domingo, 8 de julho de 2012

Eduardo Campos, Lula, Dilma e a eleição presidencial de 2018! - por Marcos Doniseti!

Eduardo Campos, Lula, Dilma e a eleição presidencial de 2018! - por Marcos Doniseti!


Eduardo Campos concede entrevista para a 'Folha' e diz que em 2018 começa um novo ciclo geracional na política brasileira (link abaixo)

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1116879-o-pt-cria-mais-problema-para-dilma-do-que-o-psb.shtml

Analisando a entrevista que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, concedeu para a 'Folha', concluo que ele é candidatíssimo à Presidente da República, sim, mas apenas em 2018.

Ele sabe que em 2014 Dilma vencerá facilmente  a eleição presidencial e, daí, ficará ao lado dela, inclusive levando crédito por ajudá-la a vencer a eleição. E como ele já apoiou Lula em 2002 e em 2006, e a própria Dilma em 2010, então, ninguém jamais poderá dizer que ele não foi leal a ambos. 

Logo, não haverá como em transformá-lo, futuramente, em adversário de qualquer um dos dois, seja de Lula, ou mesmo de Dilma.

Mas, entendo que as suas articulações com Kassab-PSD, Aécio e com outros partidos e lideranças políticas mostram que ele tentará alçar vôo próprio em 2018, ao final do mandato da presidenta Dilma. 


Até lá, pensa Campos (mas ele jamais dirá isso, é claro) Lula já não estará entre nós ou então estará com a saúde tão frágil que não terá como interferir na eleição. 


Além disso, como Eduardo Campos sempre apoiou Lula, este não terá como agir no sentido de impedir ou prejudicar qualquer pretensão presidencial do atual governador pernambucano.

Para mim, é isso que ele quis dizer com o tal 'ciclo geracional', ou seja, que a partir de 2018, as lideranças mais antigas, do governo e da oposição, estão aposentadas ou até enterradas, e que daí, com o fim do governo Dilma, o jogo político brasileiro terá novos protagonistas, com ele, é claro, incluído nesse processo, ao lado de outros não tão novos, como Aécio, Kassab, entre outros, mas que terão uma longa vida política pela frente.


E talvez Campos pense que, em 2018, Dilma não terá tanta força para fazer o sucessor quanto Lula teve, embora a sua crescente popularidade possa modificar essa situação, é claro. 


Daí, nestas circunstâncias (de uma Dilma superpopular que elegerá quem ela apoiar, tal como aconteceu com Lula em 2010) talvez Campos venha a trabalhar com um cenário alternativo, ou seja, de ser, no mínimo, o Vice-Presidente da República numa chapa de um candidato petista em 2018. 

Mas, penso que a sua prioridade, mesmo, é a Presidência do país.

E até lá (2018) a oposição mais radical ao governo Dilma (PSDB-DEM-PPS) estará tão enfraquecida que não terá alternativa a não ser apoiar a sua candidatura, até para evitar uma nova vitória presidencial do PT, com um quinto governo consecutivo do partido no governo federal. 

Assim, Campos poderá atrair este segmento (mais conservador) da política e do eleitorado brasileiros, que estarão doidos para tirar o PT do comando do país.

Desta maneira, Eduardo Campos deve contar (na análise que faz do cenário político pós-2018) com o progressivo e inevitável esvaziamento da oposição radical feita pelo PSDB-DEM-PPS, cada vez mais fracos. E talvez ele pense que conseguirá atrair muitos dos líderes e membros destes partidos anti-lulistas. 

Com isso, na falta de uma candidatura própria viável à Presidência da República, os demotucanos irão preferir (por pura falta de opção) apoiar a candidatura dele, Campos, do que ver o PT eleger o presidente da República pela quinta vez consecutiva.

Esta seria a única forma de PSDB-DEM-PPS impedir o PT de eleger o Presidente da República pela quinta vez consecutiva e de conseguir, mesmo que pela porta dos fundos, voltar a participar do governo federal. 

Assim, Eduardo Campos, muito provavelmente, pensa que, em 2018, estará aberto o caminho para uma candidatura presidencial que é bastante próxima de Lula-Dilma (afinal, terá apoiado os governos dos dois por 16 anos e, logo, jamais poderá ser acusado de deslealdade), e que se apresentará como um candidato presidencial que será um continuador dos governos de ambos e que, ao mesmo tempo, conseguirá atrair os líderes, partidos e eleitorado anti-petistas.


Além disso, Eduardo Campos também apostará num desejo de mudança e de renovação de uma parte do eleitorado e de muitas lideranças políticas e empresariais, que acreditarão que 16 anos de governo do PT já está muito bom e que chegou a hora da mudança, recebendo o apoio dos mesmos.


Provavelmente, os seus aliados irão dizer que o PT governando o país por tanto tempo será algo ruim para a Democracia brasileira e que o PT poderá vir a se tornar um PRI brasileiro e que isso não será bom para o país. É claro que isso é besteira, mas com certeza esse discurso deverá vir a ser utilizado pela oposição anti-petista, sim.

Assim, Campos poderá vir a tentar, com o apoio de Aécio, Kassab e de numerosas dissidências do PSDB-DEM-PPS e dos demais partidos que, hoje, são aliados do governo Dilma, se viabilizar como um forte candidato à Presidente da República em 2018, isolando o PT, o que permitirá levá-lo à governar o país a partir de 2019.


Portanto, embora muita 'água ainda irá passar por baixo da ponte' do cenário político brasileiro, é bom que o PT e os seus aliados (principalmente o PMDB) fiquem de olhos bem abertos com os movimentos políticos do atual governador pernambucano, pois entendo que ele é candidatíssimo à Presidência da República em 2018. 

E mesmo que não o seja, ele tentará se viabilizar, no minímo, como um possível Vice-Presidente da República numa chapa com um candidato do PT ao fim do segundo mandato de Dilma.

De qualquer forma, o futuro político do Brasil passará por Pernambuco, ou seja, está atrelado ao projeto político de Eduardo Campos, sem dúvida alguma. 

Links:

Entrevista de Eduardo Campos para a 'Folha':

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1116879-o-pt-cria-mais-problema-para-dilma-do-que-o-psb.shtml

Kassab, o PSD, o lulismo, a classe C e Jânio Quadros! - por Marcos Doniseti!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2011/10/kassab-o-psd-o-lulismo-classe-c-e-janio.html

PSB X PT!

http://www.psbnacional.org.br/art_det.asp?det=266

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