terça-feira, 15 de setembro de 2015

Desvalorização do Real já aumentou a competitividade externa da indústria brasileira! - Marcos Doniseti!

Desvalorização do Real já aumentou a competitividade 
externa da indústria brasileira! - Marcos Doniseti!
A Embraer é uma das maiores exportadoras do Brasil, sendo a terceira maior produtora de aviões do Mundo. Com a desvalorização do Real, seus produtos ficarão mais competitivos no mercado internacional. 
A indústria brasileira já começou a ganhar competitividade externa em função das desvalorização do Real. o que irá gerar um expressivo superávit comercial já em 2015 (por volta de US$ 15 bilhões) e que será ainda maior em 2016 (talvez fique entre US$ 25 e US$ 30 bilhões).
Segundo dados do Funcex, a rentabilidade das exportações brasileiros aumentou em 12,6% em Julho deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Quanto o Plano Real foi lançado (01/07/1994, no governo de Itamar Franco), o governo cometeu o erro de permitir a supervalorização da nova moeda brasileira, o que fez a cotação do dólar desabar para R$ 0,82 nos meses seguintes.
Tal política de sobrevalorização do Real teve continuidade durante o governo FHC (usava-se a chamada 'âncora cambial' para manter a inflação artificialmente reduzida) e somente em 2002 é que o valor do Dólar passou por uma forte valorização, devido às sucessivas crises das contas externas que tivemos no país em 1998, 2001 e em 2002.
Com isso, tivemos um expressivo aumento das exportações brasileiras (pois os produtos nacionais ficaram mais baratos com a forte desvalorização que tivemos em 2002, em especial).
Quando Lula tomou posse a cotação do dólar estava em R$ 3,54. Mas a própria melhora da situação das contas externas do país que ocorreu no governo petista e o aumento de investimentos externos diretos no país levaram a um novo ciclo de valorização do Real, que chegou a R$ 1,65 no final do segundo mandato de Lula.
Se atualizarmos o valor do Dólar do final de 2002 c(R$ 3,54) pela inflação acumulada desde então (111%) dá R$ 7,48. Mesmo se desconte deste valor a inflação acumulada em dólares desde 2003, ainda assim fica comprovado que o Real sobrevalorizou-se substancialmente entre 2003-2014, pois a taxa de inflação dos EUA é muito menor do que a do Brasil.
Manter o Real sobrevalorizado desde a introdução do Plano Real foi o maior de todos os erros cometidos por todos os governos desde então (1994): Itamar, FHC, Lula e Dilma. Isso destruiu a competitividade exterrna (e até interna) da indústria brasileira, que perdeu mercados importantes de exportação e abriu espaço para importações significativas de insumos industriais. Tivemos, assim, um processo de substituição da produção nacional pela importada.
E foi justamente por isso que a participação da indústria brasileira no PIB diminuiu tanto.
Agora, com essa desvalorização do Real que tivemos em 2015, a indústria brasileira volta a ser competitiva e ganhará novos mercados externos nos próximos anos, além de passarmos por um processo de substituição de importações.
Caso essa desvalorização do Real não seja revertida (e espero que isso não aconteça) e tenhamos, em breve, o início de um processo de redução da taxa Selic (já que a inflação prevista para 2016 é bem menor do que a que teremos em 2015), então a indústria terá todas as condições para iniciar um processo de crescimento mais acelerado e de voltar a aumentar a sua participação no PIB.
Que assim seja.
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