segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As Esquerdas e as práticas políticas brasileiras!! - por Marcos Doniseti!

As Esquerdas e as práticas políticas brasileiras!! - por Marcos Doniseti!


O Nassif publicou, no blog dele, um texto de um leitor chamado Luis Horacio (ver link abaixo) no qual ele faz uma série de considerações e críticas às Esquerdas brasileiras em geral.

Respondi ao texto do Luiz Horacio lá no blog do Nassif e decidi reproduzir os meus comentários sobre o mesmo aqui no blog. Vamos lá, então:


As Esquerdas e as práticas políticas brasileiras!!


1) 'Os esquerdistas'

R - Já começou mal! Aí vem mais um texto que usa de uma expressão vaga e genérica e que coloca, 'no mesmo saco', grupos e tendências políticas as mais distintas possíveis, com idéias e projetos políticos completamente diferentes. Aliás, o texto inteiro é muito vago e genérico.

Sobre quais 'esquerdistas', exatamente, se está falando aqui? Existem muitos e das mais variadas tendências (reformistas, revolucionárias... e ainda temos os stalinistas, trotskistas, leninistas, guevaristas, maoístas e por ai...). O texto refere-se a quais grupos esquerdistas? O PT? PSOL? PC do B? PSTU? PCO? PCB? Nunca ficamos sabendo, infelizmente.

São tantas as tendências, inclusive as que existem dentro de cada um dos partidos ‘esquerdistas’, que é até difícil conhecer todas em detalhes, saber o que elas defendem. O uso da expressão 'esquerdistas' é uma generalização grosseira que não respeita as diferenças imensas existentes dentro das chamadas 'Esquerdas'.


2) e me desculpem, mas não se pode usar um extremismo desses para fazer a crítica responsável da esquerda.

R - Que extremismo? O autor do texto não diz. E o que é uma crítica 'responsável'? Como diferenciamos uma crítica 'responsável' de uma 'irresponsável'? Quem define o que é uma crítica 'responsável' e uma crítica 'irresponsável'? Você? O César Benjamim? O Otávio Frias Filho? O Papa? O Abominável Homem das Neves?


3) A esquerda ainda tem problemas enormes, graves e atávicos (que ressurgem do vazio do tempo, do nada).

R - Novamente, fala-se genericamente de uma 'Esquerda' que ninguém sabe qual é. E nada surge do nada ou do vazio do tempo. Os problemas que as 'Esquerdas' possuem hoje tem alguma razão de ser, mas daí é preciso estudar muito o assunto para poder compreender as origens dos mesmos e me parece que você não fez isso.


4) estratificações do pensamento, as formas de raciocínio, as tendências sociais que levam a certas posturas e a certos padrões de valores e comportamento.

R - Estas críticas são muito genéricas. Quais estratificações de pensamento? Quais formas de raciocínio? Quais tendências sociais? Quais posturas? Quais padrões de valores e de comportamento? Sem detalhar tudo isso, é impossível debater.


5) Tem muita coisa boa, diga-se de passagem, mas está demonstrando nos últimos anos no Brasil que infelizmente manteve adormecida muita coisa ruim.

 R - Está demonstrado, como? E que coisas ruins são essas que ficaram adormecidas? E é 'muita coisa boa' ou 'muita coisa ruim' para lá e para cá o tempo inteiro. É tudo muito vago e genérico. O autor não especifica nada, nem os grupos esquerdistas aos quais está se referindo, nem detalha os problemas que cita. É complicado!


6) por aí que se abre uma crítica consistente, nem “anti-esquerda”, nem “anti-direita”, mas uma crítica.

R - Críticas têm que ser feitas sempre, seja com relação às posturas das 'Esquerdas ou das 'Direitas'. Mas, é difícil ‘abrir’ uma crítica consistente quando não se sabe, exatamente, quais grupos esquerdistas estão sendo criticados, o que está sendo criticado e assim por diante.


7) O problema é a resistência a melhorar nos pontos que precisa melhorar, a redundância nas limitações, a negativa de evoluir e o apego a jogos de poder ultrapassados, retroativos.

R - Novamente, temos um festival de generalidades. Este é um discurso que pode ser aplicado a muitos grupos políticos (de Direita, Esquerda, etc) que 'se recusam a evoluir, não aprendem com os erros e por aí vai...'. Tais generalidades poderiam estar se referindo a qualquer outro movimento social, político, cultural ou religioso.


8) As alternativas se abrem, a meu ver, mais pelo equilíbrio e pela diversidade, e jamais pela radicalização ou pelo enorme sectarismo (atitude primitiva para a complexidade do séc. 21).

R - Radicalização e sectarismo não são problemas de certos grupos de Esquerda, apenas. Eles acontecem, também, entre grupos de Direita, extremistas islâmicos e por aí vai.

Além disso, quem estudou um pouco a história das Esquerdas sabe que sempre tivemos uma fragmentação em inúmeras tendências e correntes e que sempre ocorreram casos de radicalismo, sectarismo, etc.

Daí, o autor do texto aparece e quer acabar com isso, que tem raízes históricas, concretas, meio que por decreto? É complicado, hein? Baixa-se um decreto e se diz 'Estão proibidos qualquer tipo de radicalização e de sectarismo dentro das Esquerdas!'. E aqueles, que serão muitos, que não obedecerem, o que será feito deles? Irão para o paredão de fuzilamento?


9) Agora, a história das ações de esquerda são muito diferentes do que a “versão oficial” da esquerda. São muito anteriores à resistência frente ao regime autoritário,

R - Mais generalidades, pois não se especifica de qual 'Esquerda' o autor está comentando o tempo inteiro. É claro que as ações das Esquerdas, no mundo inteiro, são anteriores ao Golpe de 64 no Brasil. O mesmo vale para as ações das Direitas. Marx e Engels nasceram e viveram no século XIX, mais de 100 anos antes do Golpe de 64. O movimento Socialista se iniciou também no século XIX. A Revolução Socialista na Rússia foi vitoriosa em Novembro de 1917. Tudo isso ocorreu bem antes, portanto, do Golpe de 64.


10) Essa resistência foi sim instrumentalizada por potências estrangeiras da Guerra Fria (tanto os EUA quanto o URSS e China), espalhando-se pelo mundo todo, e houve planos e ações sistemáticas e persistentes para se derrubar o regime capitalista brasileiro e latino-americano e se implantar – pelo nome atual que se dá hoje – ditaduras comunistas de esquerda,

R – E também tivemos inúmeros planos e ações dos EUA, por exemplo, para organizar, financiar e apoiar Golpes de Estado e Ditaduras Militares por toda a América Latina, começando na Guatemala em 1954, e chegando até a primeira década do século XXI. Veja os Golpes na Venezuela (contra Chávez, em 2002), na Bolívia (contra Evo Morales, em 2008) e em Honduras (contra Zelaya, em 2009). Sem falar das ações dos EUA, principalmente através da CIA, para impedir vitórias eleitorais dos Partidos Comunistas na França, Itália e na Grécia logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando tais partidos desfrutavam de uma grande popularidade em seus países. E ainda tivemos o Golpe contra Allende, o assassinato de Patrice Lumumba e por ai vai...

Sim, é verdade, que as Esquerdas do mundo todo, de diferentes maneiras e em épocas distintas, lutaram para levar o Socialismo para o mundo inteiro. Não há novidade alguma nisso.

Mas, faça o favor de não confundir as ações das Esquerdas brasileiras com esse objetivo (e mesmo isso tem que ser discutido de forma mais detalhada para ser melhor compreendido) com as ações políticas de líderes como Vargas, Jango, Brizola, do PTB ou do movimento sindical ligado à eles.

Nenhum dos principais líderes do PTB foi comunista, socialista ou qualquer coisa parecida com isso. Eles eram líderes políticos Trabalhistas. Aliás, o Trabalhismo nada tem a ver com ‘Populismo’. Esta tese do ‘Populismo’ já foi devidamente desmoralizada por estudos mais recentes realizados por autores como Angela de Castro Gomes e Jorge Ferreira, entre muitos outros. Para entender melhor isso, sugiro a leitura de livros como ‘A Invenção do Trabalhismo’, ‘O Populismo e sua História’ e ‘O Imaginário Trabalhista’.

O PTB de Vargas/Jango/Brizola, nos seus últimos anos, caminhou na direção de se tornar um partido tipicamente Social-Democrata na linha escandinava (leia a obra do Luiz Alberto Moniz Bandeira, 'O Governo Jango e as Lutas Sociais no Brasil 1961-1964)).

O PTB defendia a conciliação entre o Capitalismo, a Democracia e a Justiça Social. Nada a ver com o Comunismo revolucionário, portanto.

E o PTB é que foi, no período 1945/1964, o principal partido progressista brasileiro, sendo muito mais forte e popular do que o PCB e do que outros grupos esquerdistas da época. Aliás, os comunistas e os ‘esquerdistas’ mais radicais nunca se conformaram com isso.

O PCB sempre foi minoritário e atraía mais a intelectualidade e estudantes. Ele atuava nos movimentos sociais de extração popular, sim, mas não tinha a maioria nos mesmos.

Assim, como o PCB iria fazer uma Revolução Socialista no Brasil se não tinha apoio popular suficiente para tal iniciativa? Sem chance. Aliás, o PCB, na verdade, não defendia que se fizesse uma Revolução Socialista no Brasil, mas uma Revolução Nacional Libertadora, o que é muito diferente.

Nos demais países da América Latina, os Partidos Comunistas também se recusavam, mesmo depois da vitória da Revolução Cubana e da transformação de Cuba em um país Socialista, a participar de Revoluções Socialistas, preferindo uma estratégia gradual de mudanças sociais, dando prioridade para as lutas políticas e sociais pacíficas.

Tanto isso é verdade, que Fidel Castro nunca conseguiu o apoio dos PCs latino-americanos para espalhar a Revolução na América Latina. Os grupos esquerdistas que tentaram fazer isso eram de dissidentes dos PCs latino-americanos. Foi o caso, no Brasil, por exemplo, de Marighella (que criou a ALN) e do PC do B.


11) com todas as barbaridades que isso causou nos países em que foram implantadas.

R - Como eu já disse, o PTB não era comunista ou socialista. E os partidos ou movimentos de Esquerda (e o principal era o PCB) que tínhamos no Brasil no período de 1930/1964 eram minoritários, mesmo dentro dos movimentos sociais.

Os comunistas atuavam intensamente nestes movimentos (sindical, estudantil, camponês), mas estavam muito longe de ter o controle dos mesmos.

Foi o PTB (que não era nem comunista e nem socialista, mas Social-Democrata na linha escandinava) que se tornou o partido político que recebia a imensa maioria dos votos dos trabalhadores e não o PCB, que era ilegal e não podia participar das eleições.

Mesmo dentro do movimento sindical, onde os comunistas dispunham de uma liberdade de ação muito maior (pois os governos Vargas, JK e Jango permitiram essa atuação), o domínio era dos petebistas e não dos comunistas.

A imensa maioria dos sindicatos brasileiros da época era controlada pelo PTB e não pelo PCB. Este, muitas vezes, somente conseguia eleger seus representantes para as diretorias sindicais caso fizesse alianças com os petebistas.

E mesmo depois que se instalou a Ditadura Militar no país, o PCB se posicionou contra a luta armada para derrubá-la, dando prioridade total para a luta política e social pacífica.

E apesar dos regimes políticos autoritários (cuja implantação é uma história à parte e muito complexa, sendo impossível analisar aqui) os regimes socialistas europeus, por exemplo, tiveram avanços sociais significativos, como o fim do analfabetismo, o aumento da expectativa de vida, a eliminação da miséria, a redução das desigualdades sociais, o avanço da industrialização e da urbanização e por aí vai.

E a implantação do Socialismo nestes países dói um dos principais motivos que obrigou os países capitalistas europeus ocidentais a adotar uma ampla legislação social, trabalhista e previdenciária, criando-se um ‘Welfare State’ ou ‘Estado de Bem-Estar Social’. Este jamais teria sido construído se não fosse pelas lutas dos movimentos socialistas do mundo inteiro.

Aliás, bastou a URSS entrar em crise e o Bloco Socialista europeu desmoronar para que os governos capitalistas do mundo todo iniciassem uma ofensiva a fim de desmantelar todo o aparato social, trabalhista e previdenciário da época do ‘Welfare State’. Eric Hobsbawm, respeitado historiador marxista britânico, disse que os maiores beneficiários da Revolução Russa e da expansão do Socialismo no mundo foram os trabalhadores dos países capitalistas, pois passaram a desfrutar de direitos e de benefícios com os quais jamais haviam sequer sonhado anteriormente. Logo, isso foi fruto da expansão do Socialismo pelo mundo, sim.


12) Não é folclore, é fato, e algumas páginas da história brasileira contam muito bem esses movimentos, ao longo de todo o século 20. Havia planos e projetos, houve várias tentativas, e a coisa foi pra valer.

R - Novamente, o autor não cita um único caso concreto sequer. Então, vou me encarregar disso. A 'Revolta Comunista de 1935', por exemplo, foi desbaratada sem muitas dificuldades, apesar da resistência dos seus participantes, pelo Governo Vargas.

E depois dela, qual outra tentativa organizada pelos comunistas brasileiros do PCB para conquistar o poder através da violência revolucionária que tivemos no país? Pelo que estudei, não tivemos mais nenhuma. Então, quais são os outros planos e projetos que você cita, exatamente?

E o PCB claramente tinha um projeto político voltado para se promover, no Brasil, uma Revolução Nacional Libertadora, junto com a Burguesia Nacional, que os comunistas brasileiros encaravam como sendo sua aliada na luta contra o 'Feudalismo' e contra o Imperialismo norte-americano. Esta visão foi predominante no PCB desde as suas origens, nos anos 1920.

Quanto à luta armada contra a Ditadura (à qual você também parece se referir em seu texto, que não é muito claro...), ela foi muito mais fruto da falta de espaço político público para continuar atuando pacificamente do que de algum projeto prévio de Revolução.

O fato de que a luta armada, de fato, somente se tornou uma opção para alguns grupos esquerdistas quando ficou claro que a Ditadura militar não iria abrir mão do seu poder pacificamente, nem por vias eleitorais, e começou a fechar o sistema político do país, comprova isso.


13) Mas o que deve preocupar mais são as tendências atuais da esquerda, essa é a crítica mais necessária: a mania de politizar simplesmente tudo, de radicalizar questões de funçôes e cargos públicos, claramente instrumentalizando o Estado brasileiro,

R - Instrumentalizar, como? Ocupando cargos públicos? Oras, o governo do DEM no Distrito Federal instrumentalizou muito mais os cargos públicos do que qualquer outro partido no governo que se conhece. Num Distrito Federal cuja população é muito inferior ao de estados como SP ou RJ, tínhamos milhares de cargos ocupados por indicação meramente política.

O governo do estado de SP tem mais de 20 mil cargos de confiança. A prefeitura de SP tem quase 12 mil. Vai me dizer que tais cargos não são ocupados pelos representantes dos partidos aliados? Você deve estar de brincadeira! Serra loteou politicamente todas as secretarias estaduais.

Vamos ver se eu entendi: a Direita ganha as eleições e distribui totalmente os cargos públicos entre os seus aliados. Mas, quem instrumentaliza o Estado brasileiro são apenas as 'Esquerdas'? Fala sério, vai!


14) e a negativa de enquadrar “companheiros” que porventura desrespeitem a lei de alguma forma,

R - Quem tem que enquadrar tais pessoas é a Justiça e não os partidos políticos. Você queria o que? Que os partidos políticos fizessem justiça com as próprias mãos? Que se fizesse um julgamento sumário, sem direito à defesa, e se fuzilasse os culpados? Especifique, por favor.

Então, o DEM deveria fuzilar o Arruda, pura e simplesmente? E o PSDB deveria fazer o mesmo com o Eduardo Azeredo, por exemplo?

Quem cometeu irregularidades tem que responder pelos seus erros, sim, mas perante a Justiça, e não perante um paredão de fuzilamento formado pelos integrantes dos partidos. É assim que funciona em países democráticos.


15) e mais recentemente, na deriva para da esquerda para o centro, após chegar ao poder (um movimento natural),

R - Se você está se referindo ao PT (como parece ser o caso) essa deriva ao centro é anterior à vitória na eleição presidencial em 2002. Ela vem desde 1995, quando Zé Dirceu se elegeu Presidente do PT.

O programa de governo com o qual Lula se elegeu em 2002 já era bem mais moderado do que o da campanha de 1989, por exemplo.

Portanto, o PT se aproximou do Centro político e, por isso, venceu resistências na sociedade, o que abriu caminho para a vitória de Lula em 2002. Primeiro o PT se tornou mais moderado e depois chegou ao governo. Ocorreu o contrário do que você disse, portanto.


16) a incorporação das práticas anti-democráticas, de favoritismo, clientelismo e de corrupção que a esquerda tanto combatia na política “burguesa” e no tempo dos coronéis.

R - Novamente, temos um festival de generalidades. Não se cita um caso concreto que seja, para que possa ser devidamente debatido e analisado. Assim, fica difícil... Isso está mais parecido com discurso pseudo-moralista da UDN do que qualquer outra coisa... Parece o discurso do DEM antes do Arrudagate. E o autor atribui às 'Esquerdas' (mais generalizações) práticas que perpassam todo o sistema político brasileiro e que já vem de muito tempo.

E o mesmo se esquece que no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras Municipais a imensa maioria dos parlamentares não são das 'Esquerdas', mas das "Direitas'.

Somando-se todos os partidos de 'Esquerda' e de 'Centro-Esquerda' (PT, PSB, PDT, PC do B, PSOL) os mesmos tem apenas cerca de 20% dos Deputados Federais e Senadores. Os outros 80% são de legendas moderadas (PMDB, PTB, PR, PP) ou francamente conservadoras (PSDB, DEM, PPS).


17) O custo para o país e para a sociedade é gigantesco, capaz de causar refluxos e até retrocessos nas conquistas que se conseguiram até agora.

R - Mais generalidades e, agora, elas vem acompanhadas de pura futurologia. Não dá para levar à sério.


18) As regras e normas de convívio, as instituições sociais e mesmo a normalidade democrática estão em risco por causa da atitude de algumas lideranças da esquerda, e de alguns de seus aliados.

R - Quais lideranças? Quais atitudes? O autor não especifica, como aliás, ele não especifica coisa alguma neste texto que é um festival interminável de generalidades e discurso vazio.

E porque tais atitudes, destas lideranças, coloca em risco a 'normalidade democrática' e as 'regras de convívio e as instituições sociais'? Novamente, o autor não explica nada.


19) E mesmo a saúde econômica pode acabar tendo reveses, por causa das limitações, ou falta de limites, da política atual.

R - Pode, mesmo? Mas, você não tem certeza, certo?

Então, trata-se de mais futurologia, ou, de chutometria.

Pode ser que faça sol, mas também pode ser que chova, ou que fique apenas nublado... Pode acontecer tanta coisa, não é mesmo?


20) A esquerda (e a direita) precisam evoluir, para que a política brasileira possa avançar, para que a democracia em consolidação seja fortalecida.

R - Todos precisam evoluir e não apenas a Direita e a Esquerda. A Grande Mídia, por exemplo, precisa evoluir muito mais. Os jornalistas, idem.

Ontem eu li um texto do Clóvis Rossi no qual ele mente na cara-dura sobre a questão da distribuição de renda no Brasil. E você pensa que ele irá parar com isso? Claro que não, pois não foi a primeira vez que ele fez isso. E como ele faz e ninguém o contesta, ele continua espalhando as suas mentiras.

Sem falar do comportamento da Grande Mídia, que vive tentando fabricar crises inexistentes no país. Agora, mesmo, tentaram inventar uma crise ‘militar’.

Esta Grande Mídia tupiniquim chegou até ao ponto de inventar uma inexistente epidemia de febre amarela, com a Eliane Cantanhêde se comportando de maneira inteiramente irresponsável, como se fosse uma das maiores especialistas mundiais no assunto e dizendo para que todos, indistintamente, se vacinassem contra a doença.

Por enquanto, paro por aqui, pois já cansei de ler tantas generalidades!

Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/02/vicios-e-virtudes-da-esquerda-brasileira/

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