domingo, 20 de novembro de 2011

O governo Dilma, a estratégia da Direita e a eleição presidencial de 2014! - por Marcos Doniseti!

O governo Dilma, a estratégia da Direita e a eleição presidencial de 2014! - por Marcos Doniseti!


A estratégia da direita tupiniquim é clara: tentar provocar uma crise gigantesca no Brasil, para ganhar a eleição presidencial em 2014.

Mas como o Brasil está com a economia fortalecida, muito sólida e se encontra abarrotado de reservas (internas e externas) o jeito para ela tentar ganhar a eleição de 2014 é tentar provocar um novo Apagão, ou seja, um novo racionamento de energia elétrica de alcance nacional, tal como aquele que tivemos durante o governo FHC.

Pesquisas recentes, feitas de encomenda pelo Ibope para o PSDB, confirmam que se a eleição presidencial fosse realizada hoje, Dilma teria uma vitória folgada, tanto sobre Aécio, como sobre Serra, com cerca de 54% a 58% de vantagem sobre os dois candidatos tucanos.

Neste contexto, a Direita troglodita tupiniquim sabe que, sem que o Brasil passe por uma nova e gravíssima crise, durante o governo Dilma, a chance dela de vencer a eleição presidencial em 2014 é ZERO!

Sem uma crise econômica de grandes proporções ou uma crise energética de grande alcance, que desgaste fortemente o seu governo, Dilma irá se reeleger em 2014. E a Direita reacionária brasileira já percebeu isso, é claro.

Por isso é que ela está fazendo essa campanha contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Afinal, se a economia brasileira continuar crescendo muito nos próximos anos e os investimentos na geração e transmissão de energia não forem realizados, aumentam consideravelmente as chances de que o Brasil venha a sofrer com um novo racionamento de energia elétrica de grandes proporções. 
Outra coisa: Penso que a Grande Mídia já se tocou que derrubar ministros não enfraquece Dilma. Quando um ministro sofre um desgaste político muito grande, mesmo que não seja culpado de nenhuma das acusações que lhe fazem, Dilma simplesmente troca o ministro e toca a vida. 

E como o novo ministro é sempre do mesmo partido daquele que saiu do governo, a base de sustentação do governo no Congresso Nacional não é prejudicada com este fato. No caso do ministério do Esporte, por exemplo, saiu Orlando Silva, do PcdoB, e entrou Aldo Rebelo, do mesmo partido.

Com isso, o PcdoB permaneceu como um partido integrante da base de sustentação do governo Dilma no Congresso Nacional.

O objetivo desta campanha midiática contra ministros do governo Dilma é desgastar o governo atual, é claro, mas também visa enfraquecer a imagem do governo anterior, do presidente Lula, pois vários dos ministros afastados foram indicados ou já integravam o governo do líder operário petista.

A 'pauleira' feita pela Grande Mídia e pela oposição demotucana para cima do ministro Orlando Silva foi muito forte em função da realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Brasil, pois foi o então presidente Lula que conseguiu trazer as duas competições (principalmente as Olimpíadas) para o Brasil. Então, atacar Orlando Silva era uma forma de tentar desgastar o presidente Lula, é claro. O alvo, na verdade, não era nem a presidenta Dilma, mas o presidente metalúrgico.

Mas, agora, com o câncer de laringe de Lula, a Grande Mídia vai ter que pegar mais leve com ele. Afinal, é feio baixar o sarrafo em alguém doente, não é mesmo?

Como parte dessa estratégia de tentar enfraquecer a imagem de Lula, o ex-presidente FHC chegou a declarar, em várias oportunidades, que os ministros demitidos do governo Dilma que vieram do governo Lula constituíam uma 'herança maldita de fisiologia e de corrupção'.

Mais claro do que isso, é impossível. 
Mas, como Dilma reage com calma e substitui os ministros sem gerar maiores problemas na base de sustentação do seu governo, a oposição midiática já deve ter percebido, claramente, que essa campanha contra ministros não deu resultado algum, sem sequer arranhar a popularidade do governo Dilma. E muito menos diminuiu a popularidade de Lula.

Então, qual é a solução para tentar enfraquecer o governo Dilma?

Tentar provocar uma crise econômica não dá, pois a economia brasileira está muito forte e é a que se encontra melhor preparada, no mundo inteiro, para enfrentar a crise do capitalismo neoliberal globalizado. Essa avaliação foi feita, recentemente, até mesmo pelo banco Goldman Sachs, dos EUA.

O governo brasileiro tem cerca de R$ 1 trilhão em reservas (internas e externas) para usar no combate à crise. A taxa de juros brasileira também tem como ser reduzida, pois está em cerca de 4,5% ao ano acima da inflação (juro real; A taxa Selic está em 11,5%, contra uma inflação anualizada de 7%). Logo, ainda existe margem de manobra para reduzir os juros, o que irá contribuir para combater a crise.

E ainda poderão ser tomadas medidas como a redução de impostos para bens de consumo como automóveis, eletroeletrônicos, móveis, entre outros.

E o governo Dilma também poderá, por exemplo, elevar os valores investidos em programas sociais, como o Bolsa-Família. E em janeiro próximo, o salário mínimo terá o seu maior aumento real em muitos anos, pois sofrerá um reajuste de 14%, indo para R$ 620.

Tudo isso poderá ser utilizado pelo governo Dilma para combater um eventual, e muito provável, agravamento da crise global, principalmente na União Européia.

Então, sem crise 'moral' (corrupção), sem crise econômica e sem uma crise energética para desgastar Dilma, sobra o que para a Direita falar na campanha presidencial de 2014? O aborto... De novo!

Assim, tudo indica que daqui até 2014 vai ser 'pau puro' no Governo Dilma, por parte da Grande Mídia, em tudo quanto é assunto. Se bobear, irão culpá-la até pela extinção dos dinossauros.

Essa foi a política adotada, pela Grande Mídia e pela oposição do PSDB-DEM-PPS com o governo Lula e não mudou nada em relação a Dilma. A Direita golpista vai nessa toada até 2014. 


Aliás, essa é a política das elites golpistas e reacionárias tupiniquins desde o governo de Getúlio Vargas. Este sempre foi violentamente pela UDN, pela Grande Mídia e pelo governo dos EUA. 


Vargas vivia sendo acusado de ser 'bandido, corrupto' e outras asneiras e mentiras abjetas que também foram usadas para atacar os governos de Jango, Lula e, agora, Dilma. Inclusive, o discurso usado contra Vargas, Jango, Lula e Dilma é o mesmo. Não mudou absolutamente nada. 


As críticas que se faziam, por exemplo, às leis trabalhistas também são usadas para atacar o Bolsa-Família.


Quando Vargas criou as leis trabalhistas, as Direitas reacionárias da época diziam que elas iriam 'desestimular' os trabalhadores, que não iriam mais trabalhar. E hoje fala-se a mesma bobagem monumental a respeito do Bolsa-Família.


As Direitas retrógradas tupiniquins são tão burras e obsoletas, intelectual e historicamente, que sequer se deram ao trabalho de elaborar um discurso diferente, preferindo repetir, contra Lula e Dilma, as mesmas baboseiras que eram usadas para atacar Vargas e Jango. Não mudou nada. 


Tais elites obscurantistas e reacionárias nunca aceitaram a adoção do monopólio estatal do petróleo e a criação da Petrobras e tampouco a criação das leis trabalhistas. Aliás, estas somente se tornaram realidade devido às lutas dos trabalhadores e à ação do Estado, que criou a Justiça do Trabalho, garantindo um patamar mínimo de respeito aos direitos dos trabalhadores. 

Assim, a Direita reacionária, em 2014, deverá centralizar a campanha em cima de questões como drogas, comportamento sexual ('casamento gay'), aborto e coisas do tipo. Foi exatamente isso que George Bush fez para derrotar Al Gore, no ano 2000. E é claro que continuarão usando o discurso pseudo-moralista, sobre a corrupção, pois este é o único assunto sobre o qual eles falam, o tempo inteiro. 

E porque as Direitas adotam esta estratégia? Simples: esta é a maneira que elas encontram de esconder da população o seu verdadeiro projeto de governo, que é o de criminalizar os movimentos sociais (vejam como Serra e Alckmin trataram os estudantes da USP e os demais movimentos sociais), de destruir com os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, de privatizar e terceirizar tudo (incluindo a saúde e a educação), de desnacionalizar a economia do país, enfim, é a imposição do projeto Neoliberal.


O problema é que ao se usar um discurso neoliberal, em campanhas eleitorais, torna-se inviável vencer as eleições, pois a maioria absoluta da população rejeita tal política. E é por isso que, em todas as campanhas, as Direitas neoliberais evitam de discutir o seu projeto político-social, e desviam os temas a ser debatidos em campanha para questões como aborto, religião, drogas, comportamento sexual, a fim de explorar o conservadorismo da maioria dos brasileiros a respeito destes assuntos (algo que já foi constatado por inúmeras pesquisas). 


Esta foi, aliás, a estratégia usada, com sucesso, por George Bush na eleição presidencial americana do ano 2000. 

Como o governo de Bill Clinton era muito bem avaliado pela população e a economia havia crescido muito durante o seu mandato, Bush centralizou a sua campanha em questões religiosas ou morais, conseguindo (com a ajuda de muitas fraudes eleitorais, sem dúvida alguma, principalmente na Flórida) vencer a eleição presidencial, mesmo fazendo oposição a um governo muito popular. 
O que vimos recentemente na USP, com essa repressão violentíssima em cima dos 'estudantes maconheiros' por parte da PM paulista, comandada pelo 'bom moço' que governa São Paulo, Geraldo Alckmin, já faz parte desse ensaio do uso de uma prática e de um discurso moralista (falso e hipócrita, sem dúvida alguma, mas que sempre atrai uma parcela mais conservadora da população, principalmente entre as classes médias e alta) para a eleição de 2014.

Logo, é muito provável que a Direita retrógrada brasileira venha apelar para o mesmo discurso, em 2014, que Bush usou em 2002 e do qual Serra também já se utilizou em 2010.

Portanto, tudo aponta para o fato de que a campanha presidencial da Direita, em 2014, e independente de quem for o seu candidato, será ainda mais suja e brutal do que aquela que o candidato tucano, José Serra, já fez em 2010.

Preparem-se, portanto, pois muita 'lama' e muito discurso reacionário e pseudo-moralista será empregado, até 2014, pela Direita reacionária e golpista tupiniquim.


Links:

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Brasil tem R$ 1 trilhão para combater a crise


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