quinta-feira, 30 de maio de 2013

Governo Dilma - Aumento da taxa Selic: São as contas externas, estúpido! - por Marcos Doniseti!

Governo Dilma - Aumento da taxa Selic: São as contas externas, estúpido! - por Marcos Doniseti!

(atualizado às 20h12 do dia 30/05/2013)


Tudo indica que Mantega e Tombini devem ter começado a agir de maneira conjunta a fim de combater o déficit externo, que cresceu fortemente no 1o. quadrimestre de 2013, atingindo os 4,28% do PIB. 

Governo Dilma muda a política econômica e permite desvalorização do Real para melhorar contas externas!

O aumento da taxa Selic para 8% ao ano é uma vacina preventiva para combater inflação que poderá ser gerada por uma nova rodada de desvalorização do Real


As mais recentes decisões econômicas do governo Dilma apontam, claramente, a meu ver, para uma mudança de rota na política econômica do governo. E entendo que esta mudança ainda não foi claramente percebida pelos economistas, nem pela mídia e, logo, também pela opinião pública. 

Até recentemente a maior preocupação do governo federal era promover a retomada do crescimento econômico, depois que o Brasil teve um crescimento de meros 0,9% do PIB em 2012, embora o quarto trimestre do ano passado já apontasse para uma retomada, mostrando um crescimento trimestral de 0,6% e anualizado de 2,5%. 

Penso que essa meta, de promover a retomada do crescimento econômico, não foi, abandonada, mas a maneira como isso será alcançado foi alterada, sim. E é isso que irei procurar demonstrar neste texto. 

Antes, o governo Dilma estava preocupado em estimular os investimentos produtivos e o consumo interno, tomando uma série de medidas para atingir a estes objetivos, como a redução da taxa Selic para 7,25% ao ano, as desonerações da folha de pagamento que beneficiaram inúmeros e importantes segmentos da economia, a elevação das tarifas de importação de produtos industrializados, a redução das tarifas de energia elétrica (que tiveram uma redução média de 15,1% em Fevereiro deste ano), bem como a redução de impostos para segmentos como o de automóveis, móveis, entre outros. 

Mas os péssimos resultados das transações correntes (contas externas) do país nos primeiros quatro meses deste ano provocaram uma mudança de prioridades na política econômica do governo Dilma. O crescimento econômico perdeu, mesmo que temporariamente, a condição de problema principal a ser resolvido pelo governo Dilma e em seu lugar entrou o combate ao déficit externo. 

Neste primeiro quadrimestre de 2013, o déficit externo ficou em 4,28% do PIB, o que é muito alto. E o acumulado em 12 meses já atingiu os 3,04% do PIB. Isso significa que os números de 2013 estão bem piores do que os do ano passado. Este aumento de 2,4% para 4,28% do PIB no déficit externo representa um aumento de 78% em relação ao desempenho do ano passado. 

Isso significa, claramente, que está acontecendo uma rápida deterioração da situação das contas externas do país e é claro que o governo Dilma não pode ignorar o problema (este, aliás, foi o grande erro do governo FHC na política econômica... Ele foi empurrando o problema com a barriga e, como resultado, colheu 3 maxidesvalorizações do Real durante o seu governo: em 1999, 2001 e em 2002). 


Mantega, Miriam e Tombini: Aumentos dos investimentos produtivos e crescimento das exportações deverão ser os novos sustentáculos do crescimento da economia brasileira daqui em diante. 

Mas, que fique bem claro: O Brasil ainda está longe de ser atingido por uma nova crise das contas externas, como aquelas que tivemos no governo FHC em três oportunidades (em 1998-99, 2000-01 e em 2002), e que acabaram provocando três processos de maxidesvalorização do Real, aumento da inflação, arrocho salarial, recessão, desemprego elevado, aumento da pobreza e da miséria. 

E isso acontece porque, até o ano passado, as contas externas brasileiras ainda estavam em uma situação tranquila e estável, com o déficit externo tendo ficado em apenas 2,4% do PIB e que era financiado sem maiores dificuldades. 

Além disso, temos quase US$ 375 bilhões em reservas internacionais líquidas e que poderão ser usadas pelo governo Dilma justamente para combater qualquer sinal de crise mais grave na área cambial. 

Mas o problema se agravou e é preciso combatê-lo com todas as forças, sem dúvida alguma.  Afinal, como muitos economistas dizem: 'Crise inflacionária aleija. Crise cambial mata'. 

Daí, como o governo Dilma reagiu a este novo contexto?

Simples: Permitindo que tenhamos uma maior desvalorização do Real, o que tornará as exportações brasileiras mais competitivas, desestimulará as importações (que, assim, serão parcialmente substituídas pela produção nacional) e que também deverá diminuir os gastos de turistas brasileiros no exterior. 

Com isso, a cotação do dólar chegou a R$ 2,11 nos últimos dias e tal fato ocorreu sem que o governo federal ou o Banco Central tenham tomado qualquer medida para coibir essa desvalorização do Real. 

Aliás, os gastos dos brasileiros no exterior também tiveram um crescimento expressivo nos últimos anos, o que fez com que eles superassem os US$ 22 bilhões durante todo o ano de 2012. E nos primeiros quatro meses de 2013 estes gastos já ultrapassaram os US$ 8,1 bilhões, batendo novo recorde para o período. 

Outro caso de piora nas contas externas brasileiras ocorreu na balança comercial do país, que acumulou um déficit superior a US$ 6,1 bilhões entre Janeiro e Abril deste ano, algo inédito na economia brasileira. Esta deterioração da balança comercial se deu em função de um forte aumento das importações e de uma queda das exportações, algo que não acontecia há muitos anos. 

Este rápido crescimento das importações foram impulsionadas pela manutenção do crescimento econômico do Brasil, que nos últimos anos está sendo puxado pelo aumento do consumo das famílias, bem como pelo fato de que os governos de todas as grandes economias do mundo promoveram fortíssimas maxidesvalorizações das suas moedas nos últimos anos (caso da China, EUA, UE, Zona do Euro, Japão, etc), barateando fortemente os preços de seus produtos. 

Com isso, grande parte do aumento do consumo das famílias brasileiras se deu com a aquisição de produtos (industrializados, principalmente) que são fabricados com um grande número de peças, componentes e de matérias-primas importadas. 

Assim, o crescimento do consumo pelos brasileiros, principalmente de produtos industrializados (automóveis, computadores, celulares e smartphones, tablets, produtos eletroeletrônicos, etc) se fez de maneira que o aumento da produção e a geração de empregos se dava não no Brasil, mas nas economias dos países que haviam adotado políticas agressivas de estímulo á exportação (principalmente o famigerado dumping cambial) a fim de sair da gravíssima crise econômica e social que eles enfrentam e que ainda estão distante de conseguir superar. 

Simultaneamente, as grandes economias que respondem pela maior parte das compras de produtos brasileiros passaram por um rápido processo de desaceleração do seu crescimento econômico. Este é o caso da China, por exemplo, que crescia quase 12% ao ano no 2o. trimestre de 2010 e que, agora, cresce num ritmo de 7,7% ao ano. 


O rápido crescimento da China, grande consumidora de commodities exportadas pelo Brasil, mudou a composição da pauta de exportações brasileiras. 

A  América Latina foi outra região que também passou a crescer bem menos nos últimos anos, o que agravou o quadro econômico nos países da região, como é o caso da Argentina, por exemplo, onde a aquisição de dólares pela população foi restringida pelo governo de Cristina Kirchner. E a região é, simplesmente, a que mais importa produtos industrializados brasileiros. 

Outras grandes economias mundiais passam por um quadro grave de recessão, como é o exemplo da Zona do Euro, cujo PIB caiu 0,6% em 2012 e que deverá enfrentar uma nova queda, de 0,4%, em 2013, segundo estimativas da própria Comissão Européia, ou por um processo de estagnação (EUA, Japão). 

Desta maneira, as exportações brasileiras ficaram, ao mesmo tempo, mais caras do que as dos outros países (pois a desvalorização do Real não acompanhou a das moedas dos outros países: Euro, Dólar, Iene, etc) e ainda passaram a sofrer com a a desaceleração e a retração das economias que são justamente os seus maiores mercados de exportação (China, América Latina, EUA, Zona do Euro e Japão, ou seja, o mundo inteiro). 

E com essa desaceleração da economia mundial, os preços dos principais produtos de exportação do Brasil diminuíram, notadamente os das commodities. 

Logo, criou-se uma situação na qual as importações continuaram crescendo rapidamente (pelos motivos expostos acima) e as exportações do país começaram a diminuir. E é isso que explica esse déficit comercial de US$ 6,1 bilhões que o Brasil acumulou entre Janeiro e Abril deste ano.

Somente em Maio é que tal situação começou a ser revertida, com o Brasil acumulando um superávit comercial de US$ 1,5 bilhão nas quatro primeiras semanas do mês. Com isso, o déficit comercial acumulado até o momento caiu para US$ 4,6 bilhões e o mesmo deverá ser revertido nos próximos meses, que são aqueles nos quais se concentram as exportações do agronegócio brasileiro, que é o mais competitivo do mundo e cuja produção, em 2013, baterá todos os recordes históricos, ultrapassando os 184 milhões de toneladas de grãos. 

E isso irá contribuir, é claro, para reduzir o déficit externo do país nos próximos meses. 

Porém, mesmo que isso aconteça, é necessário que o governo Dilma tome medidas para promover uma redução permanente, e não apenas temporária, do déficit externo do país. 

E é nesta situação que se compreende a decisão do Banco Central de permitir uma desvalorização mais forte do Real, bem como as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que isso é algo positivo para a economia do país. 

Afinal, uma desvalorização mais forte do Real irá estimular as exportações, promoverá uma redução das importações (com parte delas sendo substituídas pela produção nacional, gerando empregos dentro do Brasil e não no exterior) e também irá diminuir os gastos de turistas brasileiros no exterior, que atingiram um patamar inédito em 2012 e também, agora, nos primeiros meses de 2013, como já vimos aqui. 

Tudo isso ajudará, sem dúvida alguma, a manter as contas externas do país equilibradas. Porém, uma maxidesvalorização do Real, que poderia chegar a um patamar de R$ 2,20 ou mesmo R$ 2,30 por Dólar, promoveria pressões inflacionárias, daí gerando a necessidade de se elevar a taxa Selic. 


A respeito desta nova política cambial que o governo Dilma está implementando, neste momento, vejam o que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta semana quando a cotação do Dólar chegou a R$ 2,11:
1) A valorização da moeda norte-americana "não é uma preocupação para o governo e que o câmbio não será usado como ferramenta para combater a inflação";
2) "A maioria das moedas estão se desvalorizando. Não é preocupação para o governo. Havendo a desvalorização do real, ficamos mais competitivos", afirmou Mantega;
3) A flutuação da moeda, "com a menor intervenção possível" por parte do governo, resultará em um equilíbrio de mercado que é favorável ao balanço de pagamentos do Brasil".
As declarações de Guido Mantega deixam muito claro essa mudança de prioridades na política econômica do governo Dilma, com a redução do déficit externo tomando o lugar do crescimento econômico como a maior preocupação do governo federal. 

E é neste sentido que o aumento da taxa Selic desempenharia um papel importante, pois reduziria o ritmo de crescimento da economia, permitindo que a taxa de inflação ficasse dentro das metas determinadas pelo CMN (com a inflação ficando próxima ao teto, de 6,5% ao ano, pelo menos). 


Déficit externo cresceu nos últimos anos e em 2013 já ultrapassou os 4,2% do PIB no 1o. quadrimestre. Medidas do governo para combatê-lo para começaram a ser executadas. 

Embora o aumento da taxa Selic não seja a única medida que o governo pode tomar para combater a inflação, entendo que a mesma parte de um conjunto mais amplo de medidas destinadas a, prioritariamente, reduzir o déficit externo do país. 

E isso se faria ao mesmo tempo em que o governo continua agindo no sentido de promover o crescimento dos investimentos produtivos.

Com isso, o governo Dilma, caso seja bem sucedido, conseguirá atingir um objetivo que é extremamente difícil, ou seja, reequilibrar as contas externas do país, principalmente através de uma maxidesvalorização cambial, sem que isso provoque uma explosão inflacionária e gere uma recessão, o que iria aumentar o desemprego, a pobreza e a miséria no país. 

Caso esta política atinja os seus objetivos, então daqui em diante o crescimento da economia brasileira seria obtido como resultado não do aumento do consumo das famílias que é financiado (tais como as viagens dos turistas brasileiros ao exterior), em última caso, pela entrada de investimentos externos produtivos no país (que é o cenário que tivemos nos últimos anos), mas da elevação dos investimentos produtivos e do crescimento das exportações, que seria financiado, em grande parte, com recursos próprios, com capital nacional, portanto. 

E para fazer tudo isso é necessário aumentar a taxa de poupança interna brasileira, que é muito baixa, para o que uma moderada elevação da Selic poderia contribuir, neste momento, porque isso torna a Caderneta de Poupança mais atraente para a população, reduzindo o ritmo de crescimento do consumo interno. 

Mas é claro que um aumento mais consistente da taxa de poupança interna exigirá medidas muito mais fortes por parte do governo Dilma do que essa. 

Depois que conseguir resolver essas dificuldades momentâneas na área do déficit externo, o aumento consistente da taxa de poupança interna deveria ser a próxima grande prioridade do governo federal. Com isso, não dependeríamos mais tanto da atração de capitais externos para sustentar o crescimento da economia brasileira. 

E neste sentido, uma agressiva política comercial de estímulos às exportações também deveria entrar na pauta da política econômica nacional, incluindo novas rodadas de desvalorização controlada do Real e que seria praticada durante vários anos, até o que a cotação da moeda nacional tornasse a produção industrial do país novamente competitiva no cenário mundial. 

Com isso, conseguiríamos reverter o processo de desindustrialização que atingiu alguns segmentos da economia brasileira.

Mas é claro que tudo isso não é tarefa para ser levada adiante em pouco mais de um ano e meio de governo, mas ocuparia grande parte das atenções de um segundo mandato da Presidenta Dilma. 

E Dilma deveria deixar bem claro, já durante a campanha eleitoral de 2014, que um segundo mandato dela caminharia nessa direção. 

Assim, esse aumento de 0,5% na Selic, que subiu de 7,5% para 8% ao ano nesta semana, já seria parte integrante desta nova política econômica que tem como prioridade, a partir de agora, a redução do déficit externo, cujo crescimento se deu de maneira muito rápida nos primeiros quatro meses deste ano. 

E como a redução da taxa Selic nos últimos meses ocorreu de maneira significativa, com a taxa Real de Juros caindo para algo próximo a 0% ao ano (antes deste aumento, a taxa Selic estava em 7,5%, enquanto que a inflação acumulada - pelo IPCA, estava em 6,5% ao ano), o governo Dilma tem uma certa margem de manobra nesta área. 

Aliás, no mês de Maio deste ano o IGP-M da FGV apontou inflação de... 0%. Isso mesmo. E a inflação acumulada nos últimos 12 meses, pelo IGP-M, caiu para 6,22%, abaixo do teto da meta (que é de 6,5% ao ano). Logo, pode-se concluir que existe uma folga para se realizar um ajuste na cotação do câmbio, promovendo-se uma desvalorização mais acentuada do Real em 2013. 

Agora, e mesmo após a elevação da taxa Selic para 8% ao ano, se descontarmos a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses (6,49%; IPCA), a taxa REAL de juros brasileira está em 1,5% ao ano, o que ainda é uma das menores da história do país. 

Com certeza, os investimentos produtivos, que estão sendo fortemente estimulados pelo governo Dilma, proporcionam aos empresários um retorno muito maior do que esses 1,5% ao ano que se obtém ao se comprar títulos da dívida pública. 

Além disso, os índices de inflação mais recentes (IGP-M, IGP-DI) mostram uma queda sensível da taxa de inflação mensal e, caso esta queda continue, é bem possível que a Selic volte a ser reduzida, em 2014, caso as medidas para se promover a redução do déficit externo gerem os resultados esperados pelo governo federal. 


Queda do ritmo de crescimento da economia chinesa derrubou o crescimento da economia brasileira, latino-americana e mundial. 

Portanto, este ano deverá ser usado pelo governo Dilma para se levar adiante uma política econômica centralizada na necessidade de se reduzir o déficit em transações correntes, cujo rápido crescimento acendeu uma luz amarela para o Brasil, tal como afirmou o economista da UFRJ Victor Leonardo de Araujo. 

Links:

Zé Dirceu confirma: Aumento da taxa Selic visa combater efeitos da desvalorização do Real, que tem como objetivo tornar as exportações brasileiras mais competitivas, e não tem nenhuma conexão com a inflação:


Contas externas brasileiras - Sinal amarelo:
Déficit nas contas externas chega a 4,28% do PIB no 1o. quadrimestre de 2013:
Déficit nas contas externas chega a 3% do PIB em 12 meses:
Mantega diz que desvalorização do Real ajudará a tornar exportações brasileiras mais competitivas e irá melhorar a situação do Balanço de Pagamentos:
Tarifa de energia elétrica teve redução média de 15,1% em 2013:
Cotação do Dólar atinge os R$ 2,11:
Banco Central eleva a taxa Selic para 8% ao ano:
Balança Comercial do Brasil até a 4a. semana de Maio:
Produção de grãos no Brasil irá ultrapassar os 184 milhões de toneladas em 2013:
Produção de soja do Brasil e da Argentina, somadas, já representa mais da metade da produção mundial.

Economia da Zona do Euro caiu, 0,6% em 2012 e deverá sofrer nova queda de 0,4% em 2013:
Dani Rodrik: Era do crescimento econômico acelerado acabou:
Gastos de turistas brasileiros no exterior ultrapassam US$ 8,1 bilhões no 1o. quadrimestre de 2013:
Gastos de turistas brasileiros no exterior batem recorde e ultrapassaam os US$ 22,2 bilhões em 2012:
Crescimento do PIB brasileiro ficou em 0,6% no 1o. trimestre de 2013:
Desoneração da folha de pagamento reduzirá arrecadação do governo federal em R$ 35 bilhões em 2013-2014:
Déficit em transações correntes do Brasil fechou 2012 em 2,4% do PIB:
Governo Dilma prorroga redução do IPI para automóveis até o final de 2013:
Na Zona do Euro, o número de desempregados já ultrapassou os 19 milhões. 
Reservas Internacionais Líquidas do Brasil estão em US$ 374,8 bilhões:
Desemprego na Zona do Euro cresce e atinge 12,1% em Março:

2 comentários:

BRASIL ESPÉRANÇA Tadeu disse...

EU NAO CONSIGO ENTENDER COMO DESVALORIZANDO O REAL AS EXPORTAÇOES FICAM MAIS COMPETITIVAS. Ora eu sou ignorante no assunto, mais ninguem precisa entender tanto de economia para saber que se voce ganha de um lado perde do outro,porque quando voce desvaloriza o real as importaçoes das quais o Brasil é muito dependente dos EUA e ate de outros países ficam mais caras para o real pagar. nao é verdade. A politica que vejo agora sendo feita esta exatamente no mesmo caminho que FHC TRAÇOU e que levou o Brasil ao Caos.De que adianta voce ganhar de um lado e perder do outro. as exportaçoes brasileiras nao precisa de ficar atraz de quem quer que seja para comprar. O mundo depende de muita coisa que o Brasil tem o governo Brasileiro so precisa ditar suas regras. EU TENHO PETROLEO MAIS SO VENDO PARA AMERICANO/europeu ou quem quer que seja por tanto. doa em quem doer.

Marcos Doniseti disse...

Não, mesmo? Então, eu irei te explicar:

Pense num certo produto que o Brasil exporta e que custa US$ 10,00.

Mas você tem outros países que o vendem no mercado internacional a US$ 9,00 e, logo, os outros países preferem comprar deste país, porque o mesmo oferece um produto mais barato do que o do Brasil.

Daí, o Brasil desvaloriza o Real em, digamos, 20%. Com isso, o preço do produto brasileiro em dólares irá diminuir, ficando mais barato do que o dos nossos concorrentes.

Com isso, os produtos brasileiros terão a preferência dos outros países. Iremos tirar mercado dos nossos concorrentes.

Na verdade, o Brasil está fazendo isso com um certo atraso, pois todas as outras economias do mundo (EUA, Japão, China, UE) fizeram isso nos últimos anos. E é por isso que o Brasil perdeu espaço no comércio internacional nos últimos.

Com relação às políticas do governo FHC, elas são as mesmas que estão afundando com a UE e que vão na contramão do que os governos Lula e Dilma fizeram no Brasil desde 2003.

É isso aí.