terça-feira, 14 de outubro de 2014

A conexão entre a Grande Mídia, a SIP, a 4ª. Frota Naval dos EUA, a Petrobras, o pré-sal – Marcos Doniseti!

A conexão entre a Grande Mídia, a SIP, a 4ª. Frota Naval dos EUA, a Petrobras, o pré-sal – Marcos Doniseti!
Com a criação do Regime de Partilha 75% da renda líquida do pré-sal ficarão com o Estado Brasileiro. Mas Aécio defende o fim do mesmo e a volta do Regime de Concessão, no qual o petróleo ficará sob o controle das petrolíferas estrangeiras. Com isso, o futuro do Brasil estará seriamente comprometido.
A Grande Mídia brasileira promove, neste momento, uma campanha ostensiva, desonesta, mentirosa e manipuladora que visa desmoralizar a maior empresa de capital nacional, e predominantemente estatal, que é a Petrobras.

E como ‘relembrar é viver’, não custa nada lembrar: Os grandes grupos de mídia privados nacionais (o GAFE - Globo, Abril, Folha, Estadão, em especial), que promovem tal campanha, fazem parte da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa),  que desde a sua criação, em 1943, é uma entidade intimamente relacionada aos interesses dos EUA na América Latina.

Esta entidade (SIP) adora dizer que defende a democracia, a liberdade e os direitos humanos, mas sempre apoiou, com unhas e dentes, as políticas e interesses ianques na América Latina.

A SIP também defendeu e apoiou todos os inúmeros Golpes de Estado e Ditaduras Militares que os EUA organizaram, instalaram, financiaram e apoiaram na região (como as de Pinochet, Somoza, a Ditadura Militar brasileira de 1964-1985, as Ditaduras argentina, uruguaia, etc etc), incluindo também nessa lista os golpes mais recentes (no século XXI) na Venezuela, Bolívia, Equador, Honduras e Paraguai, dos quais apenas estes dois últimos foram vitoriosos.

Um dos mais sanguinários e corruptos ditadores latino-americanos de todos os tempos, o nicaraguense Anastácio Somoza, foi considerado pela SIP como sendo um ‘anjo tutelar da liberdade de pensamento’... Sem comentários.

A SIP chegou até mesmo a ter alguns presidentes que eram agentes da CIA (o principal foi Jules Dubois, que dirigiu a organização por 15 anos), o serviço (nem tão) secreto dos EUA que é especializado em promover processos de desestabilização e a derrubada de governos, de inúmeros países mundo afora, que não se submetem aos interesses do Império Ianque.  

A história está repleta de exemplos de ações desestabilizadoras promovidas pela CIA mundo afora, comprovadas por documentação do próprio governo dos EUA, incluindo muitos Golpes de Estado na América Latina, como é o caso dos governos de Jacobo Arbenz (1954, na Guatemala), João Goulart (1964, no Brasil), Salvador Allende (1973, no Chile), Hugo Chávez (Abril de 2002, Venezuela), Manuel Zelaya (Junho de 2009, Honduras), entre outros.

E agora vemos, claramente, a Grande Mídia ‘brazileira’, integrante da SIP, fortemente empenhada numa ostensiva campanha que visa desmoralizar a Petrobras, justamente a empresa que, em função da criação do Regime de Partilha, será a única operadora no pré-sal. Nenhuma outra empresa, seja nacional ou estrangeira, poderá extrair petróleo no mesmo.

Pelas regras do Regime de Partilha do petróleo do pré-sal, criado e implantado pelo governo Lula em 2010 e ao qual o governo Dilma deu continuidade, apenas a Petrobras poderá explorar o mesmo e o Estado brasileiro ficará com 75% da renda líquida gerada por essa imensa riqueza, cuja descoberta foi confirmada há poucos anos (em 2007).

Além disso, a política de conteúdo nacional para o setor petrolífero, e que também foi adotada a partir do governo Lula e que tem continuidade no governo Dilma, determina que as sondas, plataformas e navios que a Petrobras usará para extrair e transportar o petróleo do pré-sal serão todas construídas no Brasil, com um grau mínimo de nacionalização (60%).

Tal política de conteúdo nacional foi o que viabilizou, por exemplo, a recuperação da indústria de construção naval brasileira, que cresceu rapidamente a partir do governo Lula, passando de 7 mil funcionários em 2002 para 81 mil atualmente e com a perspectiva de atingir os 100 mil empregados até 2016, fazendo com que esta se tornasse a 4ª. Maior do mundo.

Além do que já exposto até aqui, é bom lembrar que foi justamente após a confirmação da descoberta das imensas reservas de petróleo do pré-sal (que são calculadas em 100 bilhões de barris de petróleo e que é de alta qualidade) que os EUA reativaram a 4a. Frota Naval, que havia sido desativada em 1950, e que atua na região do Atlântico Sul, o que afeta diretamente o Brasil, pois é justamente nas Bacias de Santos (SP) e de Campos (RJ) que se localizam a maior parte das reservas do pré-sal.

Quando a reativação da IV Frota ianque aconteceu, em 2008, o Almirante Gary Roughead, chefe de Operações Navais da Marinha dos EUA, declarou o seguinte: "O foco da IV Frota estará nas ações humanitárias, mas que ninguém se engane: ela estará pronta para qualquer tipo de ação, em qualquer lugar e a qualquer momento.”. 

Para bom entendedor...

Simultaneamente, as candidaturas de Marina Silva e do candidato tucano deixaram bem claro que a política do Regime de Partilha do pré-sal e a de conteúdo nacional para o setor petrolífero seriam abandonadas caso um deles fosse o vencedor da eleição presidencial deste ano. Tais mudanças, que teriam consequências trágicas para o Brasil e o seu povo, estão previstas nos planos de governo ou então foram defendidas publicamente, por ambos os candidatos, durante esta campanha eleitoral. 

Assim, como o candidato do PSDB passou para o segundo turno da disputa presidencial, caso ele vença e eleição voltaremos ao regime de concessão para a extração do petróleo do pré-sal e a se encomendar no exterior os equipamentos necessários à sua produção e transporte (sondas, plataformas, navios petroleiros). Repetindo: Ambas as medidas já foram defendidas pelo candidato do PSDB durante a campanha presidencial e constam em seu plano de governo.

Portanto, pode-se perfeitamente concluir que essa combinação de iniciativas por parte do governo dos EUA (reativação da 4ª. Frota Naval) e dos grandes grupos midiáticos privados brasileiros (a campanha de desmoralização contra a Petrobras) visa justamente criar as condições para a derrota de Dilma e promover a ascensão ao governo do país de uma candidatura comprometida com o fim do Regime de Partilha do pré-sal e da política de conteúdo nacional atualmente vigente.

Desta maneira, com a adoção do regime de concessão, o Estado brasileiro perderá o controle do petróleo do pré-sal, pois o mesmo prevê que o mesmo pertence à empresa que o descobriu e a única obrigação da mesma para com o país é pagar os royalties e os impostos.

Mas o petróleo do pré-sal será de propriedade das empresas privadas estrangeiras e as riquezas que ele irá gerar também ficarão com elas. E o Brasil e o seu povo ficarão a ver navios, literalmente.

Com isso, voltaremos ao regime colonial de exploração, no qual os estrangeiros vem ao Brasil, extraem as suas riquezas, explorando brutalmente a força de trabalho nacional, levam as mesmas embora e ao país e à sua população sobram apenas as migalhas de uma vida miserável.

É isso que você quer para o Brasil?

Pense nisso.

Links:

Honduras vive terrorismo midiático: SIP cala-se!


A reativação da 4ª. Frota Naval dos EUA em 2008!


A história da SIP:


3 comentários:

MarisaQuintal disse...

Excelente artigo !!! Compartilhei entusiasticamente no Face.

MarisaQuintal disse...

Excelente artigo !!!

Marcos Doniseti disse...

Obrigado, Marisa.