segunda-feira, 28 de outubro de 2013

As críticas equivocadas ao Regime de Partilha do pré-sal! - por Marcos Doniseti!

As críticas equivocadas ao Regime de Partilha do pré-sal! - por Marcos Doniseti!



Entre as críticas que foram feitas ao leilão do Campo de Libra, está a de que a Petrobras, sozinha, poderia extrair todo o petróleo do pré-sal, sem necessidade de fazer parcerias com outras empresas, tal como aconteceu. 

Daí, os defensores desta tese apresentaram dois argumentos principais para sustentá-la, que são:

1) Com a Petrobras sendo a única empresa a atuar no pré-sal, as suas ações iriam se valorizar tanto que ela não precisaria fazer parcerias com ninguém;

2) Ainda assim, caso faltasse capital para a realização dos investimentos, a Petrobras poderia obter o mesmo por meio de empréstimos, visto que os credores (do mundo inteiro) estariam ansiosos por emprestar dinheiro à uma empresa que seria a única a atuar no pré-sal brasileiro.

O grande problema destes argumentos é que eles são muito fracos e insustentáveis. 

E porque afirmo isso? 

Simples: A valorização das ações da empresa somente geraria recursos (para investimentos) para a Petrobras caso as mesmas fossem vendidas para particulares. 

Afinal, não adianta nada você comprar uma ação que vale, digamos, R$ 10 e, daí, ela passa a valer R$ 100, se você mantiver a ação em seu poder. 

A valorização da ação somente irá reverter em lucro para o seu dono (ou seja, o Estado) se as ações forem vendidas. Daí, sim, a empresa se beneficiaria com esta valorização.

Logo, essa primeira alternativa, que é defendida por muitos ditos 'esquerdistas' e 'nacionalistas', implicaria no aumento da participação do setor privado, e também estrangeiro, no capital total da Petrobras, o que vai na contramão do discurso nacionalista e estatizante dos seus defensores. 

Assim, caso essa medida fosse adotada, a maior parte dos lucros que a Petrobras tivesse com a exploração o pré-sal seriam apropriados pelos acionistas particulares e estrangeiros da empresa e não pelo Estado.

Logo, tal medida implicaria num grau muito maior de privatização e de desnacionalização das riquezas geradas pelo pré-sal do que os seus defensores imaginam. O efeito disso seria exatamente o contrário do que eles desejam. 

Quanto ao endividamento da empresa: Neste início de ano a Petrobras pegou US$ 11 bilhões emprestados no exterior para, justamente, viabilizar os seus investimentos, no pré-sal em especial. 

Porém, a oferta de recursos por parte dos credores, para empresa, foi muito maior, atingindo os US$ 42 bilhões. E a Petrobras somente não pegou todo esse valor porque ela não quis. 

Logo, não é porque a Petrobras deixa de ser a única produtora do pré-sal que ela é prejudicada na obtenção de empréstimos, visto que é uma empresa eficiente e altamente lucrativa. 

Tanto isso é verdade que a oferta de empréstimos para a empresa é muito maior do que o valor que ela pega emprestado. E nenhum investidor ou credor do mundo faria isso para uma empresa que fosse ineficiente ou mal administrada, certo?

A competência da empresa, inclusive, pode ser comprovada pelo fato de que somente no período de Janeiro a Setembro deste ano, por exemplo, o lucro da Petrobras cresceu 29% em relação ao mesmo período do ano passado, ultrapassando os R$ 17 bilhões. 

Além disso, com a solução defendida pelos ditos 'esquerdistas', teríamos uma grande chance de que o valor que a Petrobras emprestasse (para viabilizar os investimentos gigantescos no pré-sal) fosse exageradamente elevado, o que acabaria acontecendo é que grande parte (ou a maior parte) dos lucros gerados pelo pré-sal terminariam ficando nas mãos dos credores e não do Estado. 

Portanto, as duas medidas defendidas pelos ditos 'esquerdistas' e 'nacionalistas' radicais, como sendo alternativas melhores do que a adoção do Regime de Partilha (criado pelo governo Lula e que foi criado para extrair o petróleo do pré-sal), resultariam na privatização e na desnacionalização da Petrobras, bem como na apropriação da maior parte dos lucros gerados pelo pré-sal pelos acionistas particulares, estrangeiros e pelos credores da empresa.

E quase nada ficaria com o Estado brasileiro, prejudicando o desenvolvimento do país e impedindo que as riquezas geradas pelo pré-sal pudessem beneficiar o povo brasileiro. 

Assim, entendo que está mais do que comprovado que as regras do Regime de Partilha, implantado pelo governo Lula para extrair o petróleo do pré-sal, é a melhor solução para que o mesmo possa contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e do seu povo.

Link:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/10/lucro-da-petrobras-ultrapassa-r-17.html

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