sábado, 7 de fevereiro de 2015

Indicação de Bendine foi ruim para o mercado? Então, ela foi boa para o povo brasileiro! - Marcos Doniseti!

Indicação de Bendine foi ruim para o mercado? Então, ela foi boa para o povo brasileiro! - Marcos Doniseti!

Petrobras: Uma empresa que é motivo de orgulho para os brasileiros. 

A indicação de Aldemir Bendine para presidir a Petrobras, empresa que é motivo de orgulho para o Brasil, mostrou que Dilma não irá entregar a empresa para o controle dos especuladores do mercado financeiro, que são os mesmos que levaram o sistema financeiro privado dos EUA e da UE à falência na crise de 2007-2009.
Os especuladores do mercado financeiro são, também, os grandes responsáveis pela atual crise econômica mundial, que é a pior desde a Grande Depressão dos anos 1930. Essa é a mesma crise que gerou desemprego para mais de 60 milhões de trabalhadores, no mundo inteiro, desde o seu início em 2007-2008.
E tal crise somente não resultou numa nova Grande Depressão, que seria infinitamente pior do que aquela dos anos 1930, porque o 'ineficiente, incompetente, obsoleto e corrupto' Estado salvou o sistema financeiro privado dos EUA e da UE, que faliram totalmente naquela época. 
Assim, foi devido à ação de salvamento feita pelo Estado (tido como corrupto e ineficiente pelos neoliberais e especuladores financeiros) que os bancos e empresas financeiras privadas não fecharam as portas em definitivo. 
O Brasil foi um dos poucos países que não sofreu tão fortemente os efeitos da crise global devido a um amplo conjunto de polícias anti-ciclícas keynesianas que foram adotadas pelos governos Lula e Dilma. 
Entre essas políticas, tivemos:
1) A redução de impostos (vide o IPI reduzido para os automóveis);
2) O aumento da oferta de crédito pelos bancos públicos (BB, CEF, BNDES), que elevaram consideravelmente a sua participação no mercado, passando a oferecer quase metade do crédito no país. Inclusive, Aldemir Bendine foi o grande responsável por adotar essa política no Banco do Brasil, elevando o crédito e reduzindo agressivamente as taxas de juros do mesmo, quando comandou o banco. 
E com isso o faturamento e o lucro do Banco do Brasil aumentaram, acontecendo exatamente o contrário do que os medíocres, reacionários, mentirosos e desinformados 'analistas econômicos' da Grande Mídia 'brazileira' diziam. Trata-se, portanto, de um dirigente público comprometido com esse amplo conjunto de políticas de inclusão social e de distribuição de renda que foi implantado pelos governos Lula e Dilma. 
3) A expansão dos programas sociais (ProUni, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Luz Para Todos, etc);
4) O reajuste do salário mínimo anualmente e num patamar sempre acima da inflação do ano anterior;

O poder de compra do salário mínimo subiu mais de 72% entre 2003-2015, acumulando um reajuste de 294% no período e passando de R$ 200 (2002) para R$ 788 (2015). 
5) O aumento dos investimentos públicos, incluindo o das estatais, da qual a maior de todas é a Petrobras. Somente em 2013, os investimentos da empresa ultrapassaram os R$ 103 bilhões;
6) A criação do PAC, que permitiu a retomada dos investimentos públicos em infra-estrutura, com inúmeras grandes obras sendo realizadas pelo país afora: Usinas Hidrelétricas de Jirau, Belo Monte e Santo Antônio, duplicação de milhares de quilômetros de rodovias, construção da usina nuclear de Angra 3, das ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Leste-Oeste, Transposição do Rio São Francisco. 
Esse conjunto de políticas anti-ciclícas keynesianas, implementadas pelos governos Lula e Dilma, foi o responsável por impedir que o Brasil mergulhasse numa brutal recessão e permitiu que o país continuasse crescendo (num ritmo menor, é claro), mesmo com toda a economia mundial mergulhada numa Grande Recessão.
Foi somente por isso que o Brasil continuou crescendo, os salários reais dos trabalhadores continuaram aumentando e o desemprego no país despencou durante os governos Lula e Dilma. 
Portanto, a Petrobras (bem como as demais empresas públicas), teve um papel muito importante no combate aos efeitos da crise global, pois o aumento dos seus investimentos colaborou e muito para que o Brasil não mergulhasse numa depressão econômica semelhante à que atingiu os EUA e  UE e que foi responsável por fazer com que a taxa de desemprego chegasse a quase 52% entre os jovens espanhóis e a quase 60% entre os jovens gregos. 

Então, ao escolher Aldemir Bendine para presidir a Petrobras, Dilma reafirmou o seu compromisso com a manutenção da empresa como sendo uma empresa pública, estatal, sob controle nacional, e que está à serviço de um projeto de país marcado pelo desenvolvimento econômico, pela distribuição de renda, pela sustentabilidade (a Petrobras investe muito na produção de etanol, um combustível renovável, em biocombustíveis) e pela inclusão social.
A taxa média anual de desemprego no Brasil despencou durante os governos Lula e Dilma, caindo de 12,6% em 2002 para 4,8% em 2014, acumulando uma queda de 61,9%. Enquanto isso, mais de 61 milhões de empregos foram perdidos no mundo todo desde o início da crise em 2007-2008, segundo a OIT.



É bom ressaltar que essa campanha feita pela Grande Mídia e pela oposição reacionária contra a Petrobras não tem nada a ver com o 'combate à corrupção'. 

Afinal, a corrupção está presente em inúmeras outras empresas brasileiras, públicas e privadas, nas esferas federais, estaduais e municipais e não se vê essa campanha permanente contra essas outras empresas que também estão envolvidas em irregularidades.

Vide o caso do Metrô de SP/Alstom/Siemens, que envolveu o desvio de R$ 835 milhões da empresa pública paulista, segundo o Ministério Público do estado de São Paulo, sendo que o faturamento da empresa em 2013 foi de apenas R$ 2 bilhões.

Assim, os desvios representaram 41,75% do faturamento do Metrô de SP em 2013.

No caso da Petrobras, os desvios constatados pelo Ministério Público Federal chegam a R$ 2,1 bilhões, o que representa apenas 0,7% do faturamento da Petrobras em 2013 (que foi de R$ 304,8 bilhões). 

Desta maneira, fica mais do que evidente que a verdadeira razão para essa campanha permanente contra a maior empresa pública brasileira, que é a Petrobras, tem outros objetivos, estando apenas disfarçada como de 'combate a corrupção'.

A razão dessa campanha é desmoralizar a Petrobras e derrubar o governo Dilma, para que, com isso, a maior empresa estatal do país (e uma das maiores do mundo no setor de energia) possa vir a ser 'enxugada, concedida, vendida ou extinta' (que foi o que o senador tucano José Serra defendeu em entrevista para o 'Estadão'). 

Aliás, Serra também defendeu o fim do Regime de Partilha do pré-sal, que garante que 75% da renda líquida do pré-sal fique com o Estado brasileiro, em vez de ser levada embora do país para enriquecer meia-dúzia de grandes especuladores financeiros, que é o que ele e a oposição tucana e midiática, na prática, defende. 

E o mesmo senador tucano também defendeu o fim da política de conteúdo nacional do setor petrolífero, que permitiu que a indústria de construção naval brasileira literalmente ressuscitasse, tornando-se a 4a. maior do mundo em apenas uma década e gerando empregos para 80 mil trabalhadores, contra cerca de apenas 3 mil em 2002. 

Caso tal projeto do senador tucano e da oposição midiática, reacionária, golpista e manipuladora, que possui um nítido caráter anti-nacional e anti-popular, fosse colocado em prática a mesma iria, inevitavelmente, reduzir o Brasil à condição de mera neocolônia totalmente dependente do capital especulativo globalizado, as políticas de inclusão social e de distribuição de renda seriam jogadas na lata de lixo, as empresas públicas simplesmente deixariam de existir, pois seriam 'enxugadas, vendidas, concedidas ou extintas'.

Não podemos esquecer que foi esse mesmo projeto, neoliberal e excludente, que fez a taxa de desemprego ultrapassar os 25% na Grécia e na Espanha e que aumentou o número de desempregados no mundo, segundo a OIT, em mais de 61 milhões após o início da crise global neoliberal em 2007-2008.

Desta maneira, com a adoção da catastrófica política defendida pelo tucanato e pela Grande Mídia 'brazileira', o Brasil se transformaria numa gigantesca Grécia pré-Syriza, onde metade da população vivia abaixo da linha da pobreza e não havia nenhuma perspectiva de se melhorar as condições de vida da população.

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras cresceu 18% entre Dezembro de 2013 e Dezembro de 2014. Quantas outras empresas de petróleo do mundo conseguiram obter o mesmo resultado neste período de tempo?

Obs: A Grande Mídia 'brazileira' também noticiou que a indicação de Aldemir Bendine para presidir a Petrobras foi ruim para o mercado. 

Então, se o mercado não gostou da indicação de Aldemir Bendine, então isso significa que ela foi boa para o povo brasileiro.
Afinal, Dilma não foi eleita para governar em benefício de meia dúzia de grandes especuladores internacionais que estão pouco se lixando para as pessoas, mas em benefício do povo brasileiro.

Valeu, Dilma!


Links:

Dieese diz que combate à corrupção não pode diminuir a importância da Petrobras


Defender a Petrobras é defender o Brasil


O que Bendine deverá fazer na Petrobras - por Fernando Brito


Breno Altman: Dilma vira o jogo na Petrobras


José Serra defende privatização da Petrobras e fim do Regime de Partilha do pré-sal


Paulo Moreira Leite: Indicação de Bendine é mais positiva do que parece:


Taxa média anual de desemprego do Brasil entre 2003-2014:


OIT: Mundo perdeu mais de 61 milhões de empregos desde o início da crise global:


Nenhum comentário: