quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Porque as pesquisas do Ibope e do Datafolha devem ser ignoradas! - por Marcos Doniseti!


Porque as pesquisas do Ibope e do Datafolha devem ser
 
ignoradas! - por Marcos Doniseti!


O Ibope e o Datafolha possuem um histórico de pesquisas com resultados duvidosos e sempre em prejuízo do PT! E a desculpa esfarrapada dos institutos para o fato de que muitos candidatos petistas alcançam, nas urnas, resultados muito superiores aos apontados pelas pesquisas é sempre a mesma: a culpa é dos indecisos! Segundo eles, quase todos os indecisos, misteriosamente, sempre escolhem votar no PT quando chegam na cabine eleitoral!

Acredite, se quiser!


A mais recente pesquisa do Datafolha para a prefeitura de São Paulo, que foi divulgada hoje, mostrou os seguintes resultados (entre parêntesis coloco os resultados da pesquisa anterior):

Russomanno 35% (32%);
Serra 21% (20%);
Haddad 15% (17%).

A mesma pesquisa Datafolha mostrou que Serra tem 44% de rejeição, quase o dobro dos segundos colocados neste quesito.

Daí, questiono: Será possível que Serra alcance os 21% de intenção de voto possuindo uma rejeição tão elevada?

Porque, é claro, que como 44% dos eleitores não votam em Serra de jeito nenhum, então ele acaba se limitando a lutar para conquistar os votos de apenas 56% que não o rejeitam, segundo o Datafolha.

Portanto, o universo eleitoral no qual Serra navega e no qual tenta conquistar os seus votos é bem mais limitado e estreito do que os dos outros candidatos, que possuem rejeição bem inferior. É o caso de Fernando Haddad, do PT, que tem uma rejeição de 23%.

Logo, o candidato petista luta para conquistar os votos de 77% dos eleitores paulistanos que não o rejeitam.

Assim, para que Serra consiga chegar aos 21% apontados pelo instituto Datafolha, o candidato tucano teria que conquistar significativos 38% dos votos dos eleitores que não o rejeitam (e que são 56% do total do eleitorado, de acordo com o Datafolha, é claro).

Agora, surge a dúvida:  Serra possui uma intenção de voto tão elevada, assim, entre estes 56% de eleitores que, em tese, não rejeitam a sua candidatura?

Tenho sérias dúvidas quanto a isso. Esse percentual de 38% entre eleitores que não o rejeitam não seria muito elevado para um candidato que possui uma rejeição tão elevada e que é totalmente identificado com uma gestão mal avaliada pela população?

Afinal, mesmo que tais eleitores não o rejeitem, muitos deles devem sempre ter alguma dúvida a respeito do fato de se o candidato tucano seria, mesmo, a melhor opção entre todos os candidatos, justamente pela identificação da sua candidatura com um governo tão rejeitado e mal avaliado quanto é o de Kassab, que é ex-vice de Serra e ao qual o candidato do PSDB apoiou, em 2008, para que o mesmo pudesse se reeleger.

Até porque uma pesquisa do instituto Vox Populi, que foi encomendada pelo PT, e que foi divulgada ontem pelo jornalista Josias de Souza, apontou resultados bem distintos daqueles divulgados pelo Datafolha, com Haddad alcançando os 18% e Serra obtendo 17%.

E uma outra pesquisa diária (tracking) feita para o PT também apontou 18% para Haddad e 16% para Serra.

E como se tudo isso não fosse suficiente, ainda tivemos a divulgação pelo colunista Felipe Patury, da revista 'Época', de um tracking do PSDB que foi, depois, estranhamente, apagado de sua coluna no site da revista (e que pertence às organizações Globo).

Neste tracking dos tucanos, Haddad também apareceu com 18%, contra 17% de Serra.

Assim, o colunista da 'Época' foi devidamente censurado pela revista e pela Globo.

É muito estranho isso, não? Afinal, será que tal colunista publicaria uma informação como essa sem, antes, verificar a sua exatidão? Isso é altamente duvidoso, para dizer o mínimo.

Caso os resultados das pesquisas do Datafolha e, também, do Ibope, continuem apontando um cenário tão distinto da de outros institutos, então poderá acabar se repetindo, nesta eleição, o mesmo que ocorreu em 1998, na disputa para o
governo do estado de São Paulo.

Naquele ano, na véspera da eleição, no Sábado à noite, o Ibope divulgou uma pesquisa na qual dizia que a candidata do PT, Marta Suplicy, não tinha chance alguma de passar para o segundo turno.

Assim, as pesquisas Ibope (divulgada no Sábado) e a do Datafolha, (divulgada na Sexta-Feira) diziam a mesma coisa, ou seja, que apenas Mário Covas e Francisco Rossi tinham chances de ir para o segundo turno contra Paulo Maluf.

Com isso, milhares de eleitores de Marta decidiram votar em Covas, a fim de impedir um segundo turno entre Maluf e Rossi. Ocorreu um voto 'útil' ainda no primeiro turno da eleição e que prejudicou fortemente a candidata do PT.

Mas o que aconteceu foi que a candidata petista ficou fora do segundo turno por uma diferença mínima, estatisticamente desprezível, de 75 mil votos, para o candidato do PSDB.

Com isso, a candidata do PT ficou fora do segundo turno devido, justamente, aos 'erros' cometidos por dois dos mais importantes e tradicionais institutos de pesquisas eleitorais do país e que, supostamente, seriam os de maior credibilidade e os mais respeitados, junto com o Vox Populi e o Sensus.

Assim, pode-se, sem sombra de dúvida, começar a pensar na possibilidade de que, novamente, o Ibope e o Datafolha estejam divulgando resultados que não correspondam à realidade da disputa eleitoral neste momento, na capital paulista, com o claro objetivo de obter o mesmo resultado alcançado em 1998, ou seja, o de evitar que o candidato do PT (Haddad) chegue ao segundo turno contra Russomanno.

Como o PT e Haddad podem combater isso?

Entendo que a campanha de Haddad tem que divulgar, diariamente, os resultados das suas próprias pesquisas (os trackings), que mostrem a realidade da disputa, a fim de impedir que essa manipulação do Ibope e do Datafolha volte a acontecer.

Estes resultados deveriam ser repassados para blogueiros e colunistas progressistas, como são o caso de Luis Nassif, Eduardo Guimarães, PHA, Renato Rovai, entre outros.

Desta maneira, os eleitores e militantes do PT não irão se desmobilizar e tampouco deixarão de votar no candidato do partido à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e que possui, sim, chances reais de chegar ao segundo turno nesta eleição.

Até porque, já há muitos anos que os candidatos do PT chegam ao segundo turno nas eleições realizadas na capital paulista e sempre obtém, no mínimo, de 25% a 30% dos votos. Mesmo nas eleições para o governo do estado de SP, Senado e Presidência da República, os candidatos petistas sempre obtém excelentes votações na cidade de São Paulo. Muitos deputados estaduais e federais do PT tem, na capital paulista, a sua principal base eleitoral.

A atual senadora Marta Suplicy, por exemplo, sempre conquistou mais de 30% dos votos no primeiro turno das eleições municipais paulistanas em três eleições consecutivbas (em 2000, 2004 e em 2008) chegando ao segundo turno em todas elas.

É verdade que a candidatura de Haddad é prejudicada, neste momento da disputa, pelo fato de que ele ainda é pouco conhecido por quase metade dos eleitores paulistanos, que nunca disputou uma eleição, que até mesmo eleitores e simpatizantes tradicionais do PT não sabem muito a respeito dele e que, por tudo isso, pode estar encontrando dificuldades para subir nas pesquisas, consolidando o segundo lugar na disputa.

Mas nem por causa isso deve-se acreditar que as pesquisas do Ibope e do Datafolha sejam a expressão fiel da realidade eleitoral deste momento.

Afinal, elas são contratadas por duas grandes empresas do setor de comunicação (Rede Globo e Folha) que dão um forte apoio à candidatura de José Serra para a prefeitura de São Paulo e que sempre atacaram, inclusive com mentiras e falsidades, ao PT, bem como aos seus candidatos e governantes.

Em função de tudo isso, entendo que a atitude mais correta, por parte dos eleitores e militantes do PT e de Haddad, deve ser a de, até o final da apuração dos votos, de duvidar totalmente dos resultados apontados pelas pesquisas do Ibope e do Datafolha, cuja credibilidade está sob dúvida há muito tempo e já há várias eleições.

A luta para levar Haddad ao segundo turno deve ser incansável até o final da campanha.

Chega de Ibope e de Datafolha!

Haddad Prefeito!

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