamos caminhando para uma convulsão social de gigantescas proporções.
Entre 2008-2013 o Brasil foi o 3o. país que mais cresceu entre as grandes economias mundiais, ficando atrás apenas da China e da Índia. Este fato este foi escondido da população pela Grande Mídia brasileira.

Links:


Capacidade ociosa da indústria brasileira está em 35%:

http://www.portaldaindustria.com.br/cni/imprensa/2016/11/1,102892/producao-e-emprego-caem-e-ociosidade-na-industria-continua-alta.html

Oferta de crédito bancário caiu 3,5% em 2016:

http://www.contabeis.com.br/noticias/31865/oferta-de-credito-bancario-cai-pela-primeira-vez-em-2016/

Negociações salariais: 47,9% dos acordos tiveram reajuste abaixo da inflação em 2016; Apenas 29,9% dos acordos ofereceram aumento real:

http://www.correiodoestado.com.br/brasilmundo/quase-metade-das-negociacoes-salariais-foram-abaixo-da-inflacao/296350/

Setor de pesquisa e inovação sofre corte de R$ 1,7 bilhão no Orçamento da União para 2017:

http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2017/01/14/interna_politica,161483/cientistas-veem-corte-de-r-1-7-bilhao.shtml

Brasil sofre com fuga de pesquisadores para outros países:

https://br.sputniknews.com/brasil/201701257517056-pesquisa-tecnologia-corte-verbas-imigracao-projetos-crise/

Desemprego dispara em SP e atinge 16,8%:

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/277220/Depress%C3%A3o-da-era-Temer-faz-desemprego-disparar-em-S%C3%A3o-Paulo.htm

Quase duas cidades decretam calamidade por dia em 2017:

http://www.vermelho.org.br/noticia/292641-1

Investimentos produtivos (FBCF) despencaram 11,4% em Novembro (comparado com o mesmo mês de 2015):

http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/tag/fbcf/

Vendas de veículos zero km desabaram 20,1% em 2016:

http://g1.globo.com/carros/noticia/2017/01/vendas-de-veiculos-novos-caem-20-em-2016-pelo-4-ano-seguido.html

Dívida Pública Líquida cresceu 8,2 p.p. do PIB em 2016 (R$ 512,5 bilhões) ; Déficit Público Nominal ficou em 9,28% do PIB em doze meses terminados em Novembro de 2016 (R$ 581,4 bilhões):

https://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp

Taxa de investimento na economia brasileira é a menor desde 2003:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/pib-do-brasil-recua-08-no-3-trimestre-de-2016.html

Pedidos de recuperação judicial cresceram 44,8% em 2016 e bateram recorde histórico; Pedidos de falência são os maiores em quatro anos:

http://www.valor.com.br/brasil/4824392/pedidos-de-recuperacao-judicial-batem-recorde-em-2016-nota-serasa

IPEA - Lava Jato contribuiu para o aumento do desemprego: 

http://www.valor.com.br/brasil/4289144/lava-jato-contribuiu-para-o-aumento-do-desemprego-diz-ipea

Lava Jato derrubou PIB do Brasil em 2,5 p.p. apenas em 2015:

http://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-impactou-pib-em-25-diz-consultoria

Seguridade Social não tem déficit, prova economista:

http://brasileiros.com.br/2016/02/farsa-chamada-deficit-da-previdencia/

Brasil fechou 1,3 milhão de empregos formais em 2016:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/brasil-perde-mais-de-1-milhao-de-vagas-de-emprego-formal-em-2016-diz-caged

FMI prevê que economia do Brasil ficará estagnada em 2017 (expansão de 0,2%, abaixo do crescimento demográfico, de 1,2% ao ano);

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/01/1850104-fmi-reduz-crescimento-do-brasil-em-2017-e-eleva-o-de-eua-e-china.shtml

OIT: Aumento do desemprego no Brasil em 2017 representará 35% do crescimento mundial:

http://www.valor.com.br/brasil/4834848/brasil-tera-12-milhao-de-desempregados-mais-em-2017-preve-oit

Prioridade dos governos deve ser o combate à desigualdade, diz Christine Lagarde (presidenta do FMI):

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38670576

Taxa de desemprego ampliado no Brasil é de 21,2%:

http://www.ocafezinho.com/2017/01/23/indice-de-desemprego-ampliado-no-brasil-e-de-212/

Vendas do comércio varejista brasileiro caíram 4,1% em 2016: