sábado, 1 de outubro de 2011

Emir Sader, a ultra-esquerda, o medo de ser vidraça e o estilingue! - por Marcos Doniseti!

Emir Sader, a ultra-esquerda, o medo de ser vidraça e o estilingue! - por Marcos Doniseti!



Gostei muito deste artigo de autoria do Emir Sader (ver link abaixo) criticando a ultra-esquerda que adora nivelar a todos por baixo, pois somente eles seriam os 'bons, puros e honestos'.

A ultra-esquerda adora fazer o papel de metralhadora giratória. Ela atira para todos os lados, só para ter certeza de que irá acertar. Essa forma de atuar é medíocre, fácil e simplista demais.

Esse pessoal da ultra-esquerda é especialista em subir num banquinho e, num discurso de meia hora, resolver todos os problemas da Humanidade.

Agora, assumir a tarefa de governar e, assim, tentar provar que as suas teses são as corretas, isso a ultra-esquerda nunca faz. Muito pelo contrário. Ela foge de uma vitória eleitoral do mesmo jeito que o diabo foge da cruz. 

E é muito fácil entender a razão disso: É que se a ultra-esquerda assumir o governo (de uma cidade, estado ou do próprio país) ela terá que provar, na prática, que as suas teses são as corretas.

E daí ela terá que enfrentar todas as dificuldades de governar, como: a atuação e o barulho da oposição, os ataques brutais e a perseguição da Grande Mídia, a impossibilidade de se resolver problemas da noite para o dia (até porque eles são resultado de mais de 500 anos de descaso, exploração, violências e injustiças), a existência de interesses conflitantes, não apenas em relação aos grupos sociais de oposição, mas entre os que, inicialmente, apóiam o governo.

Exemplo: Entre conceder um substancial reajuste salarial para o funcionalismo público e investir na educação e na área social como um todo, qual será a opção deste governo ultra-esquerdista? Afinal, nâo há recursos suficientes para se fazer tudo ao mesmo tempo, correto? Então, será preciso se estabelecer prioridades.

Assim, alguém ficará insatisfeito nessa história.

E daí será preciso muita capacidade de diálogo com os mais variados segmentos da sociedade para se conseguir manter, pelo menos, a simpatia das mais variadas correntes populares ao governo em questão.

E capacidade de diálogo com os diferentes não é exatamente uma das virtudes da ultra-esquerda, não é mesmo? Muito pelo contrário. A postura dela é exatamente a de que somente os seus integrantes são 'de esquerda, socialistas, bons, puros e honestos'. Os demais? São um bando de traidores e mais nada.

Por isso é que a ultra-esquerda não quer, e nem tenta, jamais, vencer eleições.

Esse repúdio ao processo eleitoral não tem nada a ver com aquela baboseira (repetida indefinidamente pela ultra-esquerda) de que vivemos numa 'democracia liberal burguesa'. Isso tem a ver, sim, com o fato de que, quando se chega à conquistar o poder do Estado (mesmo que seja apenas uma parte do mesmo, como é o caso do Poder Executivo e o comando de algumas empresas estatais e autarquias), os novos governantes tem que provar que aquilo que eles defendiam quando estavam na oposição é viável e têm como ser colocado em prática. E eles também precisam gerar inúmeros benefícios aos trabalhadores e aos mais pobres, melhorando consideravelmente as condições de vida destes grupos sociais historicamente explorados e excluídos dos benefícios (materiais, educacionais, culturais, etc) gerados pela sociedade. 

Assim, esse discurso  sobre a 'democracia burguesa' também não se sustenta. Até porque, quando temos um governo de Esquerda autêntico, o mesmo trata de ampliar o diálogo e os canais de negociação com os setores populares, bem como promove a participação dos mesmos no governo. E tal governo também procura atender as reivindicações das camadas populares, melhorando as suas condições de vida e de trabalho.

Portanto, um verdadeiro governo de Esquerda não fica restrito às práticas de uma mera 'democracia burguesa'.Vai muito além disso.

Logo, a rejeição do processo político-eleitoral, por parte de setores significativos da ultra-esquerda, mostra apenas o medo que a mesma têm de governar e de começar a fazer papel de vidraça.

Como eu já afirmei, muitos setores da ultra-esquerda preferem fazer o papel fácil de estilingue, ou de metralhadora giratória, atacando a tudo e a todos.Desta maneira, eles continuam vendendo a ilusão de que somente eles são os 'bons, puros e honestos'.

E assim, eles também não precisam provar que aquilo que defendem é, de fato, viável e benéfico para os trabalhadores e para os mais pobres.

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=764

Nenhum comentário: