segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As UPPs e a criação de uma nova Polícia! – por Marcos Doniseti!

As UPPs e a criação de uma nova Polícia! – por Marcos Doniseti!


As UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas pelo governo de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, vão muito além de mera ocupação de território, tal como dá a entender o noticiário da Grande Mídia.

Elas são, na verdade, uma nova maneira de se relacionar com a população, respeitando os direitos das pessoas e tratando-as com dignidade, algo que as velhas, decadentes e carcomidas instituições policiais jamais fizeram, até porque não foram nem formadas e nem preparadas para isso.

Com as UPPs, novos policiais, formados com base em outros princípios e valores, se estabelece e substitui as velhas Polícias, totalmente falidas e ineptas nas suas tarefas de combater ao crime e de proteger a população.

As UPPs representam, de fato, o embrião de uma nova Polícia. E aos poucos elas vão substituindo as velhas e falidas Polícias, que irão definhando até morrer.

Assim, em um número crescente de comunidades e de territórios, da cidade do RJ, que eram anteriormente dominados pelos traficantes e pelo crime organizado, passamos a ter a instalação de uma nova Polícia.

Esta nova Polícia é constituída apenas por profissionais que foram aprovados em concursos públicos e já formados com base nos novos princípios de respeito pela população, procurando ajudá-la nos mais variados aspectos de suas vidas e, assim, conquistando o respeito e a colaboração das pessoas.

E isso é fundamental, pois não seria difícil imaginar o que aconteceria com as UPPs se nelas trabalhassem policiais desonestos e corruptos e que tem envolvimento com o tráfico de drogas e com as milícias, por exemplo. As UPPs fracassariam totalmente, é claro, pois já nasceriam com os mesmos vícios das velhas e ineficientes forças policiais.


Com isso, essa nova Polícia que nasce com a criação das UPPs surge sem possuir os vícios e os problemas das velhas forças policiais, que foram criadas e formadas para reprimir a população.

Não se pode esquecer, por exemplo, que a Polícia Militar foi criada pela Ditadura Militar para agir como força auxiliar das Forças Armadas no combate às forças de oposição (principalmente aos grupos guerrilheiros) que lutaram contra ela, Ditadura.

Portanto, essas velhas forças policiais nunca foram treinadas e preparadas para proteger a população e combater o crime, mas para reprimir, usando da mais brutal violência, a grupos políticos.

Porém, mesmo com o fim da Ditadura Militar e com a Redemocratização do país, essas velhas forças policiais continuaram existindo e atuando como se a Ditadura jamais tivesse terminado, mantendo intactos os mesmos vícios e defeitos que já possuíam em suas origens.

Daí o fato de que tantos policiais, civis e militares, se envolvam, ainda hoje, em fatos como execução de prisioneiros já dominados, uso de violência contra qualquer ato ou manifestação popular.

Logo, tais forças policiais, criadas e formadas pela Ditadura e com base numa lógica essencialmente violenta e repressiva, continuaram colocando em prática tudo aquilo que eles aprenderam com a Ditadura, mas já em pleno regime democrático.

A existência destas velhas e carcomidas forças policiais representa, portanto, uma herança maldita da Ditadura Militar que infelicitou o Brasil durante 21 anos e da qual precisamos nos livrar e o quanto antes, pois elas já demonstraram a sua total incapacidade de combater o crime e de proteger a população, pois não foi para isso que elas foram criadas.

Portanto, num regime democrático verdadeiro, a existência de forças policiais meramente repressivas não se justifica e torna-se necessário a criação de uma nova Polícia, baseada em princípios e valores completamente diferentes, como o de respeito pela população e de procurar ajudar as pessoas, para que estas percebam claramente que as forças policiais são suas aliadas e não suas inimigas.

Deve ficar claro para as pessoas que os inimigos são os criminosos e quanto mais a Polícia se aproximar da população e ganhar a confiança e obter o apoio e a colaboração da mesma, mais facilmente o crime, organizado ou não, poderá ser combatido por forças policiais muito mais eficientes e honestas e que existem, essencialmente, para proteger a população e garantir a sua segurança.

Portanto, a iniciativa da criação das UPPs, pelo governo do RJ e com o apoio do governo federal, é um fato altamente positivo e representa um verdadeiro divisor de águas na política de segurança pública no Brasil.

Ela se desenvolve com base em princípios e valores completamente diferentes daqueles que sempre nortearam as falidas políticas de segurança pública no país, baseada quase que exclusivamente no uso indiscriminado da violência e na repressão mais primitiva e brutal.

Tal política deve ser, portanto, fortalecida e a experiência das UPPs tem que se tornar permanente e ser implantada em todo o país, adquirindo a condição de política de Estado, que seja preservada independente de quem esteja no governo (nas três esferas: federal, estadual e municipal).

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