quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Grande Mídia declara guerra e promove 'tortura moral' contra forças progressistas! - por Marcos Doniseti!

Grande Mídia declara guerra e promove 'tortura moral'  contra forças progressistas! - por Marcos Doniseti!




Está provocando polêmica o fato de que a jornalista Monalisa Perrone, da Rede Globo, foi empurrada por algumas pessoas quando fazia a cobertura da doença do presidente Lula, ao vivo, no hospital Sírio-Libanês (ver link abaixo).

Não se sabe se essa ação teve alguma motivação política ou se foi fruto de uma iniciativa individual, de alguém querendo aparecer e, assim, conquistar alguns minutos de fama. No mundo atual, midiático por excelência, essas possibilidades não podem ser descartadas, pelo menos enquanto o caso não for devidamente esclarecido.

Tempos atrás, um outro jornalista da Globo foi interrompido, ao vivo, por uma pessoa que passou na sua frente e gritou 'Cala a Boca, Globo' (ver link abaixo).

Tais fatos, mesmo que aparentemente possam ser considerados como simples e isolados e que não tenham nenhuma motivação política, demonstram que há uma insatisfação muito grande, atualmente, em expressivos setores da sociedade brasileira com relação aos abusos do poder de manipulação promovidos pela Grande Mídia brasileira, em especial a Globo, Veja, Folha e Estadão.

Há inúmeros casos recentes que demonstram tal abuso, que é caracterizado por acusações falsas e mentirosas, desprovidas de provas, distorções e manipulações rasteiras do noticiário, publicação de informações sem a devida comprovação e a ridicularização de pessoas ligadas a partidos e movimentos políticos progressistas.



Como exemplos disso, temos:

1) A publicação, pela 'Folha de S.Paulo', de uma ficha falsa da Dilma relacionada à época em que ela lutou contra a Ditadura Militar.

Aliás, até parece que ter lutado contra a Ditadura é motivo de vergonha. Na verdade, é razão para se orgulhar. Vergonhoso foi o fato da 'Folha' ter cedido vans que transportavam presos políticos para serem torturados na OBAN. Isso sim é que foi vergonhoso;

2) A acusação de estupro, feita por um colunista da 'Folha de S.Paulo', contra o presidente Lula e que não veio acompanhada de uma única prova que demonstrasse a veracidade da acusação.

Tal acusação foi feita sem que, no dia em que o texto de César Benjamim foi publicado, tenha sido oferecido espaço para se ouvir o outro lado.

Aliás, o sr. Reinaldo Azevedo, colunista de Veja que foi responsável por uma revista, 'Primeira Leitura' (e que era sustentada com dinheiro público, da Nossa Caixa, quando esta era de propriedade do governo do estado de SP) vive condenando essa prática de se ouvir o 'outro lado', que é uma das práticas consagradas por órgãos de imprensa do mundo inteiro.

A intenção de Reinaldo Azevedo é clara: oficializar a transformação dos orgãos de imprensa em meros panfletos reacionários de Extrema-Direita que se especializem em promover campanhas difamatórias contra os adversários e que divulgem os ideais da Extrema-Direita.

Aliás, suas idéias são compartilhadas por um ex-comunista, cineasta e atual empregado da Rede Globo, Arnaldo Jabor, que disse o seguinte: “A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”.

Oras, como se faz para impedir que impedir que um determinado grupo político se manifeste e defenda as suas idéias? Com o uso da repressão, da violência, seja ela física ou moral.

As atuais campanhas midiáticas contra membros do governo Dilma, como foi o caso do ex-ministro Orlando Silva, são um típico caso de 'tortura moral' que a Grande Mídia está promovendo contra pessoas que são adversárias do seu projeto político. Para que este projeto, reacionário e de ultra-direita, seja implementado, é necessário derrubar a atual coalizão de forças políticas-sociais que governa o país.

E é em função disso que a Grande Mídia comanda a oposição no Brasil ao governo Lula e, agora, Dilma. Isso se deve à fraqueza política e eleitoral da oposição partidária representada pelo PSDB-DEM-PPS, algo que foi admitido até mesmo pela presidenta da ANJ, Judith Brito, que afirmou o seguinte: ‘Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo’”.


3) A acusação de grampo, jamais comprovada, feita contra a ABIN. Segundo os acusadores, a ABIN teria grampeado uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o ministro do STF Gilmar Mendes. Jamais se apresentou qualquer prova que demonstrasse que a acusação fosse verdadeira.

Inquérito da Polícia Federal comprovou a inexistência do grampo;

4) A tentativa de invasão do quarto do ex-ministro José Dirceu, em um hotel de Brasília, feita por um jornalista de 'Veja', e a filmagem (de natureza ilegal, pois não foi feita pelo Hotel) das pessoas que passeavam pelo corredor do hotel.

Aliás, anos atrás, Zé Dirceu foi vítima de duas fortes bengaladas desferidas por um 'escritor' curitibano e a Grande Mídia até hoje não esquece esse fato e faz questão de usá-lo contra o petista.

Assim, na visão da Grande Mídia, ataques e agressões físicas são perfeitamente justificáveis. 

A patética 'reportagem' de 'Veja', ao espionar Zé Dirceu, conseguiu provar uma única coisa: que Zé Dirceu é um político que faz política e que se encontra com políticos. Mais nada;

5) Uma verdadeira campanha na mídia do RJ, 'O Globo' à frente, contra o deputado federal Brizola Neto, do PDT-RJ, e que se relaciona com a questão dos royalties do petróleo. Empregados da Globo, como Merval Pereira e Lucia Hipólito, atacaram duramente ao deputado, sendo que o mesmo pediu direito de resposta. Merval e Lucia recusaram-se a aceitar o pedido do deputado Brizola Neto. É bom esclarecer que, ao agir assim, ambos desrespeitaram a Constituição (que garante o direito de resposta).

6) A recente campanha midiática feita contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, que foi acusado de envolvimento em irregularidades. A campanha da Grande Mídia contra ele foi tão forte que inviabilizou a sua permanência à frente do ministério, mesmo sem que qualquer prova tenha sido apresentada contra o ministro.


A Grande Mídia promove, portanto, um verdadeiro festival de manipulações, mentiras e distorções em seu notíciário, com o claro objetivo de atingir e enfraquecer politicamente as forças políticas progressistas do país e os governantes que, de uma forma ou de outra, estejam identificados com as mesmas. 

Isso representa uma nítida e clara declaração de guerra contra as forças progressistas brasileiras por parte da Grande Mídia, que não consegue esconder a sua natureza anti-democrática, golpista, entreguista e reacionária.

Aliás, importantes líderes da oposição partidária (PSDB-DEM-PPS)  já chegaram até a ameaçar de dar 'uma surra' no Presidente Lula.

Assim, não é de se surpreender que casos como o de Monalisa Perrone acabam ocorrendo e que possam a vir, até, a se intensificar nos próximos anos.

O ideal seria que tais atos não acontecessem, mas essa é a consequência da verdadeira 'guerra santa' promovida pela Grande Mídia contra aqueles que ela identifica como sendo seus adversários ou inimigos.

A Grande Mídia promove, hoje, um claro processo de radicalização política, ideológica e classista no Brasil. Os fatos citados acima, bem como muitos outros que não cabe listar aqui (caso contrário, o texto ficaria interminável), comprovam essa afirmação.


Recentemente, o ator José de Abreu e o jornalista Paulo Henrique Amorim afirmaram que ouviram de um dirigente do PT que o mesmo teria ouvido do proprietário da Editora Abril, Roberto Civita, que ele, Civita, iria derrubar Dilma da presidência da República.

Assim, fica claro que a Grande Mídia se acha no direito de ofender, caluniar e de agredir quem quiser e na hora em que bem entender.

Logo, quando a Grande Mídia começa a ter os seus empregados hostilizados por segmentos da população brasileira, de uma forma ou de outra, ela está colhendo o que plantou, ou seja, a defesa de uma postura agressiva, ofensiva, desonesta e desrespeitosa para com pessoas públicas e contra as quais, muitas vezes, não se apresenta uma única prova de envolvimento en qualquer tipo de irregularidade e que, mesmo assim, sofrem um linchamento, ou melhor, uma verdadeira 'tortura moral' por parte desta mesma Grande Mídia.

Sem falar que quando os agredidos são adversários da Grande Mídia, ela ridiculariza as vítimas e justifica as agressõe cometidas.

Vários jornalistas empregados da Grande Mídia ridicularizaram e ironizaram tais agressões, como foi o caso de Josias de Souza, por exemplo, que escreveu o seguinte a respeito das agressões desferidas contra José Dirceu:

"Depois da imprensa livre, a coisa que mais ameaça o petismo no momento é a bengala. Na dúvida, perguntem ao José Dirceu." (ver link abaixo). 

E o jornalista Augusto Nunes, escreveu o seguinte a respeito deste episódio: "José Dirceu, guerrilheiro de festim acampado no banco dos réus do Supremo Tribunal Federal, ao tentar explicar por que despacha com políticos e clientes num quarto de hotel em Brasília, evitando confessar que não aparece no Congresso porque a primeira bengalada ninguém esquece" (ver link abaixo).

E quando a então prefeita Marta Suplicy teve uma galinha preta atirada em sua direção por um grupo de estudantes reacionários da Faculdade de Direito do Largo São Francisco? Os membros da corja neonazista tupiniquim se esbaldaram com isso.


Agora esse povo da Grande Mídia reclama de um mero empurrão?

Faça-me o favor...

Não foi a Grande Mídia que deu início e insiste em continuar com esse processo de radicalização política? Pois, então, ela que assuma a responsabilidade por estes atos.

Quem pariu Mateus, que o embale.

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