quarta-feira, 17 de julho de 2013

A 'Batalha das Expectativas' - Como a Grande Mídia tenta produzir uma crise no Brasil para poder derrotar Dilma em 2014! - por Marcos Doniseti!

A 'Batalha das Expectativas' - Como a Grande Mídia tenta produzir uma crise no Brasil para poder derrotar Dilma em 2014! - por Marcos Doniseti!

O governo Lula criou mais de 15 milhões de empregos com carteira assinada. 

Usando de mentiras deslavadas, que tentam convencer a população de que o Brasil enfrenta uma crise terrível, a Grande Mídia tenta criar uma grave crise econômica e social no país a fim de poder derrotar Dilma em 2014. Sobre este assunto, uma matéria da 'Folha', que distorce a notícia e mente na cara-dura para os seus leitores, é um exemplo perfeito disso!

Vejam como a 'Folha' de hoje mentiu na cara-dura para os seus leitores. 


'Comércio tem queda de até 8% nas vendas em SP' :

(link: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/07/1312168-comercio-tem-queda-de-ate-8-nas-vendas-em-sp.shtml). 

Quem se der ao trabalho de ler apenas o título da matéria pensará que as vendas do comércio despencaram 8% em São Paulo, não é mesmo?

Mas daí você lê o texto e descobre que não é nada disso, pois segundo o mesmo as vendas no comércio varejista de SP caíram, sim, mas esta queda foi de apenas 0,8% entre os meses de Janeiro e Abril deste ano. Já a divulgada queda de 8% ficou restrita apenas às grandes lojas de departamento. 

Assim, o que o título diz é uma coisa, mas o texto afirma outra, totalmente diferente. 

Qual é o nome que se dá a isso? Eu chamo de mentira, distorção, manipulação e por aí vai.

Mas para a 'Folha' isso é algo normal. 

Afinal, o que se pode esperar de um jornal que chamou a Ditadura Militar de 'Ditabranda' e publicou uma ficha falsa da Dilma, não é mesmo?

Divulgar mentiras e falsidades já é comum para a 'Folha'. A ficha falsa de Dilma está aí para provar isso.

A questão é: Afinal, porque isso está acontecendo? Simples: A Grande Mídia quer produzir uma grave crise econômica e social que derrube fortemente a popularidade do governo Dilma, tornando possível derrotá-la na eleição presidencial de 2014. 

E essa Grande Mídia já percebeu que o único jeito de conseguir isso é provocando uma crise que aumente a inflação, gere desemprego e piore as condições de vida da população. E como a Grande Mídia espera conseguir isso? Simples: Convencendo a população de que o Brasil está caminhando para uma grave crise. Assim, os brasileiros diminuiriam fortemente os seus gastos, passando a consumir menos, o que iria diminuir a atividade do comércio, da indústria, provocando uma recessão no país. 

Assim, teríamos uma profecia que se auto-realiza. E Dilma poderia vir a ser derrotada na eleição de 2014. 

Isso não é nenhuma novidade, diga-se, pois já foi feito anteriormente, no segundo semestre de 2008, quando um noticiário catastrófico feito pela Grande Mídia derrubou a economia brasileira, que vinha crescendo rapidamente até então. Como resultado disso, o PIB brasileiro encolheu 3,6% no quarto trimestre de 2008.

Na época, porém, o então presidente Lula tomou medidas muito fortes para estimular a economia e superar a crise, como: forte queda dos juros, aumentos dos investimentos públicos, redução dos impostos, aumentos reais de salários, elevação dos gastos sociais. 

Em 2008, Grande Mídia tentou produzir uma grave crise econômica e social. Mas as ações do governo Lula impediram que isso acontecesse. Entre estas ações estavam a de se comunicar com a população a fim de fazer com que a mesma continuasse otimista com o futuro do país. Com isso, o Presidente Lula venceu a 'Batalha das Expectativas' e o Brasil continuou crescendo. Dilma tem que fazer o mesmo agora. 


E o Presidente Lula também usou do seu poder de comunicação para falar com o povo brasileiro, estimulando os brasileiros a continuar consumindo, mostrando que se ele não fizesse isso, o mesmo acabaria ficando desempregado. 

Desta forma, o governo Lula fez a sua parte e o povo brasileiro fez a sua. Com isso, o Presidente Lula venceu a 'Batalha das Expectativas' e o Brasil continuou crescendo. 

Dilma tem que fazer o mesmo agora, caso contrário seu governo acabará sendo engolido e destruído pelo noticiário catastrófico produzido pela Grande Mídia e a população acabará acreditando que o país caminha para o buraco, o que é uma deslavada mentira, pois a situação econômica e financeira do Brasil, atualmente, é muito melhor do que era antes da crise de 2008. Pode-se citar vários exemplos que comprovam isso, como o fato de que o Brasil tem hoje a seguinte situação:

1) Menor taxa de desemprego da história, tendo ficado em 4,6% em Dezembro de 2012 e em 5,8% em Maio de 2013; 

Reservas internacionais do Brasil cresceram fortemente a partir de 2006 e hoje ultrapassam os US$ 372 bilhões. Obs: O valor de 2002 está inflacionado, pois a maior parte das reservas era composta por recursos emprestados pelo FMI, no valor de US$ 21 bilhões.

2) Inflação estável em 6% anuais desde o ano de 2005. A previsão para este ano, inclusive, é a de que a taxa de inflação fique em 5,8%, mantendo-se no mesmo patamar do ano passado. Logo, já são nove  anos consecutivos em que o Brasil tem uma inflação estabilizada e que sempre ficou dentro das metas estabelecidas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e que vão de 2,5% (piso) até 6,5% ao ano (teto);

3) Menor dívida pública das últimas décadas, estando atualmente em 34,8% do PIB, contra 60,4% do PIB no final de 2002. E a dívida pública líquida brasileira é uma das menores entre os países membros do G-20;

4) Maior poder de compra do salário mínimo desde 1979, segundo o Dieese;

5) Reservas internacionais liquidas de US$ 372 bilhões e que servem como um colchão de liquidez para que o Brasil possa combater os efeitos da atual crise econômica e financeira mundial, que é a pior desde a Grande Depressão dos anos 1930, segundo o FMI:

Taxa de desemprego despencou no Brasil a partir de 2003 e hoje está no seu menor nível histórico.

6) Menor taxa Selic da história (em termos reais), estando atualmente em cerca de 1,8% ao ano (afinal a Selic é de 8,5% e a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 6,7%, com tendência a cair nos próximos meses, como o próprio mercado financeiro admite, aliás);

7) O PIB do Brasil tornou-se o 6o. maior do mundo, sendo que era apenas o 15o. do mundo no final de 2002. Neste período (2003-2012), o PIB brasileiro subiu de US$ 459 bilhões em 2002 para US$ 2,4 Trilhões atualmente;

8) Ampliação do mercado consumidor do país, com a chamada 'classe C' passando de 38,64% da população brasileira em 2002 para 55,05% em 2011, acumulando um crescimento de 42,5% entre 2003-2011;

Em 2010, o Brasil foi o sétimo país que mais recebeu investimentos externos produtivos no mundo. Já em 2012, o Brasil pulou para o quarto lugar. 

9) O PIB per capita brasileiro cresceu 37,5% entre 2003-2012, passando de R$ 16.000 anuais para R$ 22.000 anuais;

10) O número atual de empregos com carteira assinada é de 48 milhões, contra apenas 29 milhões em 2002. Isso representa um crescimento de 19 milhões de empregos formais em apenas 10 anos de governo Lula-Dilma, acumulando uma expansão de 65,5% neste período;

11) Entre 2010-2012, o Brasil recebeu US$ 180,5 bilhões em investimentos externos produtivos. Como se percebe, os investimentos estrangeiros não ligam a mínima para o noticiário midiático catastrofista, que tenta convencer os brasileiros de que o país estaria afundando numa crise terrível.

Desta maneira, com as suas iniciativas, o governo Lula fez com que o Brasil fosse o primeiro país a superar os efeitos da crise de 2007-2009 que atingiu fortemente toda a economia mundial. Com isso, a retomada da economia brasileira começou já no segundo semestre de 2009 e o Brasil continuou crescendo nos anos seguintes. 

O PIB per capita brasileiro aumentou de R$ 16.000 anuais em 2002 para R$ 22.000 anuais em 2012, acumulando um crescimento de 37,5% no período.

Enquanto isso, Europa, EUA, Japão continuam em crise até os dias atuais. 

Agora, enfrentamos o mesmo tipo de situação: Uma Grande Mídia desesperada para provocar uma nova crise, ainda mais forte do que aquela que tivemos no final de 2008. E se isso acontecer, podem ter certeza de que muito dificilmente Dilma terá alguma chance de vencer a eleição presidencial de 2014. 

E é claro que isso abrirá caminho para o retorno ao poder das forças políticas e sociais mais retrógradas e reacionárias do país, seja através da candidatura do tucano neoliberal Aécio Neves,  ou então por meio de candidaturas praticamente avulsas, sem nenhuma base partidária e social organizada que lhes dê apoio e sustentação para poder governar, como são os casos de Marina Silva e de Joaquim Barbosa. 

O partido que Marina Silva está tentando criar, o tal de 'Rede Sustentabilidade', ainda é minúsculo, e mesmo que ele venha a ser criado, é óbvio que o mesmo não tem, e nem terá, num futuro governo Marina, nenhuma representação parlamentar. Sem dúvida, nestas circunstâncias, um governo Marina Silva ficaria totalmente refém dos partidos conservadores que dominam 80% do Congresso Nacional. E o mesmo raciocínio vale para Joaquim Barbosa. 

Desde o ano de 2005 que a taxa anual de inflação brasileira (IPCA) fica dentro das metas determinadas pelo CMN, cujo teto é de 6,5% ao ano. Em 2012, a taxa ficou em 5,84%, menor do que a de 2011, portanto. 

Com isso, o Brasil entraria numa nova 'Idade das Trevas' em termos políticos, econômicos, sociais e culturais, sem dúvida alguma. As políticas neoliberais, excludentes por natureza, a criminalização e a repressão aos movimentos sociais (vide o Massacre do Pinheirinho) e uma política externa de total submissão aos interesses do Imperialismo Ianque (que espiona o mundo inteiro) se tornariam a regra do novo e retrógrado governo brasileiro. 

E a América Latina, com certeza, seguiria pelo mesmo caminho nos anos seguintes, pois os governos Lula e Dilma dão um apoio extremamente importante para os governos progressistas da região, como são os casos de Pepe Mujica (Uruguai), Nicolás Maduro (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) Cristina Kirchner (Argentina), Daniel Ortega (Nicarágua), Ollanta Humala (Peru) e Maurício Funes (El Salvador).

Além disso, com a adoção das políticas neoliberais, iríamos caminhar para a recessão, provocando um aumento brutal do desemprego, arrocho salarial, elevação da concentração de renda, redução dos direitos sociais e trabalhistas, aumento das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria, pois é exatamente isso que as políticas neoliberais provocam no mundo todo, não importam aonde sejam colocadas em prática: EUA, União Europeia, Japão, etc.

Para Marcio Pochmann as políticas de distribuição de renda adotadas pelos governos Lula e Dilma criaram uma nova classe trabalhadora no Brasil. 


Assim, a atual 'Batalha das Expectativas' que se desenvolve no Brasil (sugiro a leitura do texto de Maria Inês Nassif sobre o assunto... ver link abaixo) está, claramente, sendo vencida pela Grande Mídia, pelo menos até este momento.

E se o governo Dilma não reagir e enfrentar essa Batalha, então as chances de que ela venha a ser derrotada na eleição presidencial de 2014 crescerão bastante.

Dilma tem que reagir, tal como o então Presidente Lula fez no final de 2008, e vencer essa Batalha.

Senão, a guerra estará perdida. 


Links:

'Folha' mente sobre as vendas do comércio varejista:


Reservas Internacionais do Brasil estão em US$ 372,6 bilhões:


Maria Inês Nassif: Queda nas expectativas para o futuro é anterior às manifestações de rua:


Governo Dilma criou mais de 4 milhões de empregos com carteira assinada:


Percentual da população que vive na pobreza tem diminuído anualmente desde 2004.


Crise atual pode ser pior que a Grande Depressão, diz Lagarde:


Bolsa-Família: Livro de socióloga comprova resultados positivos do programa:


Marilena Chauí - Formou-se uma Nova Classe Trabalhadora no Brasil:


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