quinta-feira, 9 de julho de 2015

Índices já mostram desaceleração da Inflação! - Marcos Doniseti!

Índices já mostram desaceleração da Inflação! - Marcos Doniseti!
Taxas de inflação no Brasil entre 1994 e 2014. 
Em São Paulo, a inflação calculada pela Fipe fechou o mês de Junho em 0,47%, contra 0,62% em Maio e 1,1% em Abril. 

No primeiro trimestre a inflação (segundo o IPC-Fipe) foi de 1,62% em Janeiro, 1,22% em Fevereiro e de 0,70% em Março, acumulando 3,58% nos três primeiro meses do ano. Em abril,  taxa foi de 1,10%, em Maio foi de 0,62% e em Junho foi de 0,47%, acumulando 2,21% no segundo trimestre.

O INPC de Junho fechou em 0,77%, contra 0,99% em Maio e 0,71% em Abril. Nos três primeiros meses deste ano as taxas de inflação (INPC) tinham sido de 1,48% (Janeiro), 1,16% (Fevereiro) e 1,51% (Março). Entre Janeiro e Março a inflação acumulada foi de 4,2%. Já entre Abril e Junho ela foi de 2,5% (queda de 40,5% em relação ao primeiro trimestre do ano).

O IPCA (IBGE, índice oficial de inflação) mostrou uma inflação de 3,83% no primeiro trimestre deste ano (1,24% em Janeiro, 1,22% em Fevereiro e 1,32% em Março) e de 2,25% no segundo trimestre (0,71% em Abril, 0,74% em Maio e 0,79% em Junho), também apontando para uma desaceleração da taxa.

Assim, tivemos:

IPCA = 3,83% entre Janeiro e Março; 2,25% entre Abril e Junho;
INPC = 4,20% entre Janeiro e Março; 2,5% entre Abril e Junho;
IPC-Fipe = 3,58% entre Janeiro e Março; 2,21% entre Abril e Junho.

Assim, a taxa de inflação desacelera rapidamente, depois de alguns meses de elevação devido aos aumentos de preços de tarifas de transporte (metrô, ônibus), energia (devido à seca, que levou ao funcionamento das termelétricas, cujo custo de geração é maior do que o das hidrelétricas, o que acabou sendo repassado aos consumidores) e da desvalorização do Real (que encarece os produtos importados, que representam 10% do PIB).

Aliás, essa desvalorização do Real, que levou ao aumento do preço dos produtos importados já surtiu efeito sobre a balança comercial brasileira, que acumulou um superávit de US$ 2,85 bilhões até o início de Julho. 

Com o fim destas pressões inflacionárias, a tendência, agora, é termos uma progressiva queda da taxa de inflação, já neste segundo semestre. 

E para o ano que vem, as previsões apontam para uma taxa bem menor, pois as razões que levaram ao aumento da inflação neste ano não irão se repetir em 2016, que foram a seca, o forte aumento das tarifas de transporte coletivo, de água e energia, bem como os efeitos da desvalorização do Real, que serão absorvidos integralmente em 2015.   
Uma década de crescimento econômico, entre 2004 e 2013, permitiram a ascensão social e econômica de milhões de brasileiros para as classes ABC que, somadas, passaram a representar 75% da população brasileira atualmente, contra apenas 45% em 2003. 
Desta maneira, o próprio Banco Central prevê uma inflação de 4,8% para o final de 2016. E o Boletim Focus do BC, que reúne as previsões do mercado financeiro, apontam para uma taxa acumulada de 5,45% em 2016.

Assim, com a sensível queda da inflação que acontecerá no próximo ano, em 2016 teremos o início de um processo de redução da taxa Selic, que hoje está em 13,75% ao ano, mas que em termos reais, descontada a inflação acumulada em 12 meses, que é de 8,89% segundo o IPCA (IBGE), fica em 4,9% ao ano.

Com a redução da taxa Selic, que teremos em 2016, teremos o início de um processo de retomada do crescimento econômico, redução do desemprego e recuperação dos salários dos trabalhadores. 

Além disso, já em 2015 teremos uma forte redução do déficit externo (em transações correntes) devido aos efeitos do aumento do superávit comercial, da queda dos gastos de turistas brasileiros no exterior e da redução da remessa de lucros para o exterior.

Nestas circunstâncias, em que temos a redução do déficit externo, queda da inflação, diminuição da taxa Selic, o pacote de concessões na área de infra estrutura,  o aumento dos recursos do Plano Safra (para o agronegócio e para a agricultura familiar) em 20% para os anos de 2015-2016, a divulgação do plano que visa estimular as exportações, a fase 3 do Minha Casa Minha Vida,  a retomada do crescimento econômico começará em 2016 e deverá se acelerar em 2017 e em 2018.

A volta do crescimento econômico, por sua vez, fará com que a situação das contas públicas volte a melhorar, pois a arrecadação de impostos retomará a sua trajetória de crescimento, permitindo a redução do déficit público nominal para um patamar bem inferior ao que tivemos em 2014 (de 6,6% do PIB).

Desta maneira, o Brasil terá plenas condições de iniciar um novo ciclo de crescimento econômico, tal como aquele que tivemos entre 2004 e 2013 e que permitiu a ascensão social e econômica de 50 milhões de pessoas, sendo que 10 milhões subiram para as classes AB e outros 40 milhões ascenderam para a classe C. 

Links:

Fipe - Inflação em Junho fecha em 0,47%:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-07/inflacao-em-sao-paulo-fecha-junho-em-047-e-acumula-alta-de-806-em-12-meses

INPC - Taxas mensais e anuais de inflação:

http://www.portalbrasil.net/inpc.htm

IPCA - Taxas mensais e anuais de inflação:

http://www.portalbrasil.net/ipca.htm

IPC-Fipe - Taxas mensais e anuais de inflação:

http://www.portalbrasil.net/ipc.htm

Brasil: Superávit Comercial chega a US$ 2,85 bilhões até o começo de Julho:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/07/balanca-comercial-inicia-julho-com-superavit-de-us-636-milhoes.html

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