quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Golpe aprofundará recessão que ele mesmo provocou! – Marcos Doniseti!

Golpe aprofundará recessão que ele mesmo provocou! – Marcos Doniseti!
Reservas internacionais líquidas brasileiras são, atualmente, de US$ 376 bilhões (eram de US$ 16 bilhões em 2002), contra uma dívida externa total de US$ 332 bilhões. Logo, o Brasil é Credor Externo Líquido, o que nunca havia acontecido na história do país.
Herança de Dilma: Superávit Comercial chega a US$ 28,2 bilhões e bate recorde histórico entre Janeiro e Julho de 2016!

O superávit comercial brasileiro chegou a US$ 28,2 bilhões nos primeiros sete meses de 2016, o que dá uma média mensal de US$ 4 bilhões. Este é um novo recorde histórico para os sete primeiros meses do ano.

Durante o período 2003-2013 (governos Lula e Dilma) o Brasil havia acumulado um superávit comercial de US$ 311 bilhões. Mas em 2014 o Brasil teve o seu primeiro déficit comercial (de US$ 4 bilhões) desde o ano 2000.

Assim, 2014 representou uma reversão da situação do comércio externo brasileiro que tivemos durante o período 2003-2013, quando o Brasil acumulou expressivos superávits comerciais.

E com isso o déficit das contas externas brasileiras (transações correntes) em 2014 passou de 4% do PIB, o que era um patamar muito elevado e insustentável a curto e médio prazo.
Somente em 2015 o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em Investimentos Externos Diretos (Produtivos). O Brasil ficou atrás apenas de China, EUA, Reino Unido e Cingapura.  
Para reverter a situação, o governo Dilma promoveu uma forte desvalorização do Real em 2015, fazendo com que o Dólar chegasse a valer até R$ 4.

É claro que num primeiro momento ocorreu uma especulação muito grande e o valor do Dólar subiu demais. Mas num segundo momento, ocorreu uma acomodação e quando Dilma foi afastada (em 11/05/2016), o Dólar estava cotado a R$ 3,46 e oscilava em torno de R$ 3,50, contra uma cotação de R$ 2,65 no final de 2014.

Logo, entre Janeiro de 2015 e Maio de 2016 o Dólar se valorizou 30,6%.

Com isso, a produção nacional e as exportações brasileiras ficaram muito mais baratas, enquanto que as importações ficaram muito mais caras.

Desta maneira, teve início um processo de substituição de importações, com os produtos importados sendo trocados por produtos nacionais. E isso fez com que o Brasil retornasse à era de superávits comerciais expressivos (2003-2013) e o déficit externo tivesse uma sensível redução já a partir de 2015.

Em Maio de 2014, a produção do pré-sal era de 549 mil barris diários. Apenas 25 meses depois (Junho de 2016), ela chegou a 1,240 milhão de barris diários, acumulando um crescimento de 125,9%. Um dos principais motivos do Golpe contra Dilma foi a recusa desta de abandonar o Regime de Partilha do pré-sal. 
A recessão em 2015-2016 também colaborou para isso, afinal ao se reduzir o consumo interno, as importações também se reduziram.

Porém, mesmo que a economia do Brasil volte a crescer, se a cotação do Dólar se mantiver em torno de R$ 3,45/R$ 3,50, o Brasil continuará desfrutando de elevados superávits comerciais, pois o aumento de demanda interna será atendido com a elevação da produção interna e não com importações, pois estas ficaram muito caras com a desvalorização do Real.

Portanto, foi devido à desvalorização do Real, promovida pelo governo Dilma em 2015, que o Brasil passou a desfrutar, novamente, de elevados superávits comerciais e que as contas externas do país ficaram em situação muito melhor.

Além disso, o Brasil continuou sendo, mesmo com a recessão em 2015-2016, um dos países do mundo que mais atrai investimentos externos produtivos. Entre Julho/2015 e Junho/2016, tais investimentos (IED) chegaram a US$ 78 bilhões.

Logo, o Brasil continuará na lista dos 5 países do mundo que mais atraem investimentos externos diretos (IED), ou seja, investimentos na produção, em 2016, tal como já acontece há muitos anos, desde o governo Lula.

A desvalorização do Real promoveu efeitos inflacionários, como sempre acontece quando a moeda de um país se desvaloriza, e foi por isso que a inflação de 2015 ficou em 10,7% (IPCA), contra uma inflação de 6,5% (2014).
Enquanto o Salário Mínimo subiu, o desemprego despencou durante os governos Lula e Dilma.
Mas os efeitos inflacionários da desvalorização do Real já foram absorvidos pela economia do país e, com isso, a inflação de 2016 será menor, devendo ficar em torno de 7%.

Essa redução da inflação em 2016 deveria obrigar o Banco Central a reduzir a taxa Selic, mas isso não está acontecendo, o que está levando a um aumento da taxa real de juros da economia, o que tem um efeito recessivo, pois juros reais mais elevados desestimulam os investimentos e o consumo.

A estabilização da cotação do dólar em um patamar de R$ 3,45/R$ 3,50 também ajuda na redução da inflação, pois significaria o fim do processo de desvalorização do Real. Com isso, a inflação volta a diminuir, o que já está acontecendo, aliás.

Portanto, se não fosse pelo Golpe de Estado que está em andamento no Brasil desde a vitória de Dilma na eleição presidencial de 2014, a economia brasileira já poderia ter iniciado um novo ciclo de crescimento econômico, combinando elevados superávits comerciais, déficits externos muito menores, substituição de importação, queda da inflação e redução dos juros.

E com a retomada do crescimento, a arrecadação de impostos iria aumentar, gerando a redução do déficit público. Gradualmente, as contas públicas do país voltariam a ficar equilibradas.
Durante o governo de FHC (1995-2002) os investimentos externos produtivos cresceram apenas em função das privatizações (energia, telecomunicações). Depois que elas foram encerradas, tais investimentos caíram sensivelmente. 
Investimentos externos produtivos tiveram um crescimento expressivo durante os governos Lula e Dilma, chegando a US$ 181 bilhões no triênio 2011-2013. 
Mas isso não aconteceu, em função de fatores políticos, ou seja, do Golpe de Estado que tivemos no Brasil e que teve o seu início tão logo ficou claro que Dilma havia vencido a eleição presidencial de 2014.

Desta maneira, foi o Golpe de Estado (que gerou uma grande instabilidade política), a operação Lava Jato (que paralisou obras pelo país inteiro, quebrou grandes construtoras e que gerou o desemprego de 1 milhão de trabalhadores apenas em 2015) e o Terrorismo Midiático (que assustou a população, levando a mesma reduzir substancialmente o seu consumo) que provocaram a atual crise econômica e social que o Brasil vive.

Portanto, a crise econômica brasileira é eminentemente política, pois o Golpe, a Lava Jato e o Terrorismo Midiático fazem parte de uma mesma operação política destinada a derrubar o governo Dilma.

Este Golpe de Estado visa enterrar, de uma vez por todas, a 'Era da Inclusão Social' que tivemos entre 2003-2015, quando os governos Lula e Dilma adotaram uma série de políticas sociais que reduziram a pobreza (40 milhões saíram da miséria), criaram 21 milhões de empregos com carteira assinada, reduziram a concentração de renda (Índice de Gini caiu de 0,59 para 0,51), aumentou o poder de compra do Salário Mínimo em 91% e tirou o Brasil do Mapa da Fome da ONU.

E somente notórios imbecis e desinformados podem acreditar que o Brasil é um país 'quebrado'. Afinal, o Brasil possui US$ 376 bilhões de reservas internacionais líquidas, contra uma dívida externa total de US$ 332 bilhões.
Índice de Gini mede a distribuição de renda. Quanto mais próximo de Zero, menor é a concentração de renda. No Brasil, a renda passou a ser melhor distribuída durante os governos Lula e Dilma.
Logo, o Brasil é Credor Externo Líquido em US$ 44 bilhões, sendo que também é credor do FMI.

Portanto, se não fosse pelo Golpe de Estado, o Brasil já poderia estar crescendo e reduzindo o desemprego.

Mas o Golpe de Estado, bem como as medidas tomadas pelo governo Temer a fim de consolidar o apoio ao mesmo (aumentos de salários do Judiciário, dos funcionários públicos melhor remunerados, renegociação de dívidas dos estados, redução dos investimentos públicos e dos gastos sociais, aumento dos juros reais, arrocho salarial), irá jogar o Brasil em um novo ciclo recessivo.

Afinal, as medidas tomadas pelo governo Temer arrebentam as contas públicas, elevando fortemente o endividamento do Estado, e reduzem a demanda interna (do setor público e da população), pois desestimulam os investimentos produtivos e o consumo, bem como diminuem fortemente os salários e aniquilam ou diminuem bastante o alcance dos programas sociais.

Portanto, em vez de iniciarmos um novo ciclo de crescimento econômico, o que teremos é um aprofundamento do processo recessivo que o próprio Golpe de Estado gerou.

O Golpe de 2016 está, literalmente, destruindo o Brasil.
Durante os governos Lula e Dilma, a Dívida Pública Líquida despencou de 60,4% do PIB (2002) para 34,6% do PIB (2014), acumulando uma queda de 42,7%.
Links:

Balança comercial tem superávit de US$ 28,2 bilhões em sete meses


Balança Comercial do Brasil entre 1983 e 2015:


Déficit Externo fica em 1,7% do PIB entre Julho/2015 e Junho/2016:


Cotação do Dólar:

http://financeone.com.br/moedas/cotacoes-do-dolar

Temer concede novos aumentos para poder Judiciário, que irão beneficiar  Ministério Público e Parlamentares de todo o Brasil: 

http://www.tijolaco.com.br/blog/aumento-para-juizes-aprovado-em-comissao-do-senado-e-depois-para-o-mp-e-os-parlamentares/

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