segunda-feira, 13 de julho de 2015

Euronazismo triunfa e Alemanha aniquila o processo de unificação europeu! - Marcos Doniseti!

Euronazismo triunfa e Alemanha aniquila o processo de unificação europeu! - Marcos Doniseti!

Imposição de fracassadas políticas de arrocho à Grécia representa o começo do fim da União Europeia. Como disse Paul Krugman, o projeto original de integração europeia foi traído. O que temos, agora, é uma Ditadura das Finanças, do capital financeiro, em especial. Isso representa o triunfo do Euronazismo. É o IV Reich Alemão. Merkel triunfou onde Hitler fracassou. 
O Euronazismo de Angela Merkel, que defende com unhas e dentes os interesses do Grande Capital Financeiro europeu, principalmente o germânico, está aniquilando os alicerces do processo de integração europeia. Antigamente ele beneficiava a todos os países membros. Agora, somente a Alemanha consegue, de fato, lucrar com o mesmo. 
O  que se pode concluir do 'acordo' fechado entre a UE e o governo grego é que o projeto de unificação europeia está indo para o ralo. 

Este programa de arrocho que será imposto à Grécia é a repetição, em doses ainda mais cavalares, daquele que já foi adotado entre 2009 e 2014 e que foi um gigantesco fracasso. O mesmo implicará em mais arrocho salarial, aumento de impostos, corte de beneficíos previdenciários, privatizações, redução de gastos públicos, enfim, tudo aquilo que já foi feito anteriormente e que fracassou totalmente.

Entre outras consequências nefastas, a política de arrocho anterior elevou a dívida pública grega de 113% para 175% do PIB, aumentou a taxa de desemprego para 25% e fez mais de 50% dos jovens gregos ficarem desempregados. 

A Alemanha, com seu imenso poder econômico e financeiro, está destruindo os alicerces de todo o processo de integração do Velho Mundo, que começou logo após o final da Segunda Guerra Mundial e que demorou décadas para ser construído, e que visava beneficiar a todos os povos e países europeus.

A origem deste processo de integração europeu se deu com a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, que foi criada em 1951 pela Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo e que deu origem à Comunidade Econômica Europeia, que começou a funcionar em 1958. 

Tal processo demorou décadas para ser construído e o mesmo visava beneficiar a todos os povos e países europeus.

Mas depois da criação do Euro, a Alemanha unificada usou da moeda única e do BCE para impor um novo projeto político, que visa submeter os demais países europeus aos interesses do Grande Capital Financeiro, principalmente o dos bancos alemães. 
Angela Merkel está sendo bem sucedida onde Hitler fracassou, conseguindo submeter toda a Europa sem disparar um único tiro.
Como se percebe, o velho espírito imperialista alemão está mais forte do que nunca. 

E o mesmo irá destruir a Europa, tal como os alemães já fizeram em duas oportunidades no século XX (na Primeira e na Segunda Guerra Mundial). 

E agora os alemães estão empenhados em destruir a Europa mais uma vez, transformando a economia e as sociedade dos outros países em terra arrasada, a fim de facilitar a dominação germânica sobre o continente. 

Talvez esse processo demore mais tempo do que nas duas vezes anteriores, mas eles irão conseguir. Para isso, basta dar continuidade às políticas de arrocho que estão sendo impostas atualmente.

Quem viver, verá. 

Merkel enterra processo de integração europeu!

O processo de integração europeu acabou. O que existe, agora, é um projeto de imposição da vontade dos alemães, do capital financeiro germânico, em especial, que enfia os seus interesses goela abaixo de todos os europeus e não apenas dos gregos. 

Se um programa de governo de centro-esquerda, tipicamente keynesiano, como é o do Syriza, não pode ser adotado mesmo em um pequeno país do Velho Mundo, porque o capital financeiro não o permite, então isso significa que a União Europeia se transformou numa Ditadura das Finanças. 

Somente em regimes ditatoriais é que não se permite a existência e a adoção de políticas alternativas. E é justamente isso que ocorre na UE atualmente. Aliás, o nome do bloco não se justifica mais. Não existe 'união' alguma. 

O que temos, agora, é o IV Reich alemão, imposto pelo capital financeiro. 


Mesmo adotando um plano de governo de centro-esquerda, de caráter keynesiano, o governo de Tsipras e do Syriza vem sendo tratado de forma brutal pelo Eurogrupo, que faz de tudo para inviabilizar a adoção de políticas alternativas às de arrocho que a UE impõe aos seus membros, caracterizando uma clara Ditadura das Finanças no bloco europeu.

Angela Merkel conseguiu, usando o Euro e o BCE, aquilo que Hitler tentou fazer, mas fracassou, por meio de guerras brutais e criminosas. Merkel conquistou e submeteu toda a Europa Ocidental ao Império Alemão. É o triunfo do Euronazismo.

Merkel e o sistema financeiro querem destruir a Grécia para que nenhum outro país siga o exemplo do povo grego e se levante contra a Ditadura das Finanças que existe na Zona do Euro e na União Europeia. 

Como disse o Paul Krugman, isso representa exatamente o oposto do projeto de unificação europeia original, que visava a beneficiar a todos os países membros, bem como os seus respectivos povos. Tal projeto foi traído. E está sendo aniquilado pelo Euronazismo de Angela Merkel e do sistema financeiro alemão. 

O projeto de unificação europeia está caminhando para um desastre de proporções apocalípticas.

Porque fazer isso com a pequena Grécia é uma coisa. Quero ver fazer o mesmo com a França, Espanha ou a Itália, onde a insatisfação com o atual processo europeu é bastante significativa.

Aliás, não é à toa que, nestes países, forças que são críticas das políticas de arrocho estão se fortalecendo política e eleitoralmente, algo que também acontece em inúmeros outros países europeus, até mesmo na Escandinávial do Welfare State (Estado de Bem-Estar Social). 

Ou os europeus enfrentam e derrubam a Ditadura das Finanças e o IV Reich alemão ou este irá destruir a Europa. 


Quem viver, verá. 


Taxa de desemprego entre os jovens disparou na Grécia a partir da adoção das políticas de arrocho, que começaram a ser implementadas em 2009. 

Links:

Francisco Louçã: O princípio do fim da União Europeia:


Paul Krugman: Exigências do Eurogrupo são uma loucura:


Ministro das Finanças da Alemanha confessou que pretendia expulsar Grécia da Zona do Euro:


Pela terceira vez na história a Alemanha está destruindo a Europa:

http://www.esquerda.net/breves/pela-terceira-vez-na-historia-alemanha-esta-destruir-europa?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook


A Dívida Pública grega disparou a partir de 2009, quando começaram a ser adotadas as políticas de arrocho, por imposição da Troika (BCE, UE, FMI).
Joseph Stiglitz: É inconcebível exigir mais austeridade à Grécia:



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