sábado, 8 de dezembro de 2012

Porque a 'The Economist', pateticamente, pediu a demissão de Guido Mantega! - por Marcos Doniseti!

Porque a 'The Economist', pateticamente, pediu a 

demissão de Guido Mantega! - por Marcos Doniseti!


Guido Mantega deveria enviar um presente de Natal ao 

pateta da 'The Economist' que sugeriu a sua demissão, 

pois isso garantiu o seu emprego por muitos e muitos 

anos!

Editor da 'The Economist', bíblia do Neoliberalismo, política que arrebentou com a economia dos países desenvolvidos. 


A 'The Economist', que pediu a demissão do ministro Guido Mantega, é uma publicação que defende o Neoliberalismo, que é a mesma política que provocou a falência do sistema financeiro privado dos EUA e do Reino Unido. Neste último, todos os bancos privados falidos foram estatizados, senão a economia britânica entraria em Depressão. Nos EUA, o Citigroup teve parte do seu capital acionário comprado pelo governo Obama. 

Resultado: a dívida pública dobrou e, daí, jogaram a conta para os povos americano e britânico (e, agora, europeu) pagar, com políticas de aumento de impostos, corte de gastos públicos, desemprego, arrocho salarial, eliminação de direitos sociais e trabalhistas, enfim, aumentando a concentração de renda e a pobreza do povo. 

Se é isso que a 'The Economist' quer para o Brasil, então está explicado porque ela pediu a demissão do ministro Guido Mantega. 

Afinal, no Brasil não tivemos nada disso, muito pelo contrário. 

Mesmo com a crise mundial fazendo estragos desde 2008, no Brasil os salários continuaram subindo, o desemprego caiu, a dívida pública diminuiu, as reservas internacionais líquidas subiram e o Brasil se tornou credor externo líquido, tanto que, agora, até o FMI deve para o Brasil.

Portanto, nós, brasileiros, é que devíamos pedir a demissão do editor-chefe da 'The Economist' (John Micklethwait), que apoiou as políticas neoliberais que arrebentaram com as economias dos países desenvolvidos, que patinam na recessão e na estagnação econômica desde 2008. 

Além disso, é interessante notar que esse ataque da bíblia do Neoliberalismo contra Guido Mantega (um economista de linha desenvolvimentista) acontece, justamente, depois que o governo Dilma reduziu fortemente a taxa Selic (para apenas 7,25% ao ano, o que dá menos de 2% ao ano em termos reais), reduziu os spreads bancários e os juros dos bancos públicos, enfrentou os planos de saúde e as empresas de telefonia, desvalorizou o Real. 

Desta maneira, o governo Dilma, na prática, enterrou a política de 'câmbio flutuante' e passou a praticar uma política de câmbio administrado, com o dólar tendo, claramente, um piso (R$ 2,00) e um teto (R$ 2,10) que, quando são rompidos, levam à intervenções do Banco Central no mercado cambial. 

O governo Dilma também aumentou as tarifas de importação e tomou medidas significativas para fortalecer a indústria e as empresas brasileiras (redução de impostos, da taxa de juros, desoneração na folha de pagamento, etc) e elevou as barreiras (com a forte elevação do IOF) para a entrada de capital especulativo de curto prazo no Brasil. 

Tudo isso representa uma clara reação do governo Dilma às políticas de emissão desenfreada de moeda praticada pelos governos dos EUA, China e da Zona do Euro nos últimos anos. 

Tais medidas, adotadas pelos países desenvolvidos, para sair da crise, levou a uma forte desvalorização de suas moedas e a uma redução dos preços dos produtos dos mesmos, além, é claro, de levar à busca de lucros fáceis, por parte dos especuladores, em países cuja economia tem ótimas perspectivas de expansão, como é o caso do Brasil. Afinal, qual o lucro que é possível obter em economias com juro zero e com a economia estagnada, não é mesmo? 

Mas as ações de Guido Mantega, com o integral apoio da presidenta Dilma, fecharam essa porta de entrada para o capital especulativo globalizado proveniente dos países ricos (incluindo o Reino Unido, que tem um dos mais fortes mercados financeiros do mundo, dedicado a especular com tudo: alimentos, títulos públicos e privados, moedas, etc) que, anteriormente, entravam livremente no Brasil para especular, lucrar horrores e, depois, iam embora. 

Pèdido imbecil da 'The Economist' para demitir o ministro da Fazenda fortaleceu Guido Mantega, que deve estar rindo muito da barbeiragem da revista britânica. 

As iniciativas de Guido Mantega fecharam essas porteiras para o capital especulativo globalizado lucrar no Brasil e fortaleceram a capacidade da economia brasileira de resistir à crise e, também, de competir com as dos demais países, incluindo, é claro, o Reino Unido.

Assim, fica claro que o Brasil possui um governo soberano, que toma as medidas necessárias para defender os interesses do país e de seu povo. 

E é justamente isso que a 'The Economist' não perdoa e que explica esse patético pedido para que a presidenta Dilma demita o competente, sério e íntegro ministro Guido Mantega. 

E é claro que a resposta de Dilma só poderia ser a que ela deu, ou seja, que não é uma revista estrangeira que irá interferir na escolha  dos seus ministros. 

A verdade é que a 'The Economist' perdeu uma excelente oportunidade de ficar calada e o fato é que Guido Mantega ficou ainda mais forte, dentro do governo, com esse episódio. 

Depois dessa imbecilidade da 'The Economist', o mais provável é que o atual ministro da Fazenda se mantenha no cargo enquanto Dilma for a presidenta da República, tanto neste mandato, como num eventual segundo governo, já que as pesquisas mais recentes.

Assim, o ministro Guido Mantega deve ter adorado essa barbeiragem da 'The Economist'. 

E se eu fosse o ministro, mandava um belo presente de Natal para o pateta do editor-chefe da revista britânica em agradecimento por tamanha estupidez, junto com um cartão de Natal dizendo "Graças a você o meu emprego está garantido por muitos anos. Muito Obrigado". 

Link:

A Inglaterra que demita o seu ministro das Finanças - por Zé Dirceu:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2012/12/a-inglaterra-que-demita-seu-ministro.html

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