sábado, 15 de junho de 2013

Datafolha: 78% dos paulistanos condenam uso de violência por manifestantes e 47% aprovam a ação repressiva da PM! - por Marcos Doniseti!

Datafolha: 78% dos paulistanos condenam uso de 

violência por manifestantes e 47% aprovam a ação 


repressiva da PM! - por Marcos Doniseti!



Uma informação da pesquisa Datafolha divulgada nesta 


sexta-feira é altamente preocupante: 47% dos 


paulistanos defenderam a ação repressiva da PM contra 


os protestos realizados na cidade (devido à alta das 


tarifas do metrô, trens e ônibus). E embora 55% 


concordem com a causa do movimento, 78% condenam os 


métodos violentos de luta usados pelos manifestantes. 






Se os movimentos sociais tomarem esse rumo, pobre Brasil...

A Extrema-Direita e a Extrema-Esquerda, que tem tanto compromisso democrático quanto Hitler e Stalin, estão adorando este festival de violência que está acontecendo nos protestos contra os reajustes de tarifas do transporte coletivo. 

E quanto mais pancadaria, ônibus pegando fogo, PM espancando qualquer um que vier pela frente, melhor para eles.

Movimentos sociais organizados de caráter reivindicatório são mais do que legítimos e necessários para o próprio aperfeiçoamento da sociedade e da democracia. 


Mas seus integrantes não costumam ir para manifestações com paus, pedras, coquetéis molotov e escondendo seus rostos atrás de máscaras a fim de não permitir que descubram as suas verdadeiras identidades. Quem age assim são membros de organizações extremistas que atuam à margem da lei e que, portanto, podem ser consideradas como entidades criminosas.

Mas, infelizmente, tudo indica que um movimento social legítimo, de constestação ao reajutes das tarifas de metrô, trens e ônibus na capital paulista (e em outras cidades brasileiras), e que teria grande potencial para obter um maciço apoio popular à sua causa, está sendo instrumentalizado por grupelhos políticos radicais e extremistas, tanto de Extrema-Direita, como de Extrema-Esquerda, que nas eleições mal conseguem poucas dezenas de milhares de votos, mesmo quando se tratam de eleições nacionais.

E sempre que vejo isso acontecendo, lembro-me do que vivenciamos no Brasil em 1964 (e também no Chile em 1970-1973), quando ocorreu um processo de radicalização política e social sem precedentes na história do país, resultando em inúmeros casos de violência pelo país afora. 



78% dos paulistanos condenam o uso de violência nos protestos contra o reajuste das tarifas, embora 55% concordem com a causa do movimento. O recado do povo para os movimentos sociais foi dado. Resta saber se estes irão ouvir ou se fingirão que não é com eles, tal como aconteceu entre 1961-1964, o que acabou resultando no Golpe Civil-Militar vitorioso de 1964 e numa Ditadura Civil-Militar de 21 anos. . 

E este é o maior perigo que atinge o Brasil, hoje, ou seja, que os protestos e manifestações organizados pelos movimentos sociais acabem todos desembocando em situações de violência, baderna e vandalismo sem fim. 


Com isso, eles passarão a ser vistos por uma parcela expressiva da população como algo que precisa ser combatido e eliminado, tal como aconteceu no Brasil em 1964 e no Chile em 1973. 


Aliás,  a pesquisa Datafolha divulgada hoje, que mostra que embora 55% dos paulistanos sejam favoráveis aos protestos, um percentual ainda maior, de 78%, condenam o uso de métodos violentos de luta. Isso deixa bem claro que a maioria absoluta da população não aceita e repudia totalmente quando manifestantes, mesmo quando estão se protestando por uma causa legítima, adotam métodos violentos de luta. 


E um outro dado preocupante desta pesquisa Datafolha é que 47% dos paulistanos defenderam a brutal e violenta repressão da PM contra estas manifestações, confirmando aquilo que eu afirmei aqui: quando os movimentos sociais usam de métodos violentos de luta, o resultado é que uma grande parcela da população passa a defender a repressão, por mais dura e brutal que seja, contra tais movimentos. 



Este cartaz seria uma confissão do uso político dos protestos na cidade de São Paulo? Com certeza,  pois não foi apenas o  'busão' que passou a ter uma tarifa de R$ 3,20 na capital paulista. Os trens e o metrô, que são administrados pelo governo do estado, de SP, do PSDB, também foram reajustados para R$ 3,20. Mas, curiosamente, o cartaz omite essa informação. Porque será, hein?

Portanto, se os movimentos sociais brasileiros utilizarem, cada vez mais, a violência em suas manifestações e protestos, teremos uma repetição do que ocorreu no país no período pré-1964, quando tivemos uma crescente radicalização das lutas populares e sociais e que não contou com o apoio popular para que esse processo fosse levado adiante. 

Como resultado disso, as lideranças dos movimentos sociais acabaram se afastando da população e quando veio o Golpe não havia a quem apelar para resistir ao mesmo, pois os objetivos e métodos de luta de líderes e de liderados eram muito diferentes. 


Além disso, uma grande parcela da população brasileira da época passou a odiar os movimentos sociais, por mais justos e legítimos que fossem as suas causas, devido à essa radicalização. 


Um exemplo desses erros foi o apoio que as Esquerdas radicais do período 1961-1964 deram às revoltas de marinheiros e sargentos durante o governo Jango. Tais rebeliões foram apoiadas pela UGT, UNE, PCB, Brizolistas, entre outros grupos esquerdistas e nacionalistas radicais do período. 



Este seria mais um manifestante ou um agente infiltrado nas manifestações para promover desordem e violência generalizadas, com o objetivo de radicalizar as lutas políticas e sociais, jogar a população contra os movimentos sociais e, assim, gerar um novo Golpe de Estado e implantar uma nova Ditadura Militar? Será que as 'Esquerdas' já se esqueceram do Cabo Anselmo? 

O resultado disso tudo é que a oficialidade das Forças Armadas, que era quase que totalmente legalista até este momento, passou para o lado do movimento golpista que, até então, era algo restrito a uma minoria entre os militares. E o ódio que essa oficialidade passou a ter aos movimentos sociais foi tão forte que a mesma pressionou fortemente os líderes do Golpe para que adotassem medidas cada vez mais duras e radicais contra os movimentos sociais. Sem esse ódio, a Ditadura Militar jamais teria durado 21 anos. 


E durante todo o período da Ditadura Militar, um dos principais argumentos usados pelos militares para justificar o Golpe de 64 e a manutenção da Ditadura Militar foi o justamente o de que esta havia terminado com a baderna que havia tomado conta do Brasil durante o governo Jango. 



Afinal, desde quando os membros de um movimento social legítimo precisam esconder os seus rostos, hein?  

Caso esse erro brutal, estúpido e primário seja cometido novamente, então poderemos esperar que venhamos a ter um crescente e brutal repúdio da imensa maioria da população brasileira pelos movimentos sociais, que passarão, tal como aconteceu no período pré-Golpe de 64 (no governo Jango, em especial) a serem identificados como sendo sinônimo de baderna, vandalismo, violência, caos e desordem.

E quando outro Golpe de Estado acontecer (e for devidamente comemorado por uma parcela expressiva da população brasileira, tal como já aconteceu em 1964) e uma nova Ditadura Militar chegar, daí é que não dará para reclamar de trânsito ruim, de ônibus sendo incendiado, estação de metrô sendo depredado, mesmo.

Aliás, não será possível reclamar de nada!!!


Obs: O deputado estadual do PT, Adriano Diogo, denunciou que havia agentes das Polícias Civil e Militar infiltrados nos protestos liderados pelo Movimento Passe Livre incitando atos violentos por parte dos manifestantes. 


Agora, vejam o que eu escrevi aqui, neste blog, na quarta-feira passada, dia 12/06:



Movimentos reivindicatórios são justos e legítimos, mas quando promovem baderna, violência e vandalismo eles perdem a razão de existir. E aposto que está cheio de agentes infiltrados, de extrema-direita, neste tal de 'Movimento Passe Livre', estimulando fatos deste tipo.

Preciso dizer mais alguma coisa? 



Professores estaduais em greve,em São Paulo, neste ano, fazem caminhada pelo centro da capital paulista: Como se percebe, ninguém depredou coisa alguma e não há uma única pessoa escondendo o seu rosto. Isso, sim, é um movimento social.

Link:

78% dos paulistanos condenam o uso de violência nos protestos! E 47% aprovam repressão promovida pela PM!


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1294919-maioria-da-populacao-e-a-favor-dos-protestos-mostra-datafolha.shtml


Adriano Diogo: Infiltraram policiais civis e militares no meio da garotada para incitar a violência:





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