sábado, 20 de junho de 2015

Afinal, porque as empresas brasileiras da Construção Civil precisam ser protegidas e salvas? - Marcos Doniseti!

Afinal, porque as empresas brasileiras da Construção Civil precisam ser protegidas e salvas? - Marcos Doniseti!
A direita neoliberal, entreguista, reacionária e vende-pátrias dizia que a Petrobras não iria conseguir produzir nada no pré-sal. Mas a empresa bate sucessivos recordes de produção de petróleo no mesmo. O complexo de vira-latas foi derrotado novamente. 
Os reacionários golpistas tentaram destruir a Petrobras, mas fracassaram.

Agora, o alvo são as empreiteiras nacionais (Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão), que são altamente eficientes e que são competitivas no mundo todo, fazendo inúmeras obras de grande porte na África, América Latina e Oriente Médio. Tais empresas são 'top de linha', mesmo quando comparadas com as suas similares dos países desenvolvidos. 

Mas agora elas estão sendo alvo de uma campanha midiática e judiciária de desmoralização, tal como aconteceu com a Petrobras, que visa, basicamente, destruir as mesmas. Se isso acontecer, um setor fundamental para a economia brasileira será inteiramente destruído. 

Petróleo e Construção Civil são dois dos raros setores da economia brasileira em que predomina o capital nacional (público e privado) e que dependem, fundamentalmente, da atuação do Estado brasileiro. A Petrobras tem a maior parte do seu capital acionário nas mãos do Estado e as empreiteiras, mesmo sendo privadas, dependem fundamentalmente dos investimentos públicos feitos em usinas hidrelétricas, metrôs, rodovias, ferrovias, aeroportos, entre outros. 

Logo, tais setores são fortemente dependentes da atuação do Estado brasileiro. Sem essa decisiva participação estatal, eles nem existiriam, de fato.

Eles foram de grande importância, por exemplo, quando o governo Lula combateu os efeitos da grande crise financeira global que começou em 2007-2008. 

Entre as principais medidas tomadas pelo Presidente Lula, na época, para combater a crise que era originária dos países ricos (EUA, UE e Japão), tivemos o aumento dos investimentos da Petrobras e dos investimentos públicos na área da Construção Civil (com a ampliação do PAC e a criação do Minha Casa Minha Vida).

Como resultado disso, o PIB da Construção Civil brasileira cresceu 52,5% entre 2004 e 2013. 

Portanto, o governo Dilma precisa acordar e fazer alguma coisa para proteger as empreiteiras brasileiras, sim, antes que todas elas fechem as portas.
Atualmente, a Petrobras já extrai 726 mil barris diários de petróleo no pré-sal. Mas segundo Reinaldo Azevedo e Carlos A. Sardenberg, isso jamais aconteceria, pois 'o petróleo do pré-sal só existe na campanha do governo'. Sabem tudo sobre o assunto, esses dois 'brilhantes analistas', não é mesmo?
Afinal, se as empreiteiras brasileiras quebrarem, quem fará as obras de infra-estrutura do pacote de concessões, no valor de R$ 200 bilhões? Papai Noel? A cegonha? O Monstro do Lago Ness? Claro que não. Serão as Empreiteiras estrangeiras, mesmo, principalmente as da Europa e dos EUA, que estão sedentas por entrar no mercado brasileiro da construção civil, que é um dos maiores do mundo e que irá se expandir muito nas próximas décadas, em função de todos os investimentos que precisarão ser feito para se ampliar e melhorar a infra-estrutura do país.  

Porém, tal mercado já é dominado, há várias décadas, por empreiteiras brasileiras, de capital nacional, e que estão entre as melhores e mais desenvolvidas do mundo, sendo extremamente competitivas mesmo no mercado internacional. 

Logo, claramente estamos assistindo a uma ofensiva do capital estrangeiro (e dos seus sócios minoritários e virtuais lobistas que atuam no país) para se apossar do petróleo e do pré-sal, da Petrobras, do setor financeiro e do setor da Construção Civil, que são os setores mais importantes da economia brasileira e nos quais o capital nacional é inteiramente dominante.
A Usina hidrelétrica de Belo Monte será a quarta maior do mundo quando estiver concluída e está sendo construída por empreiteiras brasileiras, com tecnologia própria e que usam força de trabalho nacional. Mas se a operação Lava-Jato resultar na destruição das empreiteiras nacionais, isso estará com os dias contados. Aliás, o BNDES emprestou R$ 22,5 bilhões para que a obra fosse viabilizada. 
Toda esta tentativa do capital estrangeiro de destruir a Construção Civil brasileira e de se apossar do pré-sal (vide o projeto do senador tucano José Serra no Senado) está sendo feito com a ajuda dos neoliberais colonizados e entreguistas de sempre, que são os mesmos que foram contra a criação da Petrobras e do monopólio estatal do petróleo e que sempre sabotaram as tentativas de se promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil em bases autônomas e soberanas e com significativa atuação do Estado.

Aliás, não é à toa, também, que tais setores colonizados e entreguistas iniciaram uma campanha para desmoralizar e enfraquecer o BNDES, um banco de fomento e que foi fundamental para que o Brasil fosse uma das economias que mais cresceu no mundo no Pós-Guerra. 

Até porque, se o BNDES reduzir substancialmente a sua atuação, os bancos privados (nacionais e estrangeiros) irão ganhar mercado, aumentando ainda mais os seus já imensos lucros (somente o Itaú, em 2014, lucrou a 'modesta' quantia de R$ 20,2 bilhões). 

E de quebra, os entreguistas e colonizados ainda conseguirão inviabilizar o governo Dilma, que acabou de lançar um pacote de obras de R$ 200 bilhões em infra-estrutura, mas que sem as empreiteiras brasileiras, não terão como ser realizadas, a não ser que elas sejam feitas, bingo, por empreiteiras da Europa e dos EUA.

Logo, tal iniciativa contra a Construção Civil de capital nacional irá, também, criar as condições para que a Direita Neoliberal e reacionária volte a governar o país, bem antes do que se pensa.

Assim, entendo que já passou da hora do governo Dilma agir, claramente, no sentido de se proteger e salvar, sim, o setor da Construção Civil brasileira, que é de fundamental importância para a economia do país. E também sou contra a vinda de empreiteiras estrangeiras para cá.

A Construção Civil brasileira tem um padrão de qualidade de nível mundial e tudo o que o setor utiliza (os insumos) é produzido aqui mesmo. Com a vinda de empreiteiras estrageiras, isso também irá acabar, pois é claro que elas irá trazer equipamentos, mão-de-obra e insumos dos seus países de origem (EUA e União Europeia), que ainda estão longe de se recuperarem da crise econômica e social que começou em 2007-2008.

Lembram-se quando as empresas de telecomunicações estrangeiras (Telefonica, por exemplo) compraram a Telebras e as suas empresas (Telesp, Telerj, etc). Elas trouxeram força de trabalho e equipamentos de seus países de origem, gerando desemprego para centenas de milhares de trabalhadores brasileiros. 
A Presidenta Dilma e o então governador baiano Jacques Wagner na inauguração da primeira linha do Metrô de Salvador, que está sendo construído pelas  empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Tal ofensiva contra Petrobras, o BNDES e a Construção Civil brasileiras, portanto, pode muito bem ser compreendida como mais uma tentativa do Imperialismo Capitalista, que já tem mais de 600 anos de existência, de aumentar o saque e a exploração das riquezas e da força de trabalho dos países emergentes (que foram, durante vários séculos, antigas colônias destes Impérios) a fim de superar a crise na qual mergulharam, há 8 anos, e que ainda está longe de terminar. 

Basta ver que a taxa de desemprego na União Europeia está em 9,8%, possuindo mais de 23,8 milhões de trabalhadores desempregados. E na Zona do Euro a taxa de desemprego é ainda maior, chegando aos 11,2%. 

E uma excelente maneira de reduzir o desemprego nos países ricos é mandando os seus trabalhadores para os países emergentes, depois que as suas empresas passarem a dominar setores fundamentais da economia destes países, como são os da Construção Civil, Petróleo e o Sistema Financeiro. 

Isso explica, e muito, os motivos que estão por trás dessa campanha ostensiva e violenta que se faz contra empresas brasileiras (Petrobras, BNDES, Empreiteiras nacionais) e que atuam em três setores de grande importância na economia brasileira e mundial. 

O Brasil é um dos poucos países do mundo no qual temos um conjunto de empreiteiras de primeiro nível em termos globais, tanto que elas ganham inúmeras concorrências pelo mundo todo (América Latina, África, Oriente Médio).

E a Construção Civil é um dos poucos setores da economia brasileira em que predomina, inteiramente, o capital nacional e no qual todos os insumos utilizados são produzidos internamente.

Este é um cenário totalmente diferente, por exemplo, da indústria automobilística existente em nosso país, que é de capital 100% estrangeiro e que importa grande parte das peças e componentes que utiliza.

Além disso, o Brasil é, atualmente, um dos maiores canteiros de obras do mundo.

São bem poucos os países no qual se faz tantas obras como as que são construídas no Brasil atualmente: usinas hidrelétricas, ferrovias, rodovias, aeroportos, transposição do São Francisco, etc.

Afinal, quantos países estão construindo obras do porte de uma usina de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, bem como de uma Transposição do Rio São Francisco? Em quantos países do mundo ainda há tanto a ser feito nos setores de habitação, transporte coletivo (metrôs, corredores exclusivos de ônibus), saneamento básico, saúde e educação?

Estes são setores da economia e da sociedade brasileira que irão exigir Trilhões de Reais de investimentos nas próximas décadas.

Portanto, existe um verdadeiro 'pré-sal da Construção Civil' no Brasil, com mercado crescente e lucros garantidos, e por muitos anos, ainda.

E é justamente por isso que empreiteiras estrangeiras querem destruir as brasileiras e, assim, poder dominar o setor, que é uma verdadeira mina de ouro para o grande capital.
O BNDES financiou a Odebrecht, que ampliou o porto de Mariel, em Cuba, e cujas obras geraram 150 mil empregos no Brasil, pois 80% de tudo o que foi usado nas obras do porto foi produzido no Brasil. A exportação de serviços é o principal item do comércio internacional, embora a oposição neoliberal entreguista e colonizada do Brasil desconheça totalmente este fato. No Brasil, o setor de serviços representa 68,5% do PIB e é responsável por 78,5% dos empregos formais existentes no país. 
E os setores reacionários, colonizados e entreguistas de sempre que existem em nosso país (que são os mesmos que diziam que a Petrobras​ não conseguiria extrair uma gota de petróleo do pré-sal sequer) estão fazendo de tudo para que isso aconteça.

Caso estes setores reacionários e entreguistas consigam atingir os seus objetivos, então a capacidade de atuação do Estado brasileiro, na área econômica e social, será dizimada e, daí, podem dizer adeus a este país e começar a procurar outro para morar.

E dizer que depois ainda vejo intelectuais, supostamente de esquerda, afirmarem que não há um movimento golpista em andamento no Brasil. 

Se tudo isso não faz parte de uma ação que visa inviabilizar o governo Dilma e destruir a capacidade do Estado brasileiro de formular e aplicar políticas que promovam o desenvolvimento econômico, social, científico, tecnológico e cultural do país, é o que, então?


Links:

A prisão dos empreiteiros e a economia brasileira:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/185673/Com-o-PIB-na-cadeia-o-que-acontece-na-economia.htm

Petrobras bate novo recorde de produção no pré-sa em Maio:

http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/dois-novos-recordes-de-producao-no-pre-sal-alcancados-em-maio.htm


Entre 1999 e 2002 (governo FHC) o PIB do setor da Construção Civil cresceu apenas no ano 2000, caindo em 1999, 2001 e em 2002. Já entre 2004 e 2012,  ele cresceu continuamente. Em 2012 a expansão foi de 1,4% e em 2013 foi de 1,9% (ver links abaixo).O ano de 2009 foi atípico, com uma pequena queda de 0,7%, devido aos efeitos da crise global iniciada em 2007-2008 nos países ricos, mas que foi rapidamente compensada pela forte expansão do ano seguinte (2010), que chegou a 11,6%. 
Expansão do PIB da Construção Civil brasileira:

http://monografias.brasilescola.com/engenharia/estudo-sobre-mercado-trabalho-construcao-civil-brasileira.htm

http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/negocios/pib-da-construcao-cresce-19-em-2013-308051-1.aspx

http://www.cbicdados.com.br/menu/home/construcao-civil-cresce-14-em-2012

Lucro do Itaú cresceu de R$ 15,7 bilhões em 2013 para R$ 20,2 bilhões em 2014 (crescimento de 28,7%).

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/02/lucro-do-itau-unibanco-sobe-para-r-20242-bilhoes-em-2014.html

Taxa de desemprego na União Europeia é de 9,8%; Na Zona do Euro chega a 11,2%:


Exportações de serviços do Brasil e sua participação no PIB e na geração de empregos:

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