sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Lula cresce nas pesquisas, mas não subestimem Bolsonaro! - Marcos Doniseti!

Lula cresce nas pesquisas, mas não subestimem Bolsonaro! - Marcos Doniseti!
Lula e o Povo brasileiro: Onde começa um e termina o outro? 
Já li vários comentários de um pessoal por aí dando pouca importância à ascensão do Bolsonaro nas mais recentes pesquisas eleitorais para a eleição presidencial de 2018.

Muitos não dão valor às pesquisas, pois elas seriam manipuladas.

De fato, essa manipulação acontece, sim. 

Independente disso, as pesquisas eleitorais servem para apontar tendências, o que é o seu aspecto principal, aliás. 

Pesquisas eleitorais não são feitas para acertar os resultados das eleições, mas para apontar as tendências, indicando quem está subindo ou caindo nas intenções de voto dos eleitores. 

Um dos grandes problemas das pesquisas é que a divulgação das mesmas também é fortemente manipulada, pois isso visa produzir certos resultados eleitorais que interessam a determinados grupos políticos e empresariais que apoiam algum candidato. 

E os próprios institutos de pesquisas contribuem para isso, na medida em que eles divulgam os resultados das mesmas como se elas fossem infalíveis e, logo acertassem sempre, o que não é verdade. 
As reservas internacionais líquidas do Brasil tiveram um crescimento expressivo durante os governos Lula e Dilma, passando de US$ 16 bilhões para US$ 376 bilhões. 
O fato concreto é que as pesquisas eleitorais mais recentes mostram algumas tendências que são bem nítidas. Elas mostram o crescimento das candidaturas do ex-Presidente Lula (Social-Democrata), bem como de Jair Bolsonaro (de Extrema-Direita). 

Lula, muito provavelmente, está atraindo de volta um eleitorado que já votou nele em 2002, 2006 e que votou em Dilma em 2010 e em 2014 muito em função do apoio do próprio Lula, mas que havia se decepcionado com segundo mandato de Dilma. Este eleitorado nutria uma certa expectativa, mesmo que limitada, de que a sua vida poderia melhorar no governo Temer, mas isso não aconteceu. Com isso, esses eleitorados estão retornando para Lula. 

E Bolsonaro está conquistando um eleitorado de perfil bastante conservador e direitista, mas que está decepcionado com os rumos do governo Temer, que é controlado pela trinca PMDB/PSDB/DEM.

O agravamento da crise econômica, após a derrubada de Dilma e a ascensão de Temer, e a percepção de que o combate à corrupção está sendo deixando em segundo plano no governo deste estão contribuindo para o grande aumento da impopularidade de Temer, o que afeta os partidos que o comandam, é claro, o que é o caso do PMDB, PSDB e DEM. Estes três partidos ocuparam os cargos principais do governo Temer e no Congresso Nacional.

Assim, eles sofrem a maior parte do desgaste que o governo de Temer está sofrendo. E este desgaste está sendo o grande responsável pelo forte crescimento de Lula e Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, como ficou claramente demonstrado na pesquisa MDA que foi realizada e divulgada em Fevereiro deste ano. 
Hitler e Mussolini: Eles também não foram levados a sério no início. Deu no que deu... 

Porque Bolsonaro deve ser levado a sério!
 

Entendo que não levar Bolsonaro a sério é um erro muito grave que muitas pessoas estão cometendo. Eu não desprezaria o Bolsonaro dessa forma, não, como muitos já estão fazendo.

A história está repleta de exemplos de que quando a Direita tradicional e conservadora se enfraquece eleitoralmente e um candidato identificado com ideias de Esquerda se fortalece, que é o que está acontecendo agora no Brasil, o eleitorado mais conservador e direitista cai, na sua imensa maioria, no colo da Extrema-Direita.

Aconteceu isso na Itália e na Alemanha na época de ascensão do Nazi-Fascismo.

Na Alemanha, por exemplo, a maior parte da classe média tradicional e da burguesia não simpatizava com os nazistas, aos quais viam como um bando de arruaceiros incultos.

Mas quando o Partido Comunista Alemão começou a se fortalecer (o que aconteceu principalmente na eleição para o Parlamento alemão realizada em Novembro de 1932), a burguesia e a classe média aceitaram fazer uma aliança com os Nazistas (NSDAP), pois entendiam que eles eram os únicos que poderiam barrar a ascensão dos Comunistas (KPD) no país. 

E os Social-Democratas (SPD) também eram odiados pela burguesia e pela classe média da Alemanha, pois apesar de não ser um partido revolucionário, ele também se considerava um partido marxista. 
Estas são algumas das frases ditas por Bolsonaro. E aí, você gostou? 
A burguesia e a classe média tradicional alemã pensavam que poderiam controlar Hitler e os Nazistas, mantendo-os dentro de certos limites e se aliaram aos mesmos, apoiando a sua eleição para o cargo de Chanceler. A ideia deles era usar Hitler e os Nazistas para massacrar os comunistas e social-democratas e, depois, se livrar dos seus incômodos aliados.

Mas como perguntou o genial Mané Garrincha: Já combinou tudo isso com os russos? Não? Então, você se deu mal. E foi isso que aconteceu com a burguesia e com a classe média da Alemanha. 

O fato é que a burguesia e a classe média alemã não combinaram nada disso com Hitler e com os Nazistas. E o resultado é que foram varridos por eles, não enquanto classe social, mas no aspecto do poder político, que passou inteiramente para as mãos dos Nazistas, cuja base eleitoral se situava na classe média baixa alemã (pequenos agricultores, pequenos empresários) e entre veteranos de guerra, grupos paramilitares e membros de segmentos marginalizados da sociedade, mas que não se organizavam politicamente (são os membros do lumpemproletariado).

No Brasil, desde 2016 que as pesquisas eleitorais apontam para uma mesma tendência, que é a do enfraquecimento das candidaturas que são representantes da Direita tradicional e o fortalecimento da Extrema-Direita (representada pela candidatura de Jair Bolsonaro).

Assim, existe uma grande possibilidade de que Bolsonaro continue crescendo, até a eleição presidencial de 2018, devido ao enfraquecimento das candidaturas tradicionais da Direita, atraindo o eleitorado que se desiludiu com os rumos tomados pelo PMDB, PSDB e DEM, principalmente, que são os partidos que comandam o governo Temer. 
Lula está crescendo rapidamente nas pesquisas eleitorais, como demonstra a mais recente pesquisa MDA, realizada em Fevereiro deste ano.

E como o governo Temer
 está ficando cada vez mais impopular, a consequência é o crescimento de Lula (devido à saudade que a população sente do seu ótimo governo) e de Bolsonaro, que atrai cada vez mais o eleitorado conservador e direitista, pois este acreditava que o governo Temer iria colocar o país novamente na rota do crescimento econômico e que nada faria para prejudicar a operação Lava Jato, permitindo que as investigações continuassem sendo realizadas livremente. 

Portanto, é muito provável que, mantida a trajetória atual, o segundo turno da eleição presidencial de 2018 venha a ser disputado entre Lula e Bolsonaro.

Resultados das Pesquisas MDA entre Junho de 2016 e Fevereiro de 2017!

Fevereiro de 2017

Cenário 1

Lula 30,5% (24,8% em Outubro e 22% em Junho/2016);
Marina 11,8% (13,3% em Outubro e 14,8% em Junho/2016);
Bolsonaro 11,3% (6,5% em Outubro e 5,8% em Junho/2016);
Aécio 10,1% (15,7% em Outubro e 15,9% em Junho/2016);
Ciro 5% (7,4% em Outubro e 6% em Junho/2016);
Temer 3,7% (6,2% em Outubro e 5,4% em Junho/2016);
BR/NU 16,3% (16,9% em Outubro e 21,2% em Junho/2016);
Indeciso 11,3% (9,2% em Outubro e 8,9% em Junho/2016).

Cenário 2

Lula 31,8% (25,3% em Outubro e 21,3% em Junho/2016);
Marina 12,1% (14% em Outubro e 16,6% em Junho/2016);
Bolsonaro 11,7% (6,9% em Outubro e 6,2% em Junho/2016);
Alckmin 9,1% (13,4% em Outubro e 9,6% em Junho/2016);
Ciro 5,3% (8,4% em Outubro e 6,3% em Junho/2016);
Josué Alencar 1%;
BR/NU 17,1% (16,1% em Outubro e 24% em Junho/2016);
Indeciso 11,9% (9,8% em Outubro e 8,8% em Junho/2016);

Cenário 3

Lula 32,8% (27,6% em Outubro);
Marina 13,9% (16,5% em Outubro);
Aécio 12,1% (18,9% em Outubro)
Bolsonaro 12% (7,9% em Outubro);
BR/NU 18,6% (19,6% em Outubro);
Indeciso 10,6% (9,5% em Outubro).
A Dívida Pública Líquida brasileira despencou de 60,4% para 35% do PIB no final de 2014. E mesmo assim a Grande Mídia inventou a deslavada mentira de que 'o PT quebrou o Brasil'. 

Cenários - 2o. Turno

Cenário 1

Lula 39,7% (33,8% em Outubro e 29,9% em Junho/2016);
Aécio 27,5% (37,1% em Outubro e 34,3% em Junho/2016).

Cenário 2

Lula 38,9%  (33,2% em Outubro e 28,9% em Junho);
Marina 27,4% (35,8% em Outubro e 35% em Junho).

Cenário 3

Lula 42,9% (37,3% em Outubro e 31,7% em Junho/2016);
Temer 19% (28,5% em Outubro e 27,3% em Junho/2016).

Assim, resumidamente, o que temos?

1) Lula cresce;
2) Bolsonaro cresce;
3) Aécio cai;
4) Marina cai;
5) Ciro cai.
As vendas de veículos zero km no Brasil bateram recordes históricos durante os governos Lula e Dilma. Com o início do movimento golpista as vendas começaram a desabar, processo que teve continuidade em 2016. Em janeiro de 2017 as vendas de veículos zero km caíram mais de 5% em relação ao mesmo mês de 2016. 

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