domingo, 7 de abril de 2013

Dilma, Eduardo Campos e a eleição presidencial! - por Marcos Doniseti!

Dilma, Eduardo Campos e a eleição presidencial! - por Marcos Doniseti!


Dilma e Lula: os dois presidentes mais populares da história do Brasil. 

O governador e presidenciável Eduardo Campos é mero fogo de palha incensado pela Grande Mídia, mas sem ressonância no eleitorado, como as pesquisas mais recentes mostram. O máximo que ele atingiu foi 6% das intenções de voto e isso se deu às custas da diminuição dos percentuais de Aécio e Marina. Enquanto isso, Dilma ganhou mais alguns pontos nas mais recentes pesquisas. 

O partido de Campos, o PSB, cresceu nas últimas eleições municipais, mas é de médio porte e está longe de possuir uma penetração de alcance nacional a fim de viabilizar uma candidatura vitoriosa em eleição presidencial. Ele teria que montar uma grande coalização a fim de ter alguma viabilidade eleitoral, conseguindo o apoio do PSDB, DEM, PPS, PV e de outras legendas que, neste momento, fazem parte da base aliada do governo Dilma. 

Além disso, não será difícil esvaziar o discurso de campanha do neto de Miguel Arraes, no qual ele irá, com certeza, mostrar as suas realizações como governador, pois praticamente todas elas somente foram viabilizadas graças aos maciços investimentos e forte apoio dos governos Lula e Dilma. 

Na prática, e como as pesquisas mais recentes já mostraram, Eduardo Campos brigará com Aécio e Marina pelos 40% dos votos que a oposição terá em 2014. Este é o piso do voto conservador em eleição presidencial (vide Serra em 2002 e Alckmin em 2006). Em 2010, Serra chegou a 44%, um pouco acima das eleições anteriores, muito em função de uma certa desconfiança que havia por parte do eleitorado em relação à Dilma, que era uma novata em disputas eleitorais, sendo uma ilustre desconhecida dos brasileiros antes da eleição. 

Agora, as incertezas e desconfianças em relação à Dilma já não existem mais. Os brasileiros já sabem que ela é capaz de fazer um bom governo, tanto que o seu índice de aprovação pessoal, de 79%, já se aproxima do patamar do ex-presidente Lula ao fim de 8 anos de governo, que foi de 87%. 

Logo, o discurso de que Dilma não teria o que mostrar, que seria uma incógnita ou qualquer bobagem desse tipo, não poderá mais ser usado. Espalhar boatos sobre aborto ou qualquer outro tema polêmico também não terá qualquer impacto significativo junto aos eleitores, com exceção de meia-dúzia de idiotas fanatizados e que jamais votariam nela, é claro. 

Já os outros 60% dos votos válidos serão de Dilma, que é a candidata única de um governo extremamente popular. E essa popularidade não irá diminuir, muito pelo contrário, ainda mais agora que a economia brasileira já iniciou um processo de aceleração do crescimento econômico, que se iniciou no quarto trimestre de 2012 e que se intensificou no primeiro trimetre de 2013. 

A inflação permanece sob controle, em torno de 6% ao ano (mantendo a mesma média anual desde o governo Lula), o desemprego continua caindo, os salários reais continuam aumentando e o consumo das famílias cresce sem parar. A tabela do IR continua sendo reajustada, todos os anos, em 4,5% e o salário mínimo tem aumento real também todos os anos. Com isso, o mesmo já foi aumentado em 239% (de R4 200 para R$ 678) entre 2003-2013, contra uma inflação acumulada de 76,5% no mesmo período. 

Nunca os brasileiros compraram tanto carro zero km (foram 3,8 milhões em 2012) e viajaram tanto para o exterior como atualmente (as despesas de turistas brasileiros estão em torno de US$ 25 bilhões anualizados). 


Eduardo Campos cresceu nas pesquisas mais recentes e, com isso, tirou votos de Aécio. Assim, fica a dúvida se eles permanecerão tão amigos e sorridentes como aparecem na imagem acima. 

As decisões do governo Dilma no sentido de reduzir juros, tarifas de energia, impostos, desonerar a folha de pagamento, estender os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas e ampliar os investimentos públicos e em infra-estrutura irão garantir a continuidade do ciclo de crescimento econômico de longo prazo que começou em 2004 e que tem tudo para continuar por, pelo menos, uns 25 a 30 anos, desde que os demotucanos neoliberais, entreguistas e vende-pátrias jamais voltem a governar o Brasil, é claro. 

E justamente por tudo isso é que ela será reeleita no 1o. turno. 

Os rearranjos ministeriais feitos por Dilma neste ano (reinstalando, de fato, o PDT e o  PR no governo) irão garantir uma base partidária forte, grande e unida em 2014. 

Com isso, a sua candidatura terá o apoio de um número ainda maior de partidos do que aquele que foi alcançado em 2010. 

Além disso, na hora H, os políticos sempre pulam na canoa de quem tem perspectiva de conquistar o poder ou de permanecer nele, como é o caso de Dilma neste momento. Afinal, porque eles abandonariam uma candidatura que, neste momento, alcança os 64% dos votos válidos, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha? 

Políticos podem ser incoerentes, demagogos, mas de bobos eles não tem absolutamente nada. Eles sabem muito bem em qual direção o vento sopra. E não são muitos os que sonham em ficar na direção oposta, certo?

Inclusive, na reta final da próxima eleição, veremos muitos tucanos, demos, psbistas, embarcar na canoa da candidatura de Dilma quando ficar claro que ela será reeleita e com certa facilidade.  

Segundo Eduardo Campos, 'a crise está chegando ao Brasil'. Os números acima comprovam que esse discurso não cola...

Quem viver, verá. 

Links:

Gastos de turistas brasileiros no exterior bateram recorde histórico em 2012, passando de US$ 22 bilhões:

http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2013/02/22/gastos-de-turistas-brasileiros-no-exterior-batem-recorde-em-janeiro.htm

Vendas de veículos novos passa de 3,8 milhões em 2012:

http://g1.globo.com/carros/noticia/2013/01/brasil-fecha-2012-com-novo-recorde-de-vendas-aponta-fenabrave.html

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