sábado, 27 de setembro de 2014

Temos uma nova 'onda' na campanha presidencial: A Classe C abandona Marina e volta para Dilma! - por Marcos Doniseti!

Temos uma nova 'onda' na campanha presidencial: A Classe C abandona Marina e volta para Dilma! - por Marcos Doniseti!


Os governos Lula e Dilma promoveram (entre 2003-2011) a ascensão de 40 milhões de pessoas para a chamada 'classe C', que se tornou a mais numerosa de todas. E é esta 'classe C' que, agora, está abandonando Marina e retorna para a candidatura de Dilma, o que leva ao crescimento desta em todas as pesquisas mais recentes. 

Todas as pesquisas mais recentes mostram que Dilma está crescendo e que Marina está caindo, enquanto os outros candidatos ficam estáveis, certo? Então, pode-se concluir que Dilma está conquistando os votos de eleitores que eram de Marina. 

Se este processo continuar por mais uma semana e no mesmo ritmo que vimos ocorrer nos últimos 10-15 dias, então Dilma vencerá a eleição no 1o. turno.

Mas para isso precisamos nos mobilizar e conversar com as pessoas, mostrando a importância de tudo o que elas conquistaram durante os governos Lula e Dilma e demonstrando, para elas, que tudo isso poderá ser perdido se Marina ganhar.

Durante a sua fase de ascensão na campanha, Marina conseguiu conquistar uma fatia significativa dos votos da chamada classe C, que é a mais numerosa de todas. 

Segundo a pesquisa Datafolha de 17-18 de Setembro (cujos resultados foram Dilma 37%; Marina 30%; Aécio 17%), na chamada classe média intermediária (a mais numerosa e que está inserida na classe C) Dilma tinha 35% e Marina 33%, caracterizando um empate técnico. 

Mas o plano econômico de Marina, se fosse colocado em prática, faria com que aqueles 40 milhões de pessoas que saíram da miséria durante os governos Lula e Dilma, voltassem para a mesma caso a candidata do PSB ganhe as eleições. Elas voltariam a fazer parte das classes D e E. 

Em linhas gerais, foi exatamente isso que a campanha de Dilma tratou de mostrar nas últimas semanas, ou seja, que a candidatura de Marina representa uma clara ameaça às conquistas econômicas, sociais, políticas e culturais que a classe C acumulou desde 2003, durante os governos Lula e Dilma. 

É inegável que o plano econômico de Marina é brutalmente recessivo, defende um corte brutal nos investimentos públicos e na área social, desmonta políticas públicas que estimulam os investimentos produtivos e que promovem a inclusão social (Minha Casa Minha Vida, por exemplo) e resultaria num arrocho salarial imenso e no aumento gigantesco do desemprego, da fome e da miséria. 

E é justamente isso que a classe C começou a descobrir nestas últimas semanas de campanha eleitoral. Parece que ela acordou e começou a se informar a respeito do fato de que os planos econômicos de Marina seriam catastróficos para as suas condições de vida, jogando grande parte dos seus integrantes novamente no desemprego, na fome e na miséria. E isso é tudo o que ela mais teme, é claro. 


Durante os governos Lula e Dilma, a classe C passou a contar com mais 40 milhões de integrantes, passando de 66 milhões para 105,4 milhões de integrantes. 


E da mesma forma que a 'classe C' jamais votaria num candidato como o tucano Aécio, pois o mesmo é visto como alguém que representa uma ameaça às conquistas alcançadas desde 2003, o mesmo passou a acontecer com Marina, de forma gradual e progressiva, nas últimas duas semanas de campanha eleitoral.

Aliás, é justamente por isso que Aécio fracassou nesta campanha, pois ele jamais conseguiu penetrar nessa camada intermediária da população, que é a mais numerosa de todas e que tanto melhorou de vida durante os governos Lula e Dilma. 

E agora Marina está caindo justamente na 'classe C' porque esta começou a descobrir que a sua candidatura, que defende um programa econômico neoliberal e brutalmente recessivo, também é uma ameaça às suas conquistas.

Assim, entendo que as pessoas, principalmente as da chamada 'classe C', que foi a que mais cresceu e melhorou de vida durante os governos Lula e Dilma, começaram a se dar conta disso e essa percepção está, cada vez mais, se espalhando entre a mesma e esse fenômeno ocorre em todo o país. Isso explica porque a queda de Marina nas pesquisas se dá no Brasil inteiro e de forma extremamente rápida. 

Essa é uma onda que talvez venha a ser tão forte quanto aquela que impulsionou a candidatura de Marina, nas semanas seguintes após a morte de Eduardo Campos, mas agora ela se dá em direção contrária, voltando-se contra a candidata do PSB.

Portanto, entendo que o crescimento da candidata do PT nas pesquisas mais recentes e a queda de Marina é resultado desse fenômeno: É a classe C voltando para Dilma.

E se esse fenômeno continuar por mais uma semana, como tudo indica que irá acontecer, pois essa 'onda' parece que está longe de se esgotar, então Dilma deverá se reeleger no 1o. turno.

E é para alcançar essa importante vitória que temos que continuar lutando. É apenas mais uma semana, pessoal! 

Vamos à luta, companheiros.

Obs: Matéria da 'Folha' de 27/09 confirma tudo o que escrevi acima.

http://painel.blogfolha.uol.com.br/2014/09/27/com-ataques-a-marina-dilma-avanca-na-classe-c-que-pode-decidir-a-eleicao/

Links:

Pesquisa Datafolha de 25-26 de Setembro:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1523321-dilma-dobra-vantagem-e-venceria-marina-no-segundo-turno-mostra-datafolha.shtml

Pesquisa Datafolha de 17-18 de Setembro:

media.folha.uol.com.br/datafolha/2014/09/23/intencao_de_voto_presidente_classe_media_brasileira.pdf

2 comentários:

BRASIL ESPÉRANÇA edson tadeu disse...

Voce pode dizer que uma pequena parte da classe C depois da morte de Eduardo Campos e pensando ser Marina uma pessoa de palavra, honesta,e que nao fosse tao mentirosa passaram a apoia-la mais ao descobrirem que Marina nao passa de uma farsa voltou para Dilma. mais isso nao quer dizer que foi toda a classse C que apoiou Marina pelo contrario, os institutos de pesquisa nunca apresentaram uma pesquisa verdadeiramente correta. pois Dilma continua com os 57% que eu digo que ela sempre teve.

Marcos Doniseti disse...

O que escrevi no meu texto foi o seguinte:

'Durante a sua fase de ascensão na campanha, Marina conseguiu conquistar uma fatia significativa dos votos da chamada classe C, que é a mais numerosa de todas.'.

Em nenhum momento eu disse que Marina havia conquistado TODA a classe C, mas que havia penetrado com força na mesma.

É isso.