quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Apenas o crescimento econômico promoverá o equilíbrio das contas públicas brasileiras! - Marcos Doniseti!

Apenas o crescimento econômico promoverá o 
equilíbrio das contas públicas brasileiras! - Marcos 
Doniseti!
A Dívida Pública Líquida do Brasil teve uma queda sensível durante os governos Lula e Dilma, caindo de 60,4% do PIB (2002) para 33,6% do PIB atualmente (dados de 2015). Isso somente aconteceu porque o Brasil viveu um ciclo de crescimento econômico que durou 10 anos (2004-2013), durante o qual o PIB brasileiro cresceu de US$ 459 bilhões (2002) para US$ 2,3 trilhões (2014). 
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, defende uma visão diferente daquela que é patrocinada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Enquanto Barbosa diz que somente o crescimento econômico poderá levar a um ajuste nas contas públicas, Levy prioriza o ajuste fiscal, mesmo que em prejuízo do crescimento econômico.
Entendo que Nelson Barbosa está certo: Somente a retomada do crescimento econômico pode levar a uma melhora na situação das contas públicas.
Afinal, quando a economia entra em Recessão, como aconteceu em 2015, a arrecadação de impostos despenca, o que leva a um forte aumento do déficit público nominal, pois as despesas públicas não tem como ser, de fato, reduzidas, já que elas estão engessadas com aumentos de gastos com o funcionalismo público, investimentos inadiáveis (infra-estrutura, educação, etc), programas sociais, gastos previdenciários, pagamento da Dívida Pública, entre outros.

Assim, o único jeito, novamente, de reequilibrar as contas públicas, é por meio da retomada do crescimento econômico, o que leva a um aumento na arrecadação de impostos.
E esta deveria ser a prioridade total do governo Dilma a partir de agora: retomar o crescimento econômico. E para que isso aconteça a taxa Selic deveria começar a ser reduzida imediatamente.
Isso, inclusive, contribuiria para barrar o processo de aumento do desemprego, pois quando os empresários vissem que o crescimento econômico voltou a ser uma prioridade total do governo Dilma, eles interromperiam as demissões.
E com a estabilização do desemprego, a população ficaria mais confiante para consumir, colaborando para a retomada da economia. E isso, por sua vez, levaria a um aumento da produção e a uma futura queda da taxa de desemprego, o que aumentaria o grau de confiança dos empresários e dos consumidores no futuro do país. E o aumento do otimismo seria uma nova injeção de ânimo para a economia brasileira. 
Então, vamos reduzir a taxa Selic! E Já!

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Para Nelson Barbosa, equilíbrio fiscal exige a retomada do crescimento econômico:

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