segunda-feira, 22 de agosto de 2016

De que maneira o Brasil poderia superar a atual crise econômica e social!! - Marcos Doniseti!

De que maneira o Brasil poderia superar a atual crise econômica e social!! - Marcos Doniseti!
Segundo o Banco Mundial, a pobreza crônica caiu de 6,7% para apenas 1,6% em um período de 8 anos, graças às políticas de investimentos na área social e de estímulo ao crescimento adotadas durante os governos Lula e Dilma. 
Existem alternativas ao que o governo Temer pretende fazer para, supostamente, promover a retomada do crescimento econômico, que envolve medidas de arrocho salarial, eliminação de direitos sociais trabalhistas e previdenciários, privatizações maciças (Pré-Sal, bancos públicos, Petrobras, etc), adoção da terceirização generalizada, redução de investimentos públicos em infra estrutura e na área social?

Claro que há alternativas. Sempre existem alternativas.

Adotá-las ou não é uma questão política e não técnica  (econômica e financeira).

O que poderia ser feito no Brasil, hoje, para tirar o país da crise, é o seguinte:

1) Reforma Tributária Progressiva, tributando mais fortemente quem ganha mais e quem tem um patrimônio maior;

2) Tributar os ganhos de capital, que ficaram isentos de pagar impostos a partir de 1995, devido à medida tomada por FHC;

3) Usar os recursos obtidos por meio da tributação progressiva e sobre ganhos de capital para aumentar os investimentos públicos, principalmente em infra estrutura (energia, transportes, telecomunicações), a fim, de diminuir o custo de produção interna e elevar a produtividade da economia como um todo;

4) Diminuir a tributação sobre a população de baixa renda, principalmente sobre aqueles que ganham até 3 salários mínimos mensais (79% dos brasileiros).

Assim, o consumo interno iria se expandir, levando à retomada do crescimento econômico;
O Salário Mínimo teve um aumento de 91,3% no seu poder de compra durante os governos Lula e Dilma, entre 2003-2016, passando de R$ 200 (2002) para R$ 880 (2016). Caso ele tivesse sido reajustado apenas pela inflação acumulada no período (de 130%), o valor atual do Salário Mínimo seria de apenas R$ 460. 
5) Fim das desonerações de impostos, usando os recursos arrecadados para se promover maiores investimentos em saúde, educação, saneamento básico, habitação e transporte coletivo, melhorando a qualidade de vida da população;

6) Manter o dólar cotado num patamar entre R$ 3,50/R$ 3,80, a fim de estimular a substituição de importações pela produção nacional, aumentando a produção interna e gerando empregos no Brasil.

7) Com a adoção desse conjunto de medidas, a economia brasileira retomaria o crescimento, gerando novos empregos, mais salários, maior consumo, criando-se um círculo virtuoso favorável ao crescimento econômico. E a arrecadação de impostos voltaria a aumentar, gerando a redução do déficit público (primário e nominal). 

E a crise terminaria.

Mas a se julgar pelo que já foi anunciado, o governo Temer irá fazer exatamente o contrário de tudo o que precisaria ser feito para que o Brasil superasse a crise.


Fora Temer!

Links:

Banco Mundial: Redução de pobreza crônica no Brasil:


FMI reconhece que políticas neoliberais aumentaram a desigualdade:


Salário Mínimo atingiu o maior poder de compra em 50 anos:

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